<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826</id><updated>2011-07-07T21:17:59.225-03:00</updated><category term='Baiano'/><category term='Humanidade'/><category term='Lélia'/><category term='ACM'/><category term='conexões.'/><category term='Múcio'/><category term='André'/><category term='Orla'/><category term='Paulo VI'/><category term='Fábio Rosk'/><category term='idiossincrasias'/><category term='Morte'/><category term='Jequié'/><category term='Baianada'/><category term='Especial'/><category term='Vinicius'/><category term='Melina'/><category term='Salvador'/><category term='Pituba'/><category term='Bobagens'/><category term='Blogue'/><category term='Fábio Mob'/><category term='Com Carinho'/><category term='Civilização'/><category term='Crica'/><category term='Paty'/><category term='Czarina'/><category term='Cenoura'/><category term='Ercília'/><category term='Sobrevida'/><category term='avenidas'/><category term='Mary'/><category term='Leonardo'/><category term='Além Morte'/><title type='text'>expressões digitais</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Marina</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cvt8d8XLLV4/SsV0OfvyC3I/AAAAAAAABO0/cKftOufa4bY/S220/08-1.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>303</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-752042054545585562</id><published>2008-09-03T00:01:00.003-03:00</published><updated>2010-04-10T03:57:17.407-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;aqui jaz, nada mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-752042054545585562?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/752042054545585562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=752042054545585562&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/752042054545585562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/752042054545585562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2008/09/f-i-m.html' title=''/><author><name>Marina</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cvt8d8XLLV4/SsV0OfvyC3I/AAAAAAAABO0/cKftOufa4bY/S220/08-1.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-4906216550999826298</id><published>2008-04-29T00:54:00.001-03:00</published><updated>2008-04-29T01:09:09.156-03:00</updated><title type='text'>Mil novecentos e oitenta e dois...</title><content type='html'>Era um desses domingos à tarde preguiçosos, assistindo Faustão, com o bucho cheio do Bobó de Camarão e do Vatapá de Dona Lurdinha.&lt;br /&gt;Julinha, a neta, senta no sofá ao lado do avô, Seu Joca. Julinha tem lá seus trinta e poucos anos, e o avô passa dos oitenta, "mas com carinha de setenta e nove", dizem as netas.&lt;br /&gt;Ela pousa a mão sobre as costas do avô, num gesto de afeto, e assim fica por alguns momentos, eventualmente acariciando-lhe sob o pescoço. Seu Joca, distraído, aceita a carícia, permanecendo com sua atenção voltada para a tevê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ê, Vôzão!&lt;br /&gt;- Diga, minha filha...&lt;br /&gt;- Grande ano, hein? Mil novecentos e oitenta e dois...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O avô estranha um pouco, visto que estão beirando maio de dois mil e oito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oitenta e dois, Júlia? O que é que teve?&lt;br /&gt;- Ôxe, vô! Só tô dizendo que foi um grande ano! O movimento pelas diretas... E o senhor lembra da seleção?&lt;br /&gt;- Eu até lembro. Era o time de Telê. Grande time! Acabou que perdeu para a Itália, por infelicidade. Mas você tinha oito anos e não estava nem aí para futebol...&lt;br /&gt;- Ah, vô... Mas eu reparava um pouquinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esta altura, Seu Joca tinha um ar desconfiado. Não olhava mais para a televisão, mas diretamente para a neta. Por um momento, ficaram os dois em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe aquela galinha de vidro, que fica na estante do corredor?&lt;br /&gt;- Sei, sei! Foi presente do...&lt;br /&gt;- Do Coronel, não foi?&lt;br /&gt;- Coronel Albuquerque! Ele e a esposa presentearam a mim e à sua avó, num jantar que demos quando eu fui promovido a Capitão.&lt;br /&gt;- Quebrei...&lt;br /&gt;- Ué? Não ouvi barulho nenhum?&lt;br /&gt;- Foi em oitenta e dois...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O avô a encara um momento, se levanta e busca a galinha na estante. Examinando com atenção, percebe que o pescoço está colado e que há uma pequena lasca sob a asa direita. Volta-se para a neta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em oitenta e dois, minha filha?&lt;br /&gt;- É, vô! Mas eu não agüentava mais carregar esse segredo comigo...&lt;br /&gt;- Agüentou por um bom tempo, hein?&lt;br /&gt;- Olha: foi sem querer! Eu peguei da mesa de centro para colocar num lugar mais alto, porque Jana era pequena e estava querendo pegar para brincar. Aí acabei derrubando...&lt;br /&gt;- Ê, menina desastrada! E é assim até hoje, né? Cê sabe que não tem importância, não, né?&lt;br /&gt;- Sei, vô. Só precisava contar...&lt;br /&gt;- Dá cá um beijo, minha princesinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela beija a bochecha do avô como fazia quando era pequena. O velho coloca a galinha de lado, no móvel ao lado do sofá, passa o braço sobre as costas da neta e volta a atenção para a televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ê, Seu Joca! Vôzão!&lt;br /&gt;- Ê, minha menina...&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- E noventa e um, vô? Grande ano, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[]´s&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-4906216550999826298?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/4906216550999826298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=4906216550999826298&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/4906216550999826298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/4906216550999826298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2008/04/mil-novecentos-e-oitenta-e-dois.html' title='Mil novecentos e oitenta e dois...'/><author><name>Diógenes Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490268123609830568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_YB83h50atV4/SdxQ_Ok5cZI/AAAAAAAAAIE/_Lbxs8ZsfnM/S220/DSC00041.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-1356016199643689544</id><published>2007-10-17T00:46:00.000-02:00</published><updated>2007-10-17T00:52:40.512-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>Pretere tu, sofro eu.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Verbo foi feito para ser conjugado. Define ação, estado ou fenômeno da natureza. Às vezes indica um fato. Existem verbos que eu aprendi a conjugar. Outros tantos sigo aprendendo. Alguns me estão sempre no gerúndio. Mas o difícil de fato é quando são conjugados para mim. &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;p&gt;Dentre esses tantos, que para mim conjugam, estão o preterir e o esquecer. Porque o problema nunca é comigo. Sou sempre inocente e todos me querem bem. Mas não obstante, sigo à margem, sozinho em minha fantasia de vida, nessa casa vazia, sem qualquer companhia. Sem um toque ou palavras de afeto.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sigo entre o medo da rejeição e o hábito da dor. A única certeza que tenho agora é que mais uma vez eu confundi você. E me perdi. Você me procurou e eu me entreguei. Isso faz parte de mim, não de você.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Mais uma vez com a cola na mão, mais uma vez a me reconstruir. Tenho a fascinante capacidade de destruir meu coração, meus sentimentos. Sou sempre indesejável. O bom amigo para ter ao lado. Estou sempre a confundir sentimentos. Amor e amizade, sexo e desejo. Querer e evitar.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Era para eu te pegar em casa. Era uma comédia romântica e uma declaração de amor. Era para eu ouvir um sim. Era para estar tocando uma canção do Chico. Era para eu te beijar. Era para eu ser beijado.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Mas eu fiquei em casa. E não vi qualquer filme ou disse qualquer palavra. Mas o problema não sou eu. E não tocou qualquer canção de amor. E eu voltei sozinho, velado em meu mundo decadente. E eu não fui beijado. E você me preteriu.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Mais uma vez conjugo meu principal verbo. Na mesma pessoa, no mesmo tempo, no mesmo número. Na mesma voz: eu sofro.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;E que venha um novo dia. E que eu me repita em minhas reticências...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-1356016199643689544?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/1356016199643689544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=1356016199643689544&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/1356016199643689544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/1356016199643689544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2007/10/pretere-tu-sofro-eu.html' title='Pretere tu, sofro eu.'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-1940782916618197171</id><published>2007-10-15T15:54:00.000-02:00</published><updated>2007-10-15T15:56:02.200-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crica'/><title type='text'>Engano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A pior hora para ser acordado é mais ou menos uma hora após o começo do sono. O corpo já está entrando em um relaxamento total. Já sabe que não é um simples cochilo. Foi nesse momento que Mariana foi acordada naquele domingo sem graça. Já tinha deitado há algum tempo e entrava na gostosa parte do sono profundo quando o celular tocou, deixando-a desnorteada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela demorou alguns segundos para entender que ruído era aquele e mais uns tantos outros para tateando achar o celular na bagunça de seu criado-mudo. Abriu um olho e tentou enxergar o número que estava ligando. Não estava em sua agenda mas era levemente familiar. Balbuciou um alô e ouviu uma voz animada mas que de imediato não reconheceu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mariana, meu amor!&lt;br /&gt;- Quem é?&lt;br /&gt;- Sou eu, Felipe, está lembrando não?&lt;br /&gt;- Mais ou menos, o que você quer?&lt;br /&gt;- Minha gostosa, me diga onde você está e eu vou aí te ver agora.&lt;br /&gt;- Você está louco ou isso é um engano.&lt;br /&gt;- Como assim engano, minha paixão? Deixe de ser má, me fale logo onde você está e vamos nos encontrar bem gostoso.&lt;br /&gt;- Oras, engano engano... Você pretendia ligar para uma outra Mariana, porque eu não faço idéia de quem você seja.&lt;br /&gt;- Não pode ser engano se o seu nome está aqui no meu celular.&lt;br /&gt;- Mas é, eu não sou essa Mariana que é seu amor, sua gostosa ou sei lá o quê. Você ligou para a Mariana errada.&lt;br /&gt;- Então prove que você não é a minha Mariana.&lt;br /&gt;- Eu não tenho que provar nada, você é um doente, vá se tratar e pare de ligar para as pessoas a essa hora da noite, seu tarado juvenil.&lt;br /&gt;- Ahá! Olha a prova que você sabe quem sou eu.&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- Você me chamou de tarado juvenil, então me conhece, porque eu sou tarado e sou novo, um tarado juvenil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um suspiro e lembrando quem era esse Felipe, Mariana respirou fundo e com uma voz ameaçadoramente baixa, disse:&lt;br /&gt;- Olha, não é preciso ser um gênio para deduzir que você é um tarado juvenil. Você me liga super tarde, me chamando de paixão, querendo fazer gostoso comigo, com uma voz alterada, arfando... Só poderia ser tarado.&lt;br /&gt;- Mas você também disse juvenil, como explica isso?&lt;br /&gt;- Muito mais simples ainda, sua atitude é típica de adolescente, nenhum homem se comportaria assim. Além do mais, agora nos últimos minutos, eu estou relembrando de você.&lt;br /&gt;- Não disse? Você estava aqui na minha listinha especial. Eu só não lembro onde você mora, me diga e eu vou te buscar.&lt;br /&gt;- Felipe, eu não estou na sua listinha especial, o contato que eu tive com você foi outro. Seu pai me comprou um filhote de cachorro, algo estritamente comercial. Lembra agora que Mariana sou eu?&lt;br /&gt;- Lembrei! Mas eu não lembro mesmo onde é a sua casa, explica para mim e vamos juntinhos dar umas risadas do meu engano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-1940782916618197171?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/1940782916618197171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=1940782916618197171&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/1940782916618197171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/1940782916618197171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2007/10/engano.html' title='Engano'/><author><name>Crica B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10968314414457588537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4328/2369/1600/014.1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-496549266907343030</id><published>2007-09-26T00:28:00.000-03:00</published><updated>2007-09-26T00:31:37.407-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crica'/><title type='text'>Cliques de paixão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Seis meses de conversas. MSN. SKYPE. ORKUT. Suas vidas virtuais estavam entrelaçadas. Ela já tinha se mostrado em inúmeras fotografias. Ele ainda era um mistério. Mas não importava, porque o amor é cego. Ela o achava inteligente, honrado, corajoso e bom de cama. Não há como se saber isso de alguém sem ir às vias de fato, mas ela sabia. Percebia no tom de falar e no breve suspiro de hesitação que ele usava antes de se despedir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos de internet, seis meses é uma eternidade. Pessoas se apaixonam e desapaixonam em algumas horas. Seis meses era uma vida inteira. Tinha chegado a hora de se encontrarem. Ela cheia de sonhos. Ele cheio de planos. Encontraram-se em um café no shopping. Ele maravilhado. Ela surpresa. Ela não o tinha idealizado daquele jeito. Parecia muito mais velho do que a idade que dizia ter. Era também muito mais baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encontro era para uma torta, um café e um bom papo. Mas ela custou a se sentir a vontade. Definitivamente não era o que ela esperava. Enquanto comia, lembrava de ter respondido a ele no auge da paixão virtual: claro que se rolar química entre nós eu vou com você para um lugar mais reservado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminaram a torta e ele levantando-se a chamou para ir com ele. Sem jeito para dizer não, lembrando das inúmeras vezes que anunciou aos quatro cantos que a aparência não importava, ela foi. Então aconteceu. Sexo por sexo, a paixão que achou sentir tinha acabado repentinamente. Mas o sexo foi muito bom. Ela sentiu um prazer extasiante. Não estava, afinal, completamente errada sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou em casa e teve a impressão que todos sabiam que ela transou no primeiro encontro real. Ninguém levaria em conta os seis meses de romance virtual, tinha certeza disso. Foi para o seu quarto com um sorriso imperceptível no rosto. Não atendeu no dia seguinte o telefonema do seu, agora, amante real. Nem no dia seguinte e seguinte e seguinte. Continuava a mesma, apenas mais safada e menos hipócrita: não fingia mais acreditar que o amor era cego.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-496549266907343030?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/496549266907343030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=496549266907343030&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/496549266907343030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/496549266907343030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2007/09/cliques-de-paixo.html' title='Cliques de paixão'/><author><name>Crica B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10968314414457588537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4328/2369/1600/014.1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-6527905381137032835</id><published>2007-09-23T18:25:00.000-03:00</published><updated>2007-09-23T18:28:17.665-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Czarina'/><title type='text'>talking 'bout...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Minha geração envelheceu rápido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os cabelos brancos não combinam com a lisura das faces&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;pisou fundo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E se divertiu rápido demais&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Minha geração envelheceu rápido&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estudamos na pressa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E comemos na pressa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E descemos os degraus de dois em dois&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Emendamos um destino no outro&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os grãos de areia correndo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Feito potros&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nunca me ocorreu que não teríamos mais&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O que fazer depois.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Minha geração envelheceu rápido&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nos atiramos das bordas do fim das coisas - Uns completos insanos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um novo fim é um novo começo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-dizíamos-&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;precisamos ter valor&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;precisamos seguir em frente&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;somos um bando de velhos valentes&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;com apenas vinte anos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-6527905381137032835?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/6527905381137032835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=6527905381137032835&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/6527905381137032835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/6527905381137032835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2007/09/talking-bout.html' title='talking &apos;bout...'/><author><name>A czarina das quinquilharias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-1692652637268230147</id><published>2007-09-14T02:12:00.000-03:00</published><updated>2007-09-14T02:17:02.208-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conexões.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='avenidas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ACM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pituba'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paulo VI'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='idiossincrasias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Orla'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salvador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Baianada'/><title type='text'>Baianada dos endereços.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Salvador tem uma peculiaridade no nome das ruas (sobretudo das avenidas). Tentando explicar de uma forma básica: às vezes o que parecem ser várias ruas tem um só nome, portanto formalmente é uma rua só. Por outro lado, determinadas ruas são claramente uma coisa só, mas mudam de nome no meio, sendo, portanto, formalmente, mais de uma rua.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Por exemplo: se você sobe a ladeira para a Federação, logo depois do acarajé da Dinha, você estará entrando na &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Avenida Cardeal da Silva. Não mais que de repente, você já estará, sem entrar em nenhuma curva, balão, retorno ou conexão, na Caetano Moura, que por sua vez é seqüência diretíssima da Ladeira do Campo Santo. Ainda tem a Padre Feijó ligada à ladeira quase que diretamente, se bem que um balãozinho meio enviezado, que na verdade é conexão com a rua da reitoria, pode até dar a desculpa (esfarrapadíssima) para a mudança de nome, neste caso. Ou seja: quatro ruas (formalmente estabelecidas, com placas, logradouro cadastrado nos Correios e CEP) que, na verdade, são uma coisa só. E isso acontece em vários lugares – não vale a pena ficar citando todos, mas a Garibalde vira ACM e depois Tancredo Neves – só para dar outro exemplo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Na outra ponta da moeda, estão as avenidas que parecem ser várias coisas diferentes, e nunca mudam de nome. Bom exemplo é a avenida sete, que começa lá no Pelourinho, passa pela Piedade, Campo Grande, Vitória, e quando você está descendo a ladeira da Barra – conhecida como “Ladeira da Barra” – formalmente você está na Avenida Sete, ainda. Tem também a Avenida Paulo VI, que começa pertinho da Orla da Pituba, sobe uns bons dois quilômetros como avenida de calibre, depois faz uma conexão com várias coisas – sendo que uma delas é uma ruazinha perpendicular a esta avenida original, que não é outra coisa senão: Paulo VI. E essa ruazinha se embrenha pelo Caminho das Árvores adentro, fazendo diversas curvas e conexões, sendo que no finalzinho se alarga de novo e vai parar na região do Iguatemi, ainda sendo Paulo VI.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Se a idéia de dar nomes às ruas é facilitar a localização, esse tipo de idiossincrasia não ajuda nem um pouco. Não sei se ocorre em outros lugares, mas se não ocorrer, é até algo que posso aceitar se chamarem de "Baianada"... :)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;" lang="PT"&gt;[]´s&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;" lang="PT"&gt;(Escrevi qualquer coisa sobre o senado no &lt;a href="http://soteropolitano.blogspot.com"&gt;Baiano&lt;/a&gt;. Não coloquei aqui para não repetir o assunto.)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-1692652637268230147?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/1692652637268230147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=1692652637268230147&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/1692652637268230147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/1692652637268230147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2007/09/baianada-dos-endereos.html' title='Baianada dos endereços.'/><author><name>Diógenes Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490268123609830568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_YB83h50atV4/SdxQ_Ok5cZI/AAAAAAAAAIE/_Lbxs8ZsfnM/S220/DSC00041.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-4989793299381912938</id><published>2007-09-12T21:26:00.000-03:00</published><updated>2007-09-12T21:42:44.139-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>Senado Brasileiro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;Nojo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Asco&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;ojeriza&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Repugnância&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Repulsa&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Náuseas&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Enjôo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Mágoa&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Pesar&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Dor&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Aversão&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Ódio&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Antipatia&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Desprezo&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Rancor&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Enfado&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Engodo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Negaça&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Embuste&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Logro&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Engano&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Desilusão&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Tapeação&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Maldade&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Sacanagem&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Cilada&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Armadilha&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Emboscada&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Tocaia&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Arapuca&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Ardilosidade&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora escolha o adjetivo e brade aos quatro cantos sua indignação. Se bem que hoje tem jogo do Brasil, quem vai se preocupar com Renan ou com a corja de velhacos sacripantas, vis pusilânimes abjetos, que se utilizam do covarde manto do mistério para manter a mixórdia como ela deve ser?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu silêncio jamais será a melhor resposta. Nenhum silêncio num momento como este é bom, mas nosso povo só tem pulmões para berrar mais um gol da seleção. Enquanto ficamos nós, minoria revoltada, imaginando novos adjetivos para desqualificar aquilo que por si só não tem qualquer qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, sinto mais uma vez vergonha e revolta. Vergonha de ser brasileiro. Vergonha por saber que a capital do Brasil é distante demais do protesto, do povo. Revolta por saber que nada posso contra o sistema, contra a velada ditadura que insiste em extirpar por meio da democracia nosso direito de viver num país honesto, decente, digno e decoroso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-4989793299381912938?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/4989793299381912938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=4989793299381912938&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/4989793299381912938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/4989793299381912938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2007/09/senado-brasileiro.html' title='Senado Brasileiro'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-7127133238792898300</id><published>2007-08-19T22:52:00.000-03:00</published><updated>2007-08-19T23:04:46.690-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Baiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Morte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humanidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogue'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jequié'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Civilização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cenoura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Além Morte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bobagens'/><title type='text'>A morte e o além.</title><content type='html'>Acabei de perceber, aqui, que julho passou em branco. Zero.&lt;br /&gt;Talvez nem tenha sido a primeira vez. Não sei. Mas foi a primeira vez que eu percebi.&lt;br /&gt;Já vi muitos blogues morrerem. Alguns blogues muito bons já nasceram, cresceram e morreram sob meu olhar atento.&lt;br /&gt;Alguns blogues, inclusive, já ressucitaram - coisa que não é para qualquer um.&lt;br /&gt;Eu tenho uma certa aversão à morte. Talvez por isso eu seja o único cara de que tenho notícia que tem um blogue desde 1998. Daqui a pouco faz dez anos. (Já tive até uma fase de sucesso, na época do bligue, mas isso não vem ao caso...)&lt;br /&gt;Como eu ia dizendo, eu tenho uma certa aversão à morte. Uma das coisas que eu imagino - essas viagens que volta e meia compartilho convosco - é que a civilização humana deveria parar de gastar energia com tantas bobagens - ipods cor de rosa, micaretas em Jequié, bombas atômicas, refis para buballoos -, e direcionar seus esforços para a erradicação completa da morte. O mais breve possível - de preferência antes da minha vez, e se possível antes da vez dos meus amigos...&lt;br /&gt;Eu não sou muito bem resolvido no que diz respeito à religião. Não tenho lá essa confiança de que depois da morte o meu caminho segue - ou o de qualquer um.&lt;br /&gt;Enfim... Nem que eu tenha que falar sobre a morte ou receitas que levem cenoura (mais uma coisa da qual poderíamos abrir mão, em prol da erradicação da morte), eu não pretendo deixar o Expressões Digitais morrer.&lt;br /&gt;Não seria certo de minha parte, afinal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[]´s&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-7127133238792898300?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/7127133238792898300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=7127133238792898300&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/7127133238792898300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/7127133238792898300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2007/08/morte-e-o-alm.html' title='A morte e o além.'/><author><name>Diógenes Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490268123609830568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_YB83h50atV4/SdxQ_Ok5cZI/AAAAAAAAAIE/_Lbxs8ZsfnM/S220/DSC00041.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-6249886781436500402</id><published>2007-06-14T23:50:00.001-03:00</published><updated>2007-06-14T23:50:22.747-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>Teatro</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mais um domingo adiamantado pelo sol no firmamento, com uma generosa brisa alisando minha tez, enquanto quedo-me isolado dos acontecimentos, curando feridas que causei ao meu coração, que segue comigo meus delírios de amores que modelo com meu lápis impreciso, como aquela música que ouvi num outro domingo igual a este.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Domingo é meu dia de verdade, onde vivo a realidade que criei através da fantasia de outros dias e outros tempos, personagem que interpreto a todo instante. Mas a solidão até que me cai bem, pois não sei como seria ter alguém sempre comigo, suportando minha inquieta quietude, meu silêncio desconfortante e minha frieza calculada.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sou como um personagem de teatro e faço da minha vida este drama que versejo em minhas linhas em reticências reprisadas. Crio personagens que suportam minhas ações, alter egos que me ocultam de mim mesmo, este desconhecido eu que busco conhecer todos os dias.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Assisto de camarote meus personagens, minhas tragédias inventadas e meu sorriso de mentira, acreditando que algum dia serei eu ali no palco, interpretando com minha máscara a verdade que evito por medo de sofrer. Mas não aceito outro ato enquanto você for o contrapeso em meu sorriso: eterna coadjuvante em meu enredo.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E em cada passo, ensaio num tablado os novos rumos que levam numa ventura ainda ausente de ciência e me aventuro a todo instante em falas nunca decoradas, mas ensaiadas em minha boca enquanto murmuro pensamentos acabados no instante em que imagino uma nova cena desta minha estranha estória.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Meu monólogo é exaustivo, na medida em que busco seu diálogo em minha história, quebrando o silêncio desta casa, que divido com o vazio e alguns livros que lhe agradam. Mas não deixo de passar meu texto no espelho, esperando o tempo exato de contigo dividir este tablado e minha peça, no anfiteatro do meu quarto.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E aqui, parado no tempo e no espaço, vou buscando novos textos que definam nossa história, que será contada como quer você que seja, num diálogo preciso ou num monólogo sofrido. Seja como for, sigo eu vivendo personagens, disfarçado, me escondendo enquanto posso desta sombra ululante – eterna solidão.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas nunca deixo de ser eu o diretor protagonista deste conto temerário, onde credito meu presente insaciável de você. Sempre você.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-6249886781436500402?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/6249886781436500402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=6249886781436500402&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/6249886781436500402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/6249886781436500402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2007/06/teatro.html' title='Teatro'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-4608669523545702647</id><published>2007-06-13T23:55:00.000-03:00</published><updated>2007-06-13T23:58:08.465-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Czarina'/><title type='text'>In.quie.ta.ção</title><content type='html'>Me enlace&lt;br /&gt;Me abrace&lt;br /&gt;Enquanto ainda sou moça e&lt;br /&gt;me torça &lt;br /&gt;o pescoço &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(não precisa ser com força,&lt;br /&gt;basta quebrar o osso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não quero me ir de cansaço&lt;br /&gt;nem quero me ir de doente&lt;br /&gt;(de fígado, de rim, de baço)!&lt;br /&gt;prefiro ir de repente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não quero morrer numa cama,&lt;br /&gt;sofrendo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com a dor me fazendo calo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que seja &lt;br /&gt;de queda&lt;br /&gt;de quebra&lt;br /&gt;de tiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;prefiro morrer de estalo&lt;br /&gt;faz bem mais o meu estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quero um piscar pra morte breve&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que não passe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do espaço &lt;br /&gt;de um soluço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pra mim tem morte certa.&lt;br /&gt;não quero morrer na siesta,&lt;br /&gt;prefiro morrer de susto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-4608669523545702647?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/4608669523545702647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=4608669523545702647&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/4608669523545702647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/4608669523545702647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2007/06/inquietao.html' title='In.quie.ta.ção'/><author><name>A czarina das quinquilharias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-3817180959837527608</id><published>2007-05-14T09:10:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T10:03:27.612-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Baiano'/><title type='text'>O livro de Chun-Yan.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YB83h50atV4/RkhjRNuYB5I/AAAAAAAAACs/dCa8xd6bYPs/s1600-h/AliceProfilebytheSea.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5064406928371222418" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_YB83h50atV4/RkhjRNuYB5I/AAAAAAAAACs/dCa8xd6bYPs/s320/AliceProfilebytheSea.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Baixei no e-mule "Os Ensinamentos Sagrados de Chun-Yan", em arquivo de áudio, traduzido para o português. Agora o ouço em MP3 no celular. É material para muito tempo - provavelmente algumas semanas.&lt;br /&gt;Tenho quase certeza de que a voz é a mesma que dublava o senhor Miyagi, do Karatê-Kid. Naquele tom serenamente despreocupado que remete à imagem de um sábio chinês solitário no alto da montanha.&lt;br /&gt;Pequenos fatalismos e idéias um pouco mais elaboradas vão surgindo, em uma ordem que, desconfio, vá fazer mais sentido com o desenvolvimento do texto.&lt;br /&gt;"Mulheres pequenas parecem pequenos macacos. Dormem agarradas no antebraço, pelos braços e pelas pernas. Olham com olhos de macaco com fome, para conseguir coisas que querem."&lt;br /&gt;"Homem abençoado o que tem uma mulher grande e rica, que o deixe dormir por duas luas novas, em seu colo. Que traga ópio para casa, porque não precisa que seu homem vá ao trabalho. Mulheres grandes são ideais para aconchegar o guerreiro cansado. As mulheres grandes podem carregar os mantimentos sozinhas, enquanto o homem cuida da filosofia e da defesa da família."&lt;br /&gt;"Bem aventurado o homem ou rapaz que ao seu lado tem uma mulher ágil. Mulheres ágeis tem o espírito do fogo, e conseguem acompanhar o homem em suas aventuras. A mulher realmente ágil é aquela que consegue domar uma besta, com a mesma facilidade que cavalgam uma noite inteira sobre seu homem. De preferência, a mulher ágil pode fazer as duas coisas em um mesmo dia."&lt;br /&gt;São diversas coisas nessa mesma linha. Tem sido uma diversão, sob os óculos escuros, analisar as mulheres à minha volta na faculdade, no trabalho, na rua, e imaginá-las se agarrando ao meu braço, domando uma besta, carregando os mantimentos ou cavalgando uma noite inteira sobre mim.&lt;br /&gt;Agora mesmo, tem uma loirinha aqui na frente que parece bem ágil...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[]´s&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-3817180959837527608?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/3817180959837527608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=3817180959837527608&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/3817180959837527608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/3817180959837527608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2007/05/o-livro-de-chun-yan.html' title='O livro de Chun-Yan.'/><author><name>Diógenes Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490268123609830568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_YB83h50atV4/SdxQ_Ok5cZI/AAAAAAAAAIE/_Lbxs8ZsfnM/S220/DSC00041.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YB83h50atV4/RkhjRNuYB5I/AAAAAAAAACs/dCa8xd6bYPs/s72-c/AliceProfilebytheSea.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-6759949835953683258</id><published>2007-05-09T04:30:00.000-03:00</published><updated>2007-05-09T18:54:40.626-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crica'/><title type='text'>Quando o amor explode</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje eu acordei querendo ter notícias suas. Fechar os olhos e relembrar seu cheiro. Depois de tantos anos e desencontros você continua dentro de mim. É estranho saber que o meu silêncio constrangido durante as suas acusações de descaso não delatou a minha inocência. Sua voz ansiosa por meu aconchego ainda está na minha mente. Como eu posso te explicar que uma sucessão de coisas pequenas impediu o nosso sonho? Não foi covardia, não foi um outro amor... Só posso culpar o maldito acaso que mais uma vez me levou para longe de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que você não vai ler esse desabafo. Mas hoje eu levantei da cama convicta de que amo você. Só você. Sempre você. Meu amor primeiro, meu príncipe encantado do mundo cor de rosa e azul claro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-6759949835953683258?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/6759949835953683258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=6759949835953683258&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/6759949835953683258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/6759949835953683258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2007/05/quando-o-amor-explode.html' title='Quando o amor explode'/><author><name>Crica B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10968314414457588537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4328/2369/1600/014.1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-4203077329091848152</id><published>2007-05-03T21:32:00.000-03:00</published><updated>2007-05-03T22:06:35.351-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo'/><title type='text'>El viejo comunista</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/w2k3L1SJufQ"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/w2k3L1SJufQ" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="350" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: left;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Un viejo que fuera comunista&lt;br /&gt;se sienta a fuma la tarde entera&lt;br /&gt;mientras buena lluvia cae afuera&lt;br /&gt;con voz desnuda, el vejo piensa&lt;br /&gt;porque coinciden en su ventana&lt;br /&gt;palomas grises con la pena que fumara&lt;br /&gt;palomas grises con la pena que fumara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tornan sus ojos a  un dia lejos&lt;br /&gt;cuando a un libro un verso, a una muchacha un pensamiento&lt;br /&gt;cuando a un libro un verso, a una muchacha un pensamiento&lt;br /&gt;cree que ya nada lo sorprende&lt;br /&gt;que se curó de espanto, desgastó el llanto&lt;br /&gt;que se curó de espanto, desgastó el llanto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordó canciones que cantaba&lt;br /&gt;y combersaciones con amigos hasta el alba&lt;br /&gt;y combersaciones con amigos hasta el alba&lt;br /&gt;recordó la esquina de su casa&lt;br /&gt;cuando dijo adiós y vio a su madre que lloraba&lt;br /&gt;cuando dijo adiós y vio a su madre que lloraba&lt;br /&gt;y ahora en sus ojos también llueve, pues le sorprende que aun le duele&lt;br /&gt;los años, la vida, su amor&lt;br /&gt;los años, la vida, su amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ohh  ohh&lt;br /&gt;aun le duele&lt;br /&gt;ohh  ohh&lt;br /&gt;aun le duele&lt;br /&gt;ohh  ohh&lt;br /&gt;aun le duele&lt;br /&gt;ohh  ohh&lt;br /&gt;aun le duele&lt;/span&gt;   &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Manuel Garcia é chileno, e esta canção, do disco "Panico", é particularmente bela. É que há sempre uma beleza muito especial em tardes chuvosas... assim como também há no desencanto cheio de melancolia de um velho comunista...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-4203077329091848152?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/4203077329091848152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=4203077329091848152&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/4203077329091848152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/4203077329091848152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2007/05/el-viejo-comunista.html' title='El viejo comunista'/><author><name>Leonardo Caldas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04245860275852949233</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-BaT8-KvSAas/TW4rfIYDt4I/AAAAAAAACH8/0TFvBvOw85Q/s220/avatar-msn-niver.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-6875558934067233190</id><published>2007-04-17T09:26:00.000-03:00</published><updated>2007-04-17T09:31:08.212-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>Morena</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Você passa &lt;em&gt;morenando&lt;/em&gt; por aí, deixando meu coração sem graça, perdido e encantado, pulsando acelerado em cada novo encontro, em cada novo papo. Enquanto andas por esquinas a mim estranhas, sinto o pesar dos antagonistas que me roubam-lhe a presença e que me afrontam, pois sou aquele que ainda está do outro lado, longe dos teus dias, longe dos teus olhos, longe dos teus braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendo todo dia a conhecer as diferenças, nossas distintas existências e me sinto apreensivo por aqueles que a saúdam; me afobo ainda que sabido que não é para já a nossa história. Mas essas tantas diferenças me soam positivas, pois os iguais não se completam: se amontoam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você que cifra o tédio me cativa a todo instante, tornando a ária o viés do ermo e eu, que verso o fastio dos domingos, sinto sua voz ora familiar tomar conta da minha mente, mais um véu que cai por terra, mais mistérios por saber. E teus enigmas seduzem, já que és fascinação travestida em mel castanho, cor do pecado abençoado por Apolo, lira encantada &lt;em&gt;que rimou todos os sons&lt;/em&gt; e minhas letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que canto versos tradutores de você, sigo roubando poesia como posso, acumulando hordas de palavras e seguindo o instinto de querer mais de você, verbo transitivo, ponto de exclamação, continuação da minha frase, querer com precisão, &lt;em&gt;cativadora&lt;/em&gt; de emoção, tempo e ação, finalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora que já sabes do intento, sigo ao relento enquanto busco em ti abrigo, poema de domingo que não versa com o ócio, mas que segue na promessa de fazê-la entender que na distância de nós mesmos, nossos mundos se encontram, e que rimamos um com o outro, soneto métrico disforme, hiato decassílabo, você e eu, unidade indivisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque não?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-6875558934067233190?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/6875558934067233190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=6875558934067233190&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/6875558934067233190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/6875558934067233190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2007/04/morena.html' title='Morena'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-3809124966993759409</id><published>2007-04-06T01:26:00.000-03:00</published><updated>2007-04-06T06:36:17.550-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo'/><title type='text'>Eu, vovó e os óculos de sol</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Há alguns dias vovó passou por uma cirurgia de catarata, e está em período de recuperação. Correu tudo bem tanto com o procedimento cirúrgico em si quanto com a recuperação inicial. O que, conhecendo-se o espírito irrequieto e personalidade forte da vovó, pode ser considerado sob todos os aspectos como um considerável progresso. Vínhamos conseguindo que ela se mantivesse na casa de uma tia, tranquila e atenta às recomendações médicas... Sabe, é aquele tipo de coisa simples de se seguir, como evitar os vapores vindos do fogão, movimentos bruscos de cabeça, focar lugares muito claros e mais outro tanto de estripolias que em geral nem se imagina mesmo que velhinhos façam. Vovó, evidentemente, já foi pega por várias vezes em frente ao fogão, já quis lavar roupas debaixo de sol a pino, e disse que não precisa mais ir ao médico fazer a revisão. Compramo-lhe uns óculos de sol que na verdade nem são mais tão necessários assim, mas... bom... já que ela não suporta usá-los, e eles lhe dão um certo ar de nobre comicidade, porque não mantê-los um pouco mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é que tem sido realmente complicado mantê-la sob controle. Trata-se de velhinha que teve sempre sua liberdade, e apesar dos esforços que a família inteira tem feito (some-se a isto inclusive o valoroso grupo de agregados - namorados, amigos outros tantos que orbitam aleatoriamente a família e em geral vem e vão ao sabor do vento e dos relacionamentos) ela na maioria das vezes faz o que bem entende. No rol do que poderia ser considerado &lt;i&gt;"fazer o que bem entende"&lt;/i&gt; está resolver sair da casa da tia sem maiores explicações e vir ficar comigo... E eis a situação atual: Ainda que relutantemente, vovó concordou em fazer algumas concessões (do uso dos óculos, apesar da pouca importância prática em sua recuperação, não abrimos mão), e tem até repousado bastante. Tenho feito minha parte e passado mais tempo com ela. O que tem sido, é bom que se diga, uma experiência interessante, já que me permite assimilar um pouco melhor trechos das histórias que ela já contou dezenas de vezes, mas que não haviam ainda ficado tão claros. Ainda ontem, quando acordei, escutei-a conversando. Era ainda muito cedo, e julguei que estivesse falando sozinha (é... ela tem feito isso às vezes), mas lá estava a namorada de meu irmão - a mais nova agregada - escutando-a monologar sobre qualquer coisa pitoresca de sua infância. Pois que seja ela a escutá-la... pelo menos pra ela é ainda novidade a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio da semana temos uma consulta de revisão já marcada com o médico da vovó. Como ela precisa operar os dois olhos, e até agora só fez cirurgia em um, é bem provável que tenhamos dentro em pouco mais um turbulento período de recuperação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-3809124966993759409?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/3809124966993759409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=3809124966993759409&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/3809124966993759409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/3809124966993759409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2007/04/eu-vov-e-os-culos-de-sol.html' title='Eu, vovó e os óculos de sol'/><author><name>Leonardo Caldas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04245860275852949233</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-BaT8-KvSAas/TW4rfIYDt4I/AAAAAAAACH8/0TFvBvOw85Q/s220/avatar-msn-niver.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-6260235249416299307</id><published>2007-03-30T20:52:00.000-03:00</published><updated>2007-03-30T21:05:56.425-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>De ti</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ainda que o tempo seja breve, cada instante é sempre eterno. À distância de ti, longe de mim mesmo, vagueio vagabundo e vacante – coração clandestino – traduzindo eras e destinos, rompendo como posso os dias, parindo sempre uma nova madrugada. Sigo caminhando em parcas letras, métrica disforme, lógica disléxica de minha poesia – ode ao sofrimento – eterno explanador de sentimentos, espremedor de letras ordenadas, caos organizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse torto cerebelo, extraio sílabas dos dedos e componho inversos versos dispersados, entre as pautas acabadas e dos textos carcomidos pela falta de talento. Mas não calo a minha boca, pois minha muda fala cega é ouvida a léguas de distância – ainda que vazia – arrombando os ouvidos de quem não sabe ler. Mesmo quem não quer saber de nada, sabe que eu verto sentimentos, conspurcando como posso o entendimento de quem quer compreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois na medida da palavra, há distância entre verdade literária e pulsos miocárdios, postulados mentirosos de minha imaginação. E como posso tudo o que pretendo – pretenso pseudo-eu mesmo – inteiro com malícia cada ausência de espaço, medindo na metade o dobro complemento da tua forma, entornando, em cada esquina onde passas, o meu jeito inacabado, projetado na infâmia onde profiro axiomas, mas que não passam de falácias e sofismas de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como quer que seja eu mesmo, é em você q’eu me vejo, tentativa frustrada de querer saber o que fazer para torná-la resultado da minha equação, binômio de dois mundos diferentes, integrados por matrizes verticais, vértice, ângulo obtuso do cateto adjacente, minha musa inspiradora, catarse intersecta, matemática complexa de amantes duvidosos e disformes. Côncavo e convexo, música complexa de apenas dois acordes dissonantes. Bemol e sustenido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E seguindo meu caminho, cato pela estrada suas partes retalhadas, montando em minha vida sua alma de menina, revivendo em meu presente um passado &lt;em&gt;indistante&lt;/em&gt;, crendo que só hoje suporto meu lamento, sorrindo abestalhado na esperança de seus dentes se abrirem para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fim!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-6260235249416299307?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/6260235249416299307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=6260235249416299307&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/6260235249416299307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/6260235249416299307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2007/03/de-ti.html' title='De ti'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-5226707542922401728</id><published>2007-03-20T01:58:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T06:09:29.923-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mary'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobrevida'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Voltaremos em breve. Ou não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-5226707542922401728?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/5226707542922401728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=5226707542922401728&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/5226707542922401728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/5226707542922401728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2007/03/voltaremos-em-breve.html' title=''/><author><name>Marina</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cvt8d8XLLV4/SsV0OfvyC3I/AAAAAAAABO0/cKftOufa4bY/S220/08-1.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-1623753472630531977</id><published>2007-03-13T14:35:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T06:09:20.246-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobrevida'/><title type='text'>Proposta</title><content type='html'>Eu te proponho, nós nos amarmos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, a idéia não é postar a música do Roberto, mas, de público (e o faço até para medir algumas coisas), gostaria de sugerir uma idéia que possibilite dar nova vida ao nosso moribundo blog...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive a pensar acerca dos meus motivos pessoais para deixar de escrever por aqui. Depois de pensar, concluí que não há um motivo, mais alguns fatores que me levaram a largar nosso espaço de mão. Revelo alguns:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Escrevemos para ninguém. S'eu quisesse reconhecimento, não estaria escrevendo no mundo virtual. Mas sinto-me verdadeiramente desprezado quando nem meus parceiros de blog lêem o que escrevo. Ou acho que está ruim e estão me poupando de comentário (e já dei motivo para isso) ou não se deram ao trabalho de ter o texto. Existe a chance das pessoas nem entrarem no blog, o que seria ainda pior...&lt;br /&gt;2.  Dificuldades com assunto/forma/frequência. Originalmente este espaço foi criado para escrevermos contos. Além disso, tínhamos dia específico para escrevermos. A partir daí dois problemas se criaram: a dificuldade com a forma, pois nem todos queriam/sabiam escrever contos; nem sempre em nosso dia tínhamos inspiração para escrevermos. Criamos os convidados e convidamos outros membros, além de termos flexibilizado os dias de post. Parece que não adiantou...&lt;br /&gt;3. Andamos sem tempo. Essa não é uma boa desculpa, se mantivermos nossos blogs pessoas atualizados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então, por conta desses problemas que eu enfrentei, pensei numa maneira de resolver o impasse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Poderíamos sugerir primeiramente um tema e, a partir daí, cada um versaria sobre ele, usando a forma que lhe conviesse eu quando batesse a inspiração.&lt;br /&gt;2. Usaríamos o espaço do comentário para argumentar, comentar, etc... Mas o usaríamos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que não houvesse um tema, podemos escrever qualquer texto, em qualquer forma, versando de todas as maneiras, livremente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardo comentários...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-1623753472630531977?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/1623753472630531977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=1623753472630531977&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/1623753472630531977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/1623753472630531977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2007/03/proposta.html' title='Proposta'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-7061410064524163702</id><published>2007-03-01T11:08:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T06:09:12.313-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>Onono no onono onon</title><content type='html'>Onono nonon nonono onon nonon nononon ononon nono non non non n nononon n ononon nonn onon onon non no non non non nonnonon  ooononon nonon n nononon  nononon n nonoon nononon nonon. nonono, onon onoon noonnonon, onono non onno! Onono nonono ononon nonononononono on on on no on no nono non nono nonono nonoon noon onn.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ono no, on on non onono nnonon nonon onon nonon. nonono nonon non noon? Onno nono nono nono nononon oonono no n ononono no n on ono nononoono n ono no onooonoonono...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onono nonon nonono onon nonon nononon ononon nono non non non n nononon n ononon nonn onon onon non no non non non nonnonon  ooononon nonon n nononon  nononon n nonoon nononon nonon. nonono, onon onoon noonnonon, onono non onno! Onono nonono ononon nonononononono on on on no on no nono non nono nonono nonoon noon onn.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ono no, on on non onono nnonon nonon onon nonon. nonono nonon non noon? Onno nono nono nono nononon oonono no n ononono no n on ono nononoono n ono no onooonoonono...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onono nonon nonono onon nonon nononon ononon nono non non non n nononon n ononon nonn onon onon non no non non non nonnonon  ooononon nonon n nononon  nononon n nonoon nononon nonon. nonono, onon onoon noonnonon, onono non onno! Onono nonono ononon nonononononono on on on no on no nono non nono nonono nonoon noon onn.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ono no, on on non onono nnonon nonon onon nonon. nonono nonon non noon? Onno nono nono nono nononon oonono no n ononono no n on ono nononoono n ono no onooonoonono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onono nonon nonono onon nonon nononon ononon nono non non non n nononon n ononon nonn onon onon non no non non non nonnonon  ooononon nonon n nononon  nononon n nonoon nononon nonon. nonono, onon onoon noonnonon, onono non onno! Onono nonono ononon nonononononono on on on no on no nono non nono nonono nonoon noon onn.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ono no, on on non onono nnonon nonon onon nonon. nonono nonon non noon? Onno nono nono nono nononon oonono no n ononono no n on ono nononoono n ono no onooonoonono.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-7061410064524163702?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/7061410064524163702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=7061410064524163702&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/7061410064524163702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/7061410064524163702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2007/03/onono-no-onono-onon.html' title='Onono no onono onon'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-117007089440286533</id><published>2007-01-29T09:40:00.000-02:00</published><updated>2007-03-20T06:08:54.042-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>Cadê o meu sorriso?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Quando você resolver partir, leve consigo aquilo que você desejar. Só não me leve as lembranças, pois é tudo o que tenho para colar meu coração. Desde quando o pensar se tornou súplica, percebi que nada restou além de recordações e promessas não cumpridas. E das juras de amor, restaram frustrações, dor e solidão. E não é aquela solidão da reclusão, recolhimento. Falo de uma cama, dois corpos e a indiferença, talvez o sentimento menos nobre entre duas pessoas. Porque é fácil odiar. Difícil é conviver com seu olhar vazio e meu semblante sombrio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;As malas podem ficar prontas quando você bem entender. Guarde lá tudo o que lhe for útil. Porque para mim os vestígios de você servirão apenas para constatar que fomos um dia felizes, e a infelicidade é o preço que se paga pela exclusividade, já que juntos somos metade daquilo que pretendemos quando, no deleite profano, esquecemos do resto do mundo e nos dedicamos a nós mesmos. Mas hoje não há motivos para escusas ou arrependimentos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Eu nunca me perdi, porque com você eu conhecia todos os caminhos. Ainda que certo tenha sido eu enquanto fomos a unidade, você me deixou com a companhia do silêncio e um prato solitário na mesa do jantar, companheiro fiel da minha falta de apetite. Coisas da vida. Mas não definharei com meu coração partido. Não permitirei deixá-la sem meu espírito, que hoje vaga buscando sentido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Nosso caso foi pautado pelo amor. Nossas vidas, depois de juntas, foram permeadas pela nobreza do sentimento divino. Agora, que somos dois diferentes transeuntes das ruas desiludidas sem seu sorriso, vou tentando encontrar dublês de você, corpos, corações e afagos. Mas tudo o que encontro é seu rosto, em todos os outros, refletido em meus olhos, espelho quebrado de minh’alma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Quando você encontrar um novo alguém, aquele que arrebate seu coração e lhe tire o fôlego, não lembre de mim. Não pense mais em tudo o que vivemos nem no que juramos, pretendemos. Pense no que deixei de mim em você, e tente ser feliz. Ao menos, tente. Por enquanto seguirei na distância exata da sua existência, entendendo como nosso belo passado se tornou esse tenebroso presente. Do futuro? Nada espero, além da certeza de que tudo passa. Inclusive amores eternos e tristezas desesperadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Já que estou aqui, aproveito para dizer que de fato és livre para seguir o seu caminho. De preferência como s’eu fosse aquele sonho que você não lembra bem, mas pareceu tão bom que você gostaria realmente de tê-lo vivido. Como você levou consigo tudo o q’eu tinha, caso me encontre em alguma esquina, peço apenas que me devolva meu sorriso e meu coração, porque estão fazendo muita falta!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-117007089440286533?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/117007089440286533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=117007089440286533&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/117007089440286533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/117007089440286533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2007/01/cad-o-meu-sorriso.html' title='Cadê o meu sorriso?'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-116903539321356672</id><published>2007-01-17T10:02:00.000-02:00</published><updated>2007-03-20T06:08:49.210-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>Antônimos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;O problema é que por mais q’eu tente, não consigo. Não sei explicar ao certo, mas é algo entre a tentativa de evitar e a vontade de não querer, querendo. É algo que não entendo, não pratico e não permito, apenas sinto e deixo que exista, apesar de sufocar. É como tentar definir o meu humor: não sou alegre, não sou triste, não sou nada, mas sou tudo. Eu simplesmente me acho genial e burro, homem e menino, bonito e feio. Sou a confusão vestindo mascaras da certeza. A farsa mais bem criada entre as verdades e sinceridades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Um misto de angústia e alívio, tontura e equilíbrio, loucura e sanidade. Aliás, o normal é ser anormal, pelo menos do lado de cá do cérebro. Sou um louco que faz de conta que é louco para as pessoas acharem que sou um normal fazendo de conta que sou louco só para fazer charme. Uma incógnita conhecida, a solução de uma inequação cujo produto é o dividendo da soma das partes, ao quadrado. A confusão mental mais organizada que pode existir. Um quarto repleto de objetos jogados, encontráveis apenas aos seus donos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;A inércia em movimento, pajelança sagrada e a inquietude de um budista. E nessa confusão de sentimentos e sentidos, intentos e descuidos, afago e rudeza, vou aos poucos me perdendo num caminho repleto de rosas e pedras, rios e mares, num desencontro atípico entre todos os encontros possíveis. E não é possível saber para onde ir, qual estrada seguir, pois meus olhos me enganam e meus sentidos, me afastam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;E em meu anonimato, sigo entre sinônimos e antônimos, como num hiato, entre mentiras e falsas verdade, sorrisos sem sisos mas cheios de coesão. E vou vagando confundindo, confuso, macambúzio, ensimesmado, espalhafatoso e tímido, o falante mais calado, o amante mais errado, alado e rastejante, eterno pensamento, ato, fato e feitiço, encanto desencontrado, bemol e sustenido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;E no vácuo obscuro do embaraço, vou desatando nós, buscando sentindo na acepção – velado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-116903539321356672?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/116903539321356672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=116903539321356672&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116903539321356672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116903539321356672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2007/01/antnimos.html' title='Antônimos'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-116702875198978597</id><published>2006-12-25T04:38:00.000-02:00</published><updated>2007-03-20T06:07:43.906-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Baiano'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3802/382/1600/59626/esperan.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3802/382/320/411076/esperan.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;É esperável que se diga coisas boas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu, às vezes, sou um velho ranzinza, desses de vinte e poucos anos que tem por aí. Resmungo e praguejo um pouco, com velhos chavões da minha laia, como "reafirmo", "eu já falei", "tá cada vez mais assim".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ando preocupado, atualmente, com esse mundo de gente espaçosa. Tenho visto tanta gente que insiste em ocupar mais espaço do que precisa, do que convém, do que tem direito, principalmente, sem invadir o espaço dos outros. Muitos transeuntes, outros muito próximos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E tem ainda quem nos critique - a &lt;em&gt;nosotros&lt;/em&gt;, que preferimos um pouco mais de discrição -, por falta de ambição, jogo de cintura, política, sangue no olho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É o tempo do ídolo Roberto Justus, e eu queria mesmo que o pobre coitado que o demitiu não chorasse tanto depois.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E estamos precisando, vejam como esse mundo gira!, voltar a ter lanterninhas nos cinemas!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Se bem que talvez essas idéias sejam só ecos do meu mau-humor.)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não é sem propósito tudo isso, deixem que eu diga - antes que vocês achem que estou só querendo estragar a noite.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Natal, fim de ano, é tempo de dizer coisas boas, e de preferência de fazê-lo com sinceridade. Depositando esperanças, procurando-as dentro de si, enaltecendo o que temos de bom para oferecer e para colher.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E vocês são as minhas esperanças. Meus bons amigos - que não ocupam tanto espaço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E cultivo a esperança de que estejamos mais próximos num futuro próximo, nas próximas ocasiões, na proximidade não de um bairro, um telefonema, ou um blogue, orkut, e-mail, mas de um abraço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Feliz natal!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E um 2007 mais próximo para nós!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[]´s&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-116702875198978597?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/116702875198978597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=116702875198978597&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116702875198978597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116702875198978597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/12/espervel-que-se-diga-coisas-boas.html' title=''/><author><name>Diógenes Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490268123609830568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_YB83h50atV4/SdxQ_Ok5cZI/AAAAAAAAAIE/_Lbxs8ZsfnM/S220/DSC00041.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-116665049541743311</id><published>2006-12-20T19:33:00.000-02:00</published><updated>2007-03-20T06:07:21.008-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>¿É amor?</title><content type='html'>&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;O amor q’eu sempre senti por você me fez enxergar na escuridão por muito tempo. Desde o tempo em q’eu não havia nascido, pois antes de você eu nem existia, eu já esperava te encontrar. Era como ter certeza da certeza do seu ser, ainda que em minha imaginação, de nós dois sempre juntos, como deveria ser.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;E mesmo surdo, sempre ouvi sua voz chamando meu nome e dizendo que também me ama. E se muda você fosse, ainda assim entenderia cada palavra cega que você dissesse, mesmo sabendo que você não entende nada do que falo porque estou sempre falando grego com seu coração. E não importa a minha língua, nada posso quando sonegado. Sou negado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Apesar do tempo que passou e de tudo que perdi, ainda me afogo sempre que te vejo, num cheio de ar no pulmão e a incapacidade de respirar, um sufocar de desespero, com o coração sussurrando qualquer coisa que não quero ouvir. Desde aquela vez, quando não entendi seu olhar de adeus, sigo querendo respostas e encontrando pelo caminho dublês de você, inventando um novo dia, quando todo dia, sem você, é igual.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Hoje sei que foges de mim, por labirintos que não compreendo, estradas que não conheço e caminhos por onde não posso trafegar.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Mesmo assim meu amor resiste, sem você, como um lutador na cova dos leões, precisando viver, na esperança de sair dali, liberto e vencedor, pronto para encontrar tudo aquilo que ele sabe: é amor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Mas na desesperança desesperada e te encontrar, me escondo em cavernas que criei para viver essa vida ordinária de eremita, buscando em mim a parte de você que me falta, pois sei que ao encontrá-la em mim, não precisarei mais do teu porto, seu corpo seguro aquecendo esses dias frios de verão. E sigo cantando versos e lendo canções, vivendo contigo a imagem e ação, minha imaginação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Mesmo miseráveis os meus versos, é pra você que me dedico, me inspiro pra escrever essas mal traçadas tortas linhas, desse meu amor torto e diferente, sobre a sua indiferença. E mesmo sendo errado o amor é sempre bom e, te amar me acalanta. E na esperança desse amor pretenso bom, sonho com o dia que os seus lábios ofegantes hão de se entregar assim: me leve até o fim porque você nasceu pra mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;****&lt;br /&gt;Livremente inspirado em algumas belas músicas. Mas a verdadeira inspiração vem dela, minha eterna musa.&lt;/p&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-116665049541743311?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/116665049541743311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=116665049541743311&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116665049541743311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116665049541743311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/12/amor.html' title='¿É amor?'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-116615613337396929</id><published>2006-12-15T02:15:00.000-02:00</published><updated>2007-03-20T06:07:11.880-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fábio Rosk'/><title type='text'>Vícios Imorais</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ligou a antiga vitrola, ainda conservara o costume de ouvir música na velha máquina. Para ele, a música dali saia com uma pureza maior do que nos equipamentos modernos. Escolheu, dentre a sua vasta coleção de LPs, o segundo disco de uma das suas bandas preferidas; Strange Days, de 1967, uma das obras primas do The Doors. Apesar do costume de ouvir música na vitrola e de ser um apreciador do rock dos anos 60 e 70, Júlio era novo. Tinha exatamente 25 anos e 3 meses de idade, entre cigarros, baseados e bebedeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentado na sua poltrona, bebericava o seu Whisky e fumava mais uma carteira de cigarro, enquanto ouvia som entorpecente daquelas guitarras e da voz de Jim Morrison. Estava para fechar os olhos, quando a campainha do seu apartamento tocou. Foram dois curtos toques e mais três batidas na porta. Ao ouvir isso, logo entendeu. Era Karla, a sua prostituta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele conhecera Karla havia mais de três anos. Conheceram-se na festa de um amigo de Júlio, que tinha o costume de pagar algumas prostitutas para garantir a diversão e animação da festa. Mal se olharam e entenderam que entre eles havia um tesão inexplicável, invisível. Karla tinha um jeito de andar que excitava Júlio só de vê-la. Júlio tinha aquele charme de intelectual frustrado que molhava a calcinha de Karla toda vez que ela o olhava. Passaram três anos, trepando sem amor, só com um desejo inexplicável, um desejo que vinha e que, depois de satisfeito, ia embora tão rápido que nunca sabiam o que falar nem como se olhar após o ato.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Karla chegara ao apartamento de Júlio com a intenção de foder com ele pela última vez. Não agüentava mais aquela sensação estranha que tinha ao vê-lo, era tanto tesão que lhe tirava do sério. Era um tesão puro, nu, sem nenhum pingo de amor, paixão ou até mesmo de admiração mútua. Era um fogo que crescia ao se olharem e tinha seu clímax no gozo. Os dois sempre gozavam juntos, desde a primeira trepada na casa do amigo de Júlio. Karla nunca, em sua vida de prostituta, tinha gozado tanto e de uma forma tão intensa como gozava com Júlio. Isso a incomodava, por isso juntou as suas economias e decidiu viajar para bem longe daquela cidade provinciana, decidida a nunca mais ver Júlio na sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O simples movimento de abrir a porta fez incendiar o apartamento. Ela o agarrou e jogou ele na cama, tirando-lhe a camisa. Ele, ofegante, ainda teve tempo de desabotoar a calça, enquanto ela, louca de tesão, abaixava-se para chupar aquele pau que te dava tanto prazer. Chupou com tanta vontade, com tanto tesão, que se não fosse pelo controle mental de Júlio, ele teria lambuzado aquela garganta com o seu sêmen. Depois de chupado, Júlio enlouqueceu. Transformou-se num bicho do mato. Rasgou a blusa de Karla e mamou naqueles seios de forma tal que arrancou gemidos de prazer intenso na prostituta. Desceu e encontrou a vagina, molhada e só a espera do encontro com aquela língua e aqueles lábios já conhecidos. Karla pensou ter experimentado, naquele momento, um pedaço do paraíso; de um paraíso infernal, do paraíso do prazer daqueles vícios imorais que tanto lhes consumiam. Transaram feito bestas, gozaram não menos que cinco vezes naquela noite, com uma força, um vigor, que parecia que iriam explodir de prazer. Depois, cansados, dormiram pela primeira vez, abraçados e feito crianças depois de um dia longo e cheio de travessuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Karla acordou mais cedo, olhou para aqueles óculos jogados no chão, aqueles livros na estante e aquele macho nu que lhe dava tanto prazer. Sentiu saudades. Pensou em deixar um bilhete, explicando-lhe o motivo da sua ida, mas, ao invés disso, deixou a sua calcinha com uma frase. "Pelos nossos anos de tesão, de bebedeira, de vícios e de imoralidades, parto para nunca mais voltar, meu amor." Deixou a calcinha no criado-mudo, ao lado da cama. Com os olhos lacrimejando, Karla partiu, para nunca mais voltar e nunca mais sentir o prazer daquelas imoralidades.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-116615613337396929?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/116615613337396929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=116615613337396929&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116615613337396929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116615613337396929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/12/vcios-imorais.html' title='Vícios Imorais'/><author><name>Fábio Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://img410.imageshack.us/img410/1174/roscaxd1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-116580610605150992</id><published>2006-12-11T01:00:00.000-02:00</published><updated>2007-03-20T06:06:49.442-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo'/><title type='text'>Dois é R$ 0,50, quatro é R$ 1,00 e seis é um valee!!</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Duas da tarde numa Salvador em que o verão já se faz sentir com toda a sua quentura. Sol a pino. O cenário? Uma parada de ônibus de qualquer de um dos bairros populares da cidade...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Com a proximidade do natal, é impressionante a profusão de bugigangas dispostas caoticamente nas barracas de ambulantes. Pra deleite da gurizada e das mães, é um tal de camelô balançando bonecos dentro de bolas de neve, CDs genéricos de canções natalinas da Simone e luminárias neón de todas as cores que nem se vê mais tanto aqueles relógios despertadores com ruído irritante que em geral são postos todos pra tocar a cada 10 minutos. O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;in&lt;/span&gt; nesta época do ano são 'coisas natalinas' (entenda-se por 'coisa' o que quer que seja plástico, tenha muitas cores, seja barato, barulhento, venha da China e - se tiver vozes pré-gravadas - fale Inglês).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E eis que numa barraquinha improvisada, um ambulante pusera (porcamente suspensa por umas tábuas finas e ligada ao gato puxado duma loja próxima) uma tv de 20 polegadas donde saía a imagem distorcida de um DVD genérico do Edson Gomes (distorção devida sabe-se lá se ao fato de ser genérico o DVD ou a tv). Obviamente o som posto bastante alto e abafado tinha o duvidoso objetivo de atrair compradores em potencial. Mas não é que estava funcionando? Dois ou três rapazes, que bebiam distraidamente umas latinhas de cerveja em pé mesmo enquanto esperavam a condução já rondavam por ali, nitidamente interessados, e começavam de forma tímida a ensaiar alguns passos de reggae, ostentando suas clássicas bermudas de nylon caídas muito abaixo da linha da cintura (e evidentemente abaixo também das próprias cuecas) e óculos escuros de plástico, ao tempo em que já apareciam os comentários de praxe aqui e ali: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Porra, maluco! Isso aí sim é que é show, vú!"&lt;/span&gt;. O camelô, atento à movimentação, procurava atrair a atenção dos passantes para o resto de seu material. E assim, numa profusão de cores desbotadas (típica de barraquinhas de ambulantes de DVDs invariavelmente impressos em impressoras caseiras), estavam ali expostos alguns dos maiores expoentes da música brasileira recente (em suas versões genéricas, obviamente)... o Psirico... a Nara Costa... já havia mesmo uma menina depreciando um DVD do Harmonia do Samba (como é comumente sabido em Salvador, depreciar um produto é parte significativa do processo de regateio... o provável comprador o deprecia, o vendedor o valoriza, e chega-se a um consenso razoável para ambas as partes).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas nisso aproxima-se um pastor evangélico, e percebendo ali na aglomeração caótica do ponto de ônibus um rebanho em potencial, se não contrito, pelo menos inerte ao sermão que viria, abre calmamente sua bíblia, mira alguns rostos mais próximos com olhar superior e, ao som de Edson Gomes e do megafone que ao longe anuncia creme para cabelo em promoção, começa a destilar seu rosário de palavras ora duras, ora condescendentes, vociferando um inferno demoníaco para os não-fiéis. Esgoelando-se para uma platéia que ignorava-o solenemente, o homem, do alto de seu paletó e gravata puídos e debaixo dum sol literalmente escaldante, suava em bicas, e só mesmo atribuindo aos mistérios da fé sua presença no meio de uma parada de ônibus, num calor daqueles, vestido daquele jeito. Uma senhora obesa, vestida numa espécie de roupa de lycra que lhe delineava as formas fazendo-a sobrar - e muito - para todos os lados, observa-o distraidamente ao lado da filha, enquanto espera seu ônibus. Está contente... afinal, comprou o som portátil que tanto vinha querendo, e o pagaria em 17 módicas parcelas mensais de R$ 10,00. Nem a filha, chorando há mais de meia hora por um daqueles picolés capelinha que o vendedor passava vendendo a toda hora a 40 centavos, conseguira lhe tirar o humor. Chega seu ônibus, pagam a passagem (com o cartão de estudante da menina) e passam juntas pela catraca, obviamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E o dia continua quente demais... e continuam barulhentas todas as barraquinhas de camelô... e continua gritando o evangélico... e as figuras de Salvador estão todas ali.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-116580610605150992?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/116580610605150992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=116580610605150992&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116580610605150992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116580610605150992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/12/dois-r-050-quatro-r-100-e-seis-um.html' title='Dois é R$ 0,50, quatro é R$ 1,00 e seis é um valee!!'/><author><name>Leonardo Caldas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01290354212007710933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img400.imageshack.us/img400/5233/slack10b9oc.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-116501446652319124</id><published>2006-12-01T21:00:00.000-02:00</published><updated>2007-03-20T06:06:33.412-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Melina'/><title type='text'>A fala na palma da mão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sua boca não pára um só instante, mesmo que calada. Fala, sorri, boceja, se contrai, descontrai, atrai, canta e encanta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele conversa com minha respiração, com meus batimentos cardíacos, com os fios do meu cabelo e os sinais do meu rosto. Logo ele que me ensinou a não constranger o silêncio com palavras... Que me fez entender a linguagem das mãos que se buscam, calmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele segura minha mão na sua própria para que elas possam ter conversas sussurradas. O amor é um murmúrio constante, não um grito. O amor não tenta se transfigurar em desejo. O desejo é que tenta se transfigurar em amor, a medida que o grito se extingue. O amor é um espasmo. Um beijo mirado na ponta do nariz ao invés da boca. Um gesto simples como andar de mãos dadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas mãos são eternas apaixonadas. Se atraem com uma facilidade surpreendente - a minha direita com a sua esquerda e vice e versa. Se amam entrelaçadas, transpiram, respiram seus próprios odores. Se casam todo dia na mais sagrada união. Brincam com as linhas que estavam em sua companheira antes mesmo de chegarem, porque o amor não apaga o passado, não é desmemoriado. O amor respeita a história das mãos. Não tem a intenção de curar os calos, mas de conversar com eles. Intenta fazer a mão vestir-se de luva para desnudá-la e beijar todos os antigos sinais. O amor não atira o passado pela janela, mas preserva-o sempre na palma da mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor não se apaixona. É, desde que nasce, um eterno apaixonado. O amor toca as mãos antes de tocar a coxa. Toca a alma antes de tocar o sexo. Toca a intimidade, mas não se intimida. Não gosta de jogos de conquista, porque já foi conquistado. O amor se entrega de bandeja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor dele é a mão que se cola na minha para conversar sobre nada. Que pede permissão à cintura para acariciá-la. Que sussurra palavras bonitas para meus cabelos. Que se admira com um sorriso. Que escreve sua história nas linhas das minhas próprias mãos. É o que muda minha escrita quando, inevitavelmente, escrevo com mãos apaixonadas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-116501446652319124?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/116501446652319124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=116501446652319124&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116501446652319124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116501446652319124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/12/fala-na-palma-da-mo.html' title='A fala na palma da mão'/><author><name>Melina</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-116482113677377967</id><published>2006-11-29T15:24:00.000-02:00</published><updated>2007-03-20T06:06:28.211-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Múcio'/><title type='text'>Uma valsinha pela noite</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ainda ontem, enquanto assistia a um filme sem assisti-lo, naquele divagar natural, em que os olhos fingem ver o que está à sua frente, me veio à tona, sabe-se bem de onde, aquela valsinha triste de quando brigávamos. A que você tinha num cd antigo, brinde de uma dessas revistas de fofocas. Rabiscando isso aqui, agora, saiu-me aquele riso tosco que você dizia gostar. Brotou porque nos vi tão comuns, lendo revistas de fofocas. Mas, voltando, a valsinha curtinha, tão singela ao piano de... de quem, mesmo? Ah, você sabe melhor que eu, leigo que sou nessa parte de música clássica. Pensando bem, virei um leigo total, posto que com competência, mesmo, o que sei atualmente é sentir sua falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que a madrugada já tinha entrado, junto com os vizinhos. Aqui e ali latia um cão, e no resto que era silêncio, ela tocou, inteirinha em baixo som. Parecia vir de longe, trazia dentro uma brisa, um jeito de chuva, cheiro de saudades. Pra você ver, até de quando brigávamos sinto falta. Sua carinha emburrada, o quarto fechado, e a valsinha nos ecos... de quem é, mesmo... Chopin?... não, não... Sempre fui fã de violinos. E já brigamos por cada coisa... Lembra àquele dia à beira-mar? Que lugar, hein? As ondas lambendo a areia, e nossas vozes misturadas, você dizendo que olhei demais pra Laurinha na noite anterior. Até parece... Queria, mesmo, era ter te dado meu corpo, por um minuto, pra que sentisse o que se passava em mim, ao olhar aquele vestidinho de seda que te cobria meio sem querer... Ah, só você pra achar que Laurinha me roubaria um olhar... Prefiro lembrar de quando fizemos as pazes, meia hora depois, que lugar, hein? As ondas lambendo nossos corpos... Veja que coisa essa minha gaveta de lembranças, comecei falando da valsa triste, e enveredei pelo caminho dos sussurros. É que nossos sons insistem em morar aqui, e basta abrir uma porta, uma janela, que eles gritam sua falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, ao fim da valsa, foi difícil conciliar o sono. Cuidei de fazer o que não devia. Revirando armários, dei com os olhos no tal cd, o mesmo onde Chopin chorava o Noturno – eis o dono da melodia – trilha de nossas brigas. Na capa, confesso, acariciei seu nome escrito como se fossem suas melenas sedosas, cujo cheiro me vem agora, e sempre que eu preciso sofrer mais. Num gesto débil, até automático, pus a tocar no mesmo quarto, fechei a porta ao sair, sentei-me ao sofá, e aguardei o último acorde, e mais algum tempo depois, no vão afã de que a mesma porta se abrisse, trazendo de volta a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei com o sol se derramando por uma janela distraída que dormiu aberta...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-116482113677377967?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/116482113677377967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=116482113677377967&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116482113677377967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116482113677377967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/11/uma-valsinha-pela-noite.html' title='Uma valsinha pela noite'/><author><name>mg6es</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_qQ8G2Feeh1Q/TM3Vo82JQ_I/AAAAAAAAAt8/jo3A4R8HcvE/S220/varios+078.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-116430490430629831</id><published>2006-11-23T15:50:00.000-02:00</published><updated>2007-03-20T06:06:11.507-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fábio Mob'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;"Sinto o abraço do tempo apertar&lt;br /&gt;e redesenhar minhas escolhas&lt;br /&gt;logo eu,que queria mudar tudo&lt;br /&gt;me vejo cumprindo ciclos&lt;br /&gt;gostar mais de hoje e gostar disso.&lt;br /&gt;Me vejo com seus olhos, tempo&lt;br /&gt;espero pelas novas folhas&lt;br /&gt;e imagino jeitos novos&lt;br /&gt;para as mesmas coisas.&lt;br /&gt;Logo eu, que queria ficar&lt;br /&gt;para ver encorparem os caules&lt;br /&gt;lá vou eu, eu queria ficar..."&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Adriana Calcanhoto)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acho que, essa é uma das músicas que melhor se encaixa quando se fala em mudança, seja estas qual for.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quase sempre a vida nos da uns socos e ficamos ser ar, sem chão ou sem mais o que e temos que nos reorganizar, levantar, mudar o rumo...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que venha o novo então!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-116430490430629831?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/116430490430629831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=116430490430629831&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116430490430629831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116430490430629831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/11/sinto-o-abrao-do-tempo-apertar-e.html' title=''/><author><name>Mob</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-116422724314041117</id><published>2006-11-22T18:26:00.000-02:00</published><updated>2007-03-20T06:06:08.327-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Czarina'/><title type='text'>sobre qualquer coisa</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Se te perguntarem onde estou, diga que me afundei no meu reino de quinquilharias. Diga que eu fiz harakiri mental. Outro dia, eu tava tentando ver além das coisas. É eu sei. Eu tava meio bêbada. Eu tinha tomado muito sol. Pensando bem, o que podia ter por trás das coisas? Não coisas? Dá pra ver não coisas? E como se faz pra tirar as coisas-coisas da frente?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas eu tentei. Muito sol na cabeça. Muito sol &lt;st1:personname productid="em tudo. Arde. E" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em tudo. Arde." st="on"&gt;em tudo. Arde.&lt;/st1:personname&gt; E&lt;/st1:personname&gt; devia parecer muito engraçado pra todo mundo. A mocinha de olhos semicerrados e quase vesga. Ou envesgando, desenvesgando, envesgando. Mas eu acho que eu vi. Tipo linhazinhas brancas. Tipo teias de aranha, mas as coisas ainda estavam lá. Tipo tracinhos de luz. Tipo um pouquinho de tontura, que é de ficar envesgando, desenvesgando. Talvez não haja nada atrás das coisas, só entre. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E daí eu senti uma cosquinha no lado direito do cérebro. Estou torcendo, estou torcendo tanto pra ser alguma coisa que, enfim, acordou.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-116422724314041117?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/116422724314041117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=116422724314041117&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116422724314041117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116422724314041117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/11/sobre-qualquer-coisa.html' title='sobre qualquer coisa'/><author><name>A czarina das quinquilharias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-116414987771481950</id><published>2006-11-21T20:34:00.000-02:00</published><updated>2007-03-20T06:05:54.569-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fábio Mob'/><title type='text'>Abandono (?)</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/44/3405/1600/573676/mob.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/44/3405/320/438040/mob.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Por que, quando não acontece nada de interessante em nossa vida, nos sentimos a pessoa mais abandonada do mundo?"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(M. Carlos)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vinícius falou de abandono no post abaixo.&lt;br /&gt;O Manoel Carlos também.&lt;br /&gt;A foto que segue esse post também "fala" de abandono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que, em determinados momentos, ser abandonado possa ser salutar - são raros esses momentos - nos faz crescer, amadurece o pensamento.&lt;br /&gt;A solidão muitas vezes é necessária...&lt;br /&gt;Mas agora vamos começar a fazer faxina na nossa casinha que ficou muito tempo abandonada. Que venham os posts!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-116414987771481950?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/116414987771481950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=116414987771481950&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116414987771481950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116414987771481950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/11/abandono.html' title='Abandono (?)'/><author><name>Mob</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-116378459099212999</id><published>2006-11-17T15:21:00.000-02:00</published><updated>2007-03-20T06:05:32.996-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>A morte da palavra</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É como dizem: no início tudo são flores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de quando iniciamos este blog e éramos (quase todos) muito assíduos.  Sempre tínhamos um belo texto, um poema ou qualquer coisa a ser escrita. Lembro também que uma das melhores partes era ler os comentários e transformar tudo num grande diálogo, repleto de pensamentos e idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como toda família, houve também momentos menos felizes, mas também como qualquer família, superados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último post aqui escrito, por acaso por mim, foi no dia 25.10, aniversário meu e do Bainao, quase 30 dias atrás. Deste texto, dois comentários e o vazio de novidades. Uma pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que cada um tem seus problemas, sua vida acontecendo e sei que o tempo de todos é precioso e cada vez mais raro. Da mesma forma existem membros passando por problemas mais sérios, e saibam que rezo por vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas gostaria de pedir que não deixem o blog morrer. Vamos tentar ao menos, vez ou outra, escrever alguma coisa nele. Compartilhem seus belos textos e vamos manter funcionando essa comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como num texto que postei aqui tempos atrás, uma página em branco é triste. Cheia de possibilidades, mas triste enquanto não é marcada com desenhos decifráveis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só para vocês saberem: já mudei para Fortaleza. Quem quiser conhecer essa bela cidade, sinta-se, desde já, convidado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-116378459099212999?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/116378459099212999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=116378459099212999&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116378459099212999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116378459099212999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/11/morte-da-palavra.html' title='A morte da palavra'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-116182022413762904</id><published>2006-10-25T20:48:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T06:05:27.129-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>Post de aniversário</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida é como uma música do Chico: complexa dentro de sua simplicidade. Porque a vida é falar direto, sem rodeio e metáforas. Mas viver é mais difícil que qualquer figura de linguagem. A gente complica a vida, porque viver fácil não tem graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de qualquer forma, a gente segue, todos os dias, passos curtou ou longos. E não é o tamanho da perna que determina a largura do passo: a coragem do desconhecido é que nos diz até onde vamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque algumas pessoas preferem trilhar os caminhos capinados. Outros com seus facões, vão desbravando o mato, em busca de caminhos. Mas o meu, além de mato tem pedras. E meus pés estão cheios de bolhas e calos. Mas é assim mesmo: com meu coração vou desbravando todos os caminhos. Inclusive os conhecidos, porque a gente precisa aprender a se reinventar. Eu me invento e me reinvento. Não dá pra deixar as coisas como sempre estão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje estou numa fase "let it be". Porque eu aprendi que a gente é igual a mola: se encolhe enquanto é hora de se encolher. Só que tem que se esticar e chegar onde é preciso, porque quem vive encolhido é pau de esquimó. E eu moro no sul do equador. Americano com "chica-chica-bum". Não nasci para me encolher. Fui feito para me esticar. E eu tenho 1.90m: não dá pra ficar quieto muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já estou cansado de ficar encolhido. Essa tal fase "let it be" vai se tornar rapidinho "estou-aqui" porra. Por isso, tenha cuidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fácil esquecer o valor das coisas enquanto elas estão conosco. Mas ou você dá valor ao que tem, ou chora o leite derramado. Quer dizer: sou eu leite pra você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;Pois é amigos: hoje é meu aniversário, mas estou longe e não poderei compartilhar este dia com vocês. Mas, ao menos, deixo um texto sobre como me sinto hoje. Texto que, por acaso foi escrito neste mesmo dia, só que ano passado. Pois é, parece que as coisas não mudaram muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitando, hoje também é aniversário do nosso amigo Diógenes, conhecido por aqui como Baiano. Parabéns para nós!&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-116182022413762904?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/116182022413762904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=116182022413762904&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116182022413762904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116182022413762904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/10/post-de-aniversrio.html' title='Post de aniversário'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-116165357201287164</id><published>2006-10-23T22:04:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T06:05:20.676-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fábio Rosk'/><title type='text'>A Noite</title><content type='html'>Era noite. Uma casa próxima a praia, amigos reunidos. Álcool. Era a noite. Ela estava logo ali, com o seu biquine preto, seu sotaque diferente, seu rosto devidamente maquiado. Um olhar convidativo que escondia por trás dele as marcas de uma mulher carente. E ele estava devidamente acompanhado do seu copo de vinho. Observador, procurava o melhor momento para aquilo que estava há muito tempo afim de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era um cara muito fã de mulher que se maquiava. Achava feio aquelas verdadeiras pinturas de guerras que muitas mulheres faziam antes de sair de casa para procurar homem. Mas nela, aquilo tudo soava diferente. Era como se a sequência e a relação de cores pintadas em seu corpo tivesse algo que altereva toda a ordem natural de composição do seu rosto, deixando-a infinitamente mais atraente. Havia uma estranha harmonia por trás daquelas pinturas de guerra que a deixavam paracer, pelo menos para ele, mais bonita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela era de corpo magro. Não um magro gordinho. Um magro. Três tatuagens visíveis, uma nas costas, na altura do diafragma desviada levemente para a esquerda. Duas na bacia, uma de cada lado. Barriga pequena, braços finos, pernas finas, rosto fino. Cabelos pretos, armação vermelha do óculos que dava um ar de inteligência àquele olhar, boca ligeramente carnuda, colorida com uma tonalidade de vermelho claro. Com exceção da altura, já que ele era um fã convicto de mulheres baixinhas, ela era de um tipo fisico perfeito. Talvez o que explicasse a sua atração por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de alguns copos de vinho e um estudo minuncioso do seu novo alvo, ele sentiu que era o momento certo. No ambiente havia uma batida de música eletrônica de um CD que estava no som e ambos estavam dançando, sozinhos. Aproximou-se sorrateiro, olhou aqueles olhos castanhos. Esperou. No ritmo da música, deu o bote. Sentiu lábios macios encostando nos seus. Línguas que se moviam harmonicamente. Um corpo que pedia ansiosamente o seu...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-116165357201287164?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/116165357201287164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=116165357201287164&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116165357201287164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116165357201287164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/10/noite.html' title='A Noite'/><author><name>Fábio Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://img410.imageshack.us/img410/1174/roscaxd1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-116126584077440584</id><published>2006-10-19T10:39:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T06:05:16.233-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Baiano'/><title type='text'>Exercício de Democracia.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Resposta a uma mensagem de um grande amigo, com atalhos para vídeos no YouTube, e um apelo para que eu votasse em Alckmin. Repassei com cópia para minha irmã - extremista de esquerda, que está falando em votar nulo -, para uma amiga que quer argumentos para convencer a família, e para minha mãe, que elogiou e disse que eu deveria colocar no blogue.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Sergipano: de verdade, nessa eu tenho certeza.&lt;br /&gt;Vou te dizer uma coisa, só para ilustrar: já participei de movimento estudantil, por melhoras na UFBA, fiz passeata nas ruas, ACM (coligado do seu PSDB/PFL) mandou a polícia lascar a porrada na gente. Ao meu lado, nessas passeatas, estavam a UJS, UNE, a juventude do PC do B, que eram formados por colegas de faculdade, que querem o mesmo que eu, e que são as bases do governo de esquerda. Do lado de lá tinha FHC cortando as verbas da universidade e ACM mandando a polícia bater na gente. Nossas manifestações sempre foram pacíficas, mas o que saía no Correio da Bahia, só por exemplo, era que UNE, Estudantes anarquistas e baderneiros fazem arruaça no centro e precisam ser contidos pela polícia.&lt;br /&gt;E, só para complementar, a UFBA está na melhor fase desde que eu entrei lá (2000), contratando novos professores titulares, comprando material que já não tinha, retroprojetores, computadores... naquela época de FHC até giz chegava a faltar, em algumas faculdades.&lt;br /&gt;Em outra vertente, no meu trabalho, a Caixa Econômica estava sendo sucateada com o propósito de privatizar, como o PSDB fez e faz com todas as empresas públicas. Computadores velhos, falta de gente para trabalhar, oito anos de gestão do PSDB sem SEQUER REAJUSTE de salário, vendo o poder aquisitivo ser comido pela inflação, regulamentação da demissão sem justa causa, diminuição dos benefícios para os (poucos) novos contratados, ferindo o princípio constitucional da isonomia...&lt;br /&gt;Desde que Lula está no poder, e sem deixar de contar com a mobilização sindical, tivemos os reajustes sempre acima da inflação, sendo que já temos uma (embora tímida) recuperação do poder de compra, a Caixa renovou seu parque tecnológico, contratou muita gente, tem aberto centenas de agências Brasil afora, aumentou o crédito para a população, melhorou em muito o atendimento (hoje com hora marcada - o cliente é atendido em menos de dez minutos, em média), vem melhorando as condições para os funcionários e o papel que a empresa joga na sociedade.&lt;br /&gt;Isso que eu estou citando não é algo que eu imagino, idealizo, nem nada disso. É o que eu vivo.&lt;br /&gt;Tem trabalho pela frente, ainda, na Caixa, e mais ainda na UFBA, mas é muito diferente da época que as coisas só estavam piorando cada vez mais, para agora que as coisas estão perceptivelmente melhorando.&lt;br /&gt;O governo não é a oitava maravilha, não. Não fecho meus olhos nem sou hipócrita - existiu corrupção, existiram ações espúrias. Espero que isso melhore, até com a fiscalização da sociedade, e a ação das instituições apropriadas - polícia federal, ministério público, justiça.&lt;br /&gt;Mas essa corrupção existiu em grau muito maior nos governos de direita, e era acobertada, abafada. E fora a corrupção, o direcionamento do governo é para as bases deles, que não são você, por exemplo. Você é um voto que eles conseguiram (ou não, tomara) pela guerra de idéias, controlando grande parte da mídia, como bem sabemos - Veja, Estadão, Globo (ou não?)... Mas eles não estão nem aí para você - as bases de sustentação deles são as oligarquias, os coronéis, grandes grupos capitalistas, financeiros.&lt;br /&gt;Ou você acha que alguém do PSDB algum dia vai estar ao seu (ao nosso) lado fazendo barulho na rua por melhoras na universidade, fazendo uma greve por melhoras nas condições de trabalho, estudando ou trabalhando contigo como "chão de fábrica" em alguma empresa, tendo semelhantes problemas, aspirações, perspectivas? Eles são de outra turma - uma turma que só sabe colocar a gente no bolso, e na rua.&lt;br /&gt;Lula é a melhor opção para o Brasil, sim.&lt;br /&gt;E eu só tô escrevendo isso tudo porque tenho esperança de que você reflita um pouco mais, e vote certo.&lt;br /&gt;Abração do seu amigo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dido"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[]´S&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-116126584077440584?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/116126584077440584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=116126584077440584&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116126584077440584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116126584077440584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/10/exerccio-de-democracia.html' title='Exercício de Democracia.'/><author><name>Diógenes Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490268123609830568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_YB83h50atV4/SdxQ_Ok5cZI/AAAAAAAAAIE/_Lbxs8ZsfnM/S220/DSC00041.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-116114950326727450</id><published>2006-10-18T02:31:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T06:04:36.707-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crica'/><title type='text'>Carta a dois quase desconhecidos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“Ansiedade é quando faltam alguns minutos para o que quer que seja”&lt;br /&gt;Mário Prata&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Não sei como definir esse último final de semana. Começou meio arrastado, sem nenhuma promessa de melhora. Nem consigo lembrar o que fiz no sábado. Tudo o que sei é que me sentia tremendamente sozinha. Imersa em pensamentos angustiantes. As minhas constantes negativas para os animados telefonemas de sábado a tarde fizeram efeito: nenhuma ligação. Nenhum chamado de um amigo ansioso insistindo para nos divertirmos juntos. Nenhuma amiga exagerada implorando a minha presença em festinhas de última hora. Nenhuma lembrança. Eu, o centro das atenções, a presença sempre tão requisitada, fui esquecida. Aí começa o início, o desenrolar e o final da nossa história. A história de 3 quase desconhecidos. Unidos por expectativas, desejos e muita ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           A sensação de estar sozinha me deixou ansiosa, esperando por algo indefinível e sem prazo para acontecer. Um sentimento bem desagradável para quem leva a vida em planejar os negócios dos outros. Sinto-me impotente nessas horas. Incompetente comigo mesma. Logo eu, quem mais deveria importar, não consigo ver claramente o que fazer como consigo com os outros. Foi quando uma saudade enorme tomou conta de mim. Todo o meu desalento sumiu para dar lugar a essa saudade inquietante, desesperada. Foi muito mais que uma saudade, Quase Desconhecido 1. Eu nunca precisei tanto estar perto de você como naquela noite. Lá estava eu com planos e desejos, e todos incluíam você, um coração enorme querendo amar, uma noite linda e a expectativa de meses guardada. Peguei meu  celular e te chamei ansiosa, a distância física instransponível entre nós dois, poderia ser aplacada por um cumprimento carinhoso ou qualquer outra esmola de afeição. Mas a voz fria e impessoal da gravação da operadora de telefonia móvel acabou com o meu sonho. Insisti. Desisti. Insisti de novo. Não tinha jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então apareceu você, Quase Desconhecido 2. Sem nenhuma cobrança, nenhuma exigência, sem querer nada, nada além da minha companhia naquele momento. Acalmei-me, o sono veio, dormi bem, dormi feliz, sabia que teria você no dia seguinte. Sabia que teria alguém para descobrir. Acordei bem disposta. Saí, respirei, dei risada. Tinha certeza que nos encontraríamos a noite. E foi o que aconteceu. Mas de uma forma diferente. Muito mais inexplicável. Completamente sem definições. Porque de repente você passou a ser tudo o que eu queria que o Quase Desconhecido 1 fosse. Passou a perceber e saber tudo o que eu queria que ele soubesse. E passou a dizer e sentir tudo o que eu mais queria que ele dissesse e sentisse. E eu vi em você toda a minha ansiedade. Toda a minha vontade de viver um grande amor e me entregar a maior de todas as paixões. Então todas as coincidências do mundo apareceram para nos assombrar. Você descobriu todos os meus medos e se dispôs a combatê-los. A extermina-los. Em que momento daquela noite tão rápida isso aconteceu, eu não consigo lembrar. Você virou meu salvador, o príncipe encantado de quando o mundo era cor de rosa e azul claro. Prometeu-me muito mais que o mundo, me prometeu você. E isso foi muito mais do que qualquer outra pessoa já fez. E lá estávamos falando sobre vida, morte, sonhos e aventuras. E lá estávamos falando sobre ternura, beijos e sexo. E lá estávamos falando sobre o Quase Desconhecido 1. E de súbito você me disse que me amava. E eu acreditei. Você me pediu para dizer que eu o amava, e eu nem sei, mas acho que falei. Não existe suposições plausíveis, nem explicações racionais. O que aconteceu simplesmente aconteceu. Foi loucura amorosa. Irracionalidade momentânea. Apenas isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As conseqüências foram muitas. Tudo mudou. Obrigada, Quase Desconhecido 2, por se dispor a largar tudo por mim. Obrigada pelo seu tempo, empenho, carinho. Obrigada por ser muito mais do que eu preciso, muito mais do que o Quase Desconhecido 1 poderia vir a ser. Você me disse que mudaria sua vida por mim. Mas foi minha vida que mudou. Acordei, pensei e refleti. Agora eu sei o que quero. É uma decisão só minha. Quase Desconhecido 1, você não acreditou no nosso sonho e ele acabou. Era mesmo uma louca história. Pensar nela faz o meu coração enternecer. Mas sonhos só se concretizam quando acreditamos nele. E agora estamos livres para novos sonhos. Conhecer você me tornou uma pessoa mais firme e decidida, porque eu nunca quis tanto alguém como desejei você. E quanto a você, Quase Desconhecido 2, não se entristeça, nesse momento em que eu preciso ficar só, tudo o que posso dizer é: acredite nos seus sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora queridos, me despeço dos dois. Vamos voltar a nos falar, mas com o coração muito mais leve, sem expectativas pesadas e inúteis. Porque eu, momentaneamente, deixei de sonhar. Vou esperar. Esperar meu coração se sentir preparado de novo para construir meus sonhos. Talvez um de vocês esteja lá. Talvez não. Mas o carinho ficou e eu, do meu modo, amei cada um de vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-116114950326727450?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/116114950326727450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=116114950326727450&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116114950326727450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116114950326727450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/10/carta-dois-quase-desconhecidos.html' title='Carta a dois quase desconhecidos'/><author><name>Crica B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10968314414457588537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4328/2369/1600/014.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-116059119182892844</id><published>2006-10-11T15:14:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T06:04:31.543-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>Os bons morrem jovens</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Eu já falei tantas vezes sobre este assunto aqui que qualquer nova tentativa será redundante e desnecessária. Entretanto, e digo isso como fã, não posso deixar que registrar hoje, 11/10/2006, é a data que marca a ida do Renato Russo deste plano para outro que não sei onde fica ou se existe. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Mas fato é que, se existem outros planos, seguramente aquele onde ele se encontra hoje é mais feliz que o nosso, pois enquanto lembramos sua morte, aqueles do outro lado celebram seu nascimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;E lá se vão 10 anos desde aquela infeliz sexta-feira, que seria uma sexta-feira qualquer se não fosse aquela sexta-feira, onde fui acordado por minha mãe com, até aquela data, a pior notícia que eu já havia recebido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Hoje, 10 anos depois, ficam as lembranças, o gosto de saudade ainda muito amargo na boca, a frustração de nunca ter participado de um show da Legião Urbana e a certeza absoluta que o rock nacional jamais será o mesmo. Porque gênios nascem e morrem, mas cada um marca a história de uma maneira singular.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Renato Russo marcou a minha vida como nenhum outro artista. Isto porque na adolescência tudo é mais intenso, mais vivo. Marcou porque ninguém mais teve coragem de abrir meu mundo para o mundo todo da maneira como ele fez. Ninguém contou meus segredos para ninguém. Jamais fui revelado da maneira como ele me revelou. Nunca antes alguém tinha dito tudo o q'eu pensava, mas com minha incapacidade de relatar meus pensamentos e sentimentos, ele foi lá e escreveu tudinho, cada detalhe. E ainda por cima colocou melodias simples, singelas e perfeitas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Eu teria todos os motivos do mundo para ficar bravo com ele, pois ele foi o único amigo desses que a gente confia tudo que revelou toda minha vida. Mas não dá para ficar bravo com alguém que te ajuda tanto a passar pelos temíveis anos dourados ileso e intacto. E ele fez isso com maestria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A verdade é que s’eu pudesse falar uma coisa para ele, eu diria obrigado. Obrigado por me mostrar que a vida pode ser mais fácil, por dizer para mim as palavras que eu precisei ouvir quando terminei um namoro ou quando me indignei com meu país ou meus pais. Agradeço também por curar dores de cotovelo e por embalar novos romances. Obrigado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;E termino aqui, postando sua mais profética canção:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É tão estranho, os bons morrem jovens&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Assim parece ser quando me lembro de você&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Que acabou indo embora cedo demais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando eu lhe dizia: - me apaixono todo dia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; E é sempre a pessoa errada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Você sorriu e disse: - eu gosto de você também&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Só que você foi embora cedo demais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Eu continuo aqui com meu trabalho e meus amigos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; E me lembro de você em dias assim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Um dia de chuva, um dia de sol&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; E o que sinto eu não sei dizer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; - Vai com os anjos, vai em paz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Era assim todo dia de tarde, a descoberta da amizade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Até a próxima vez, é tão estranho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Os bons morrem antes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Me lembro de você e de tanta gente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Que se foi cedo demais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; E cedo demais eu aprendi a ter tudo que sempre quis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Só não aprendi a perder&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; E eu, que tive um começo feliz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Do resto eu não sei dizer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Lembro das tardes que passamos juntos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Não é sempre, mas eu sei&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Que você está bem agora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Só que este ano o verão acabou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Cedo demais.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="font-style: italic;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Love in the afternoon – Renato Russo&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-116059119182892844?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/116059119182892844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=116059119182892844&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116059119182892844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/116059119182892844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/10/os-bons-morrem-jovens.html' title='Os bons morrem jovens'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115996730146136206</id><published>2006-10-04T10:07:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T06:04:26.412-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Czarina'/><title type='text'>deles</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: right;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;para m. e f.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não seria tão triste se ela não fosse a garota que chega de surpresa por trás e me rouba um beijo estalado na bochecha, daqueles bem barulhentos, daqueles impossíveis de não sorrir depois. Não seria tão triste se ele não fosse o garoto das histórias lendárias, o cara abissalmente talentoso no truco, o sujeito que só percebe que está usando roupas rasgadas muito depois de vesti-las.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não seria tão triste se&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;os passeios agora não fossem doloridos, com alguma espécie de angústia transpirando no ar. Se ao invés do silêncio ainda houvesse o som de dois corações batendo em compasso e descompasso, as risadas, o cor de rosa do mundo. &lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não seria tão triste &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;se estivesse em lugar dessa solidão aquele par de mãos entrelaçadas, os carinhos no cabelo, na barriga. Ou &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;mesmo se os olhares cúmplices não teimassem em acontecer, se as mãos não se procurassem por instinto, se as respirações não congelassem de repente.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não seria tão triste se não houvesse ainda tanto amor.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115996730146136206?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115996730146136206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115996730146136206&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115996730146136206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115996730146136206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/10/deles.html' title='deles'/><author><name>A czarina das quinquilharias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115988340472597469</id><published>2006-10-03T10:49:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T06:04:04.834-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>Nova era</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sou meio desconfiado da verdade que circula no mundo. Eu sempre acreditei que tudo, no fim das contas, é uma grande teoria da conspiração. Isso pode ser fruto da minha mania de perseguição, ou é na verdade como nossas vidas são conduzidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso país sempre foi comandado por coronéis. Alguns estão travestidos de banqueiros, outros são latifundiários. No fim das contas quem sempre ganha as eleições são eles: os donos do poder. Ainda mais num país de ignorantes, não por opção, mas pela maneira como as coisas são conduzidas. O direito ao voto, que na verdade é uma obrigação, coisa que não vem ao caso, serve para que nós mudemos o rumo do nosso país. Só que ignorantes escolhem governantes baseados na ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é surpresa para nenhum de nós, após o pleito, sermos surpreendidos por candidatos do quilate de Clodovil, Frank Aguiar e outros sem o menor preparo. Muito pior é saber que gente como Collor e Paulo Maluf, este último não merece comentários e foi eleito com o maior número de votos como Deputado, continuam sendo eleitos e mamando nas tetas públicas. Vergonha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na verdade, a grande surpresa, foi a queda, do maior entre todos os grandes, coronel da política brasileira. E antes de falar dele, quero registrar minha total descrença nas pesquisas de intenção de votos. Eu não tenho dúvida que os números são manipulados para influenciar na decisão dos ignorantes, os ignorantes sem opção, porque a ignorância não é privilégio dos sem oportunidade, mas um fenômeno que insiste em conviver entre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à queda do maior deles, na Bahia os números indicavam que o candidato do PFL, o atual governador daquele estado, estaria reeleito já no primeiro turno, com larga vantagem. O candidato do PT, coitado, figurava em segundo lugar com menos de 30% das intenções de voto. Eu, já acostumado com a vitória constante do PFL, não nutria qualquer esperança de mudança no cenário político baiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas desta vez, alguma coisa aconteceu: com uma virada de mesa surpreendente, o candidato do PT ganhou em primeiro turno com 53% dos votos válidos, o que prova minha teoria da manipulação dos números ou a incapacidade total de fazer uma pesquisa estatística, coisa que não acredito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A derrota do coronel foi muito maior do que ele poderia imaginar: primeiro, em 2004, perdeu a prefeitura da capital. Hoje ele perdeu o senado e o governo do estado. Em minha boca o gosto de vitória está misturado com o gosto do medo, porque não sabemos ao certo o que acontecerá. A capacidade deste homem em prejudicar a população não tem tamanho: no início dos anos 90 ele perdeu a prefeitura para uma candidata da oposição e simplesmente destruiu a cidade: não liberava verbas para nenhuma ação da prefeitura, boicotava todas as iniciativas de melhora da cidade e, por incrível que pareça, jogava lixo nas ruas, após a limpeza pública. E isto não é história: eu presenciei carros utilitários jogando sacos de lixo abertos e fechados em vários pontos da cidade, para provar a ineficiência daquela governante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu sei que é mais complicado impedir a liberação de verbas da União, pois ela é liberada direto para os estados e municípios. E o melhor: os senadores eleitos para a Bahia estão do mesmo lado do governo e prefeitura, o que facilitará a gestão financeira e garantirá maior governabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A contrapartida é saber que o coronel é dono do principal veículo de comunicação do estado. Ele comanda rede globo local, através da subsidiária baiana Rede Bahia. E sei que não medirá esforços para criar notícias que confundam o povo. E sei, da mesma forma, que ele ainda detém muita força política para prejudicar de várias formas o povo baiano, o que me deixa ao mesmo tempo feliz com sua derrota e preocupado com o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no final das contas, o baiano provou que não acredita mais naquele homem e sabe que as coisas não estão boas por lá. Mudou a cara da Bahia, ganhou oportunidade real de melhoria e hoje, sabendo que toda mudança tem 50% de chance de dar certo, esperará mais uma vez que a esperança vença o medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É meus amigos, uma nova era se inicia na Bahia. Eu gostaria de dizer no final deste texto que em todos os estados da União teríamos mudanças radicais para melhor. Mas enquanto elegermos Fernando Collor, Paulo Maluf, Frank Aguiar, Clodovil e tantos outros, estaremos fadados a continuar na mesmice. Porque sabemos reclamar, mas ainda não aprendemos com nossos erros a corrigir os problemas que nós mesmos criamos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115988340472597469?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115988340472597469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115988340472597469&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115988340472597469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115988340472597469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/10/nova-era.html' title='Nova era'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115915224580335644</id><published>2006-09-25T00:02:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T06:04:00.635-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>Eu sou funcionário, ele é cantor, compositor, poeta, escritor, roteirista, etc...</title><content type='html'>&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Estou há duas horas em frente a o computador, tentando escrever algo que descreva minhas últimas horas. E sigo ainda embriagado com as poesias e melodias daquele gênio. Pois é, cheguei do show do Chico Buarque aqui em São Paulo. Ainda estou meio confuso com tudo o que vi e ouvi e acho que não vou conseguir descrever esse momento singular em minha vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Posso falar das músicas. Todas elas. Posso falar também do cenário e iluminação impecáveis. Posso falar da simpatia e da simplicidade do Chico ou do talento daquela banda. Mas por onde começo? Todas as palavras perderam o sentido. Todas as rimas foram cantadas naquelas duas horas singulares. Toda a poesia ficou ali, depois de terem sido proferidas com as melodias exatas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Mas eu não poderia deixar de registrar aqui meu encantamento. Antes eu era um apaixonado pela obra do Chico. Agora sou fanático. Lindo o show, linda a cenografia. A iluminação foi o show à parte. A cada nova música, a cada novo tema, a iluminação seguia consoante e o cenário ganhava um novo tom. Às vezes era dia, noutras era noite. Não dá para descrever, não agora, ainda no calor e na emoção pós-show.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Mas a melhor parte do show é realmente o final. Depois da última música, “na carreira”, ele sai do palco e todos vão para frente do palco (eu logicamente estava entre tantos), pedindo bis. E Chico não se faz de rogado: bisou duas vezes, com as músicas “Deixa a Menina”, “Sem Compromisso”, “Apesar de Você” e “João e Maria”. E cantou clássicos como: “As vitrines”, “A história de Lily Braun”, “A bela e a fera”, “Morro dois irmãos”, “Futuros amantes”, “Morena de Angola”, dentre tantas outras além, é claro, de todas as músicas do novo disco que, para mim, é fantástico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Meus amigos, essa foi a noite mais inesquecível que tive até o momento. E acho que vou falar disso por ainda muitos dias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Beijos e abraços.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115915224580335644?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115915224580335644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115915224580335644&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115915224580335644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115915224580335644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/09/eu-sou-funcionrio-ele-cantor.html' title='Eu sou funcionário, ele é cantor, compositor, poeta, escritor, roteirista, etc...'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115913521460140089</id><published>2006-09-24T18:59:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T06:03:56.220-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Múcio'/><title type='text'>Alice no país das bailarinas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No quarto de solteira em que vivia, além do mobiliário normal, havia um oratório, onde santos vários repousavam. Na parede, uma pintura de singelos campos e autor mediano. Cobrindo sua janela para o poente, uma cortina em seda azul celeste. Sobre a penteadeira, alguns artefatos para auxiliar suas poucas vaidades, e, algo que trazia consigo desde os quinze anos. Uma caixinha, dessas de música, forrada em veludo escarlate com detalhes de um metal dourado nas quinas da tampa. Dentro, cartas, mimos, lembranças; e, sempre vívida, a bailarina. À cama de conforto razoável, sentou-se Alice. Lançou o olhar até a caixinha, e buscou-a. Abriu-a bem devagar com um leve tremor de emoção nas mãos nodosas. A mesma lágrima de sempre, vista no espelhinho gasto pelos anos, chegou aos primeiros acordes de La Bagatelle. Aquele ato para uma pessoa comum bem poderia ser cometido automaticamente, mas, para Alice, não. Havia todo um significado dentro e fora daquela caixinha escarlate. A música, em sendo a mais comum, a mais ouvida por aqueles que têm suas caixinhas, esta, para Alice era única, como se o tal compositor surdo a tivesse feito inspirado por ela, musa daquele numa outra vida. Dentre os significados havia também o cheiro, posto que de dentro exalava um olor de lembranças de toda sorte. Mas, a bailarina, esta mexia muito mais com Alice que a música, o cheiro, e até mesmo as cartas, suas relíquias de amores temerários. Os anos não conseguiram atingi-la. Seu corpo esguio, sua delicadeza, o porte elegante, o semblante descansado; nada em tantos anos mudara. Nada. Ela nunca saiu dali. Estava sempre a postos, era só levantar a tampinha, ouvir a música, e evoluir, flutuar em plumas ao piano doce de Ludvig. Alice parava no tempo assistindo àquilo. E chorava. Cada lágrima, uma recordação. Lembrou do seu primeiro amor, dos olhos e do cheiro dele, da primeira flor roubada que ganhou. E chorou mais pelo tempo que pela perda. À época desse amor primeiro, trazia a tez macia, e uma alegria que fronteira alguma continha; sua beleza de coisa rara, coisa que atraía olhos e suspiros. Agora, havia breves resquícios desse passado apenas num resto de brilho que o olhar guardava em solidão. E lembrou que hesitou viver seu amor de moça por excesso de zelo por si mesma. E chorou ao perceber que em outros amores, e situações, também agiu assim. Alice sabia que de tão diferente, passara a ser igual à bailarina que morava na sua caixinha de veludo escarlate com detalhes de um metal dourado nas quinas da tampa. Tão protegida, tão vulnerável. Por um instante, olhou pela janela semi-aberta, e viu que lá fora tudo vivia exposto, das begônias aos pardais, dos beija-flores aos girassóis, chovendo ou não; e que tudo aquilo era vida, e viria morrer quando fosse o tempo. Tudo tão natural. Enquanto ela passava os dias no seu mundinho, agindo na segurança do não-fazer, crendo estar segura num terreno de infertilidade tão aparente. Quantas vidas Alice deixou de viver, quantos amores, quantas dores. Anos perdidos, guardados na pseudo-segurança de uma caixinha de lembranças. Hoje, ali, sentada em sua cama, apenas hoje, e um tanto tarde, foi que ela percebeu que suas rugas, suas dores, seus não-amores, tudo contrastava com a sua bailarina de metal, mas, no restante elas eram uma só. Posto que viveram tantos anos sob o olhar de uma prudência velada, julgando que o medo de sofrer afastava o sofrimento. Assim, em ter sido tão cautelosa, Alice agora era só dor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115913521460140089?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115913521460140089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115913521460140089&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115913521460140089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115913521460140089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/09/alice-no-pas-das-bailarinas.html' title='Alice no país das bailarinas'/><author><name>mg6es</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_qQ8G2Feeh1Q/TM3Vo82JQ_I/AAAAAAAAAt8/jo3A4R8HcvE/S220/varios+078.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115899092540359728</id><published>2006-09-23T02:55:00.000-03:00</published><updated>2006-09-23T02:55:25.753-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Sanguessugas - Uma ação do PSDB - versão curta&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://youtube.com/v/hWlYIbbyPqs"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://youtube.com/v/hWlYIbbyPqs" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br&gt;O vídeo fala por si. E acho que, a exemplo do que já falei em relação ao Brasil, São Paulo deveria escolher para governador ao menos um terráqueo... :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[]´s&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115899092540359728?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115899092540359728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115899092540359728&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115899092540359728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115899092540359728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/09/sanguessugas-uma-ao-do-psdb-verso.html' title=''/><author><name>Diógenes Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490268123609830568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_YB83h50atV4/SdxQ_Ok5cZI/AAAAAAAAAIE/_Lbxs8ZsfnM/S220/DSC00041.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115809846984141068</id><published>2006-09-14T12:40:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T06:02:53.110-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Baiano'/><title type='text'>Revoadas.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O comentário do momento era a minha covinha de um lado só. Melhor que conversarem sobre o quanto eu sou chato – assunto anterior.&lt;br /&gt;As três fumavam com vontade – eu o conseguira com algum custo, naquela cidade estranha -, e à medida que o tamanho do baseado diminuía, tudo ia ficando mais divertido.&lt;br /&gt;Eu apenas acompanhava com minha cerveja e um Hollywood, que eu não gosto. Maconha teve jeito, mas parecia não haver sequer um Carlton disponível em toda a cidade.&lt;br /&gt;Eu anotava coisas no caderninho. Anotei, numa vontade de pensar algo, separando espaços para o que viesse, as palavras "Mulherzinha", "Saidinha" e "Maluquinha". Nada sobreveio, a não ser a tentativa de desenhá-las, limitada por meu parco talento gráfico.&lt;br /&gt;Anotei umas metáforas que me surgiram ouvindo as músicas, e que àquele momento me pareceram interessantes – “Acostumar-nos a olhar o mundo de seu vale para o alto.” e “Esquecer o cosmos e se concentrar no relógio”. A primeira nem sei mais o que foi. A segunda, muito mal construída esteticamente, vinha da lembrança do quanto eu costumava a pensar nas, com o perdão da expressão batida, “grandes questões”: origem do universo, ideário socialista, análises da história a partir da máxima de que é contada pelos vencedores. Um dia passei a trabalhar pra caramba, estudar mais um tanto, e há anos não tenho tempo para pensar em quase nada. Ser adulto tem um certo potencial de limitar a mente.&lt;br /&gt;A única conclusão foi de que estou a um passo de escrever auto-ajuda. O que é pior: a partir de uma possível auto-piedade. E de má qualidade, diga-se.&lt;br /&gt;Tem uma crônica - se não me engano é do Mário Prata -, sobre o que ele chama de Passarinho, na literatura. Resumindo, fala de um princípio de incêndio que teve no terminal rodoviário, que não deu prejuízo nenhum e nem pegou em nada, e o repórter que foi cobrir, precisando de notícia, só conseguiu levantar a informação de que foi perto de uma gaiola, mas que o passarinho estava bem. Tascou a manchete “Chamas na Lapa ameaçam a fauna carioca”, ou algo assim.&lt;br /&gt;O gosto por escrever, sem viver, vem sendo uma dupla frustração. Frustração no ato e na hora que repasso o tempo, na memória, para gravar no papel. Ou talvez eu não esteja olhando do vale para o alto.&lt;br /&gt;Talvez, ainda, no alto, ao menos ao escrever, deva haver umas belas revoadas. Anotei isso, também.&lt;br /&gt;Mas isso tudo são digressões sem tempo certo. Naquela hora eu estava tenso, escrevendo, desenvolvendo outras linhas de pensamento, e quando dei por mim elas estavam nuas, sob os lençóis de seda, sob a lua mansa. O cheiro de maconha escondia seus perfumes, denso, vindo pro meu lado com a brisa leve que dançava na noite.&lt;br /&gt;Fechei o caderninho no meio de um rabisco esquecido, e fiz questão de não olhar as horas enquanto tirava o relógio. Um galo cantou, pouco depois, mas eu já tinha percebido, nas noites anteriores, que ele errava os horários.&lt;br /&gt;E , sujamente contente, ao dormir, dessa vez eu sonharia com o dia que passou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;[]´s&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115809846984141068?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115809846984141068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115809846984141068&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115809846984141068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115809846984141068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/09/revoadas.html' title='Revoadas.'/><author><name>Diógenes Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490268123609830568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_YB83h50atV4/SdxQ_Ok5cZI/AAAAAAAAAIE/_Lbxs8ZsfnM/S220/DSC00041.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115756332355978119</id><published>2006-09-06T14:20:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T06:02:31.528-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>Devaneios</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Eu conheço uma garota sem noção que diz usar cremes com glitter, porque o reflexo ajuda a bronzear melhor quando ela está ao sol. Também disse que se o homem usar drogas durante a gestação da mulher, o filho pode sair com problemas genéticos, dentre outras sandices.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Claro que nenhuma substância, por mais prejudicial que seja, altera o DNA de alguém para criar problemas genéticos para os filhos. A mulher, se utiliza substâncias perigosas, pode prejudicar o bebê em função de o seu sangue alimentar a criança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Só que eu estive pensando com os meus botões: Michael Jackson tem dois filhos. Seus filhos são brancos, de cabelos lisos e feições brancas. Como pode isso? Tudo bem que a mulher que emprestou o ventre para gerar seus filhos é branca. Mas como pode Michael ter filhos branquinhos, quase arianos? E o pior: porque ninguém nunca comentou isso na mídia?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Até onde eu me lembro de genética, o genótipo é a herança genética e não é mutável de uma geração para outra. Se ele se tornou branco, seja por doença ou por intervenção da ciência, isso é outra história. Mas eu estou aqui encafifado, pensando muito e não consigo encontrar uma explicação melhor para esta questão. Será que a garota sem noção que conheço está certa?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;E seguindo essa linha de raciocínio, os filhos de José Dirceu se parecem com o antigo Dirceu, antes da plástica ou com o novo, com a cara toda modificada? E alguém que tem um membro amputado, vai ter filho também amputado? Ou alguém resolveu adotar o visual &lt;i style=""&gt;skin head&lt;/i&gt; e já vai ter um filho revoltado. Ou então tatuado, assim evita a dor da tatuagem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Para ter filhos felizes, visitaríamos um circo antes do coito. Sortudos, pularíamos 7 ondas. Ricos, comeríamos lentilha. Para corajosos, pularíamos de pára-quedas. E assim por diante...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Eu acredito que este seja um assunto para ser explorado por algum desses cientistas que pesquisam coisas importantes, como o fato das formigas se espreguiçarem ao acordar, ou que o porco tem um orgasmo que dura 30 minutos!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Tive uma idéia: antes de engravidar minha futura mulher, vou fazer um &lt;i style=""&gt;extreme makeover &lt;/i&gt;para ter um filho prontinho para o mercado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Será? Vá saber!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115756332355978119?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115756332355978119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115756332355978119&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115756332355978119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115756332355978119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/09/devaneios.html' title='Devaneios'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115703484273805437</id><published>2006-08-31T11:33:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T06:02:26.709-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fábio Rosk'/><title type='text'>Política</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Era domingo à noite, família reunida. Estavam todos lá até o papai que, por causa da chamada "política", quase nunca estava &lt;st1:personname productid="em casa. Todos" st="on"&gt;em casa. Todos&lt;/st1:personname&gt; saboreando uma pizza GG de calabresa e aquela sensação de nostalgia dos tempos perdidos de família reunida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a conversas jogadas fora, a risadas, a histórias, papai se aproxima de mim daquele modo sutil, como quem quer alguma coisa. No meu ouvido, sussurra que quer falar comigo, a sós, no quarto dele. Temendo por ser algo que fiz, senti-me um pouco apreensivo quanto a essa conversa inesperada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei no seu quarto. Lá estava ele, imponente como sempre. Fumando um dos seus charutos preferidos e olhando para mim com o semblante sério. Mandou-me sentar ao seu lado e sem nenhum tipo de hesitação, proclamou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você vai ser político, irá se candidatar esse ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não esbocei reação nenhuma. Fiquei parado, atônito. Não esperava por essa. Político, eu? Nunca gostei dessa que roubava o meu pai de mim e agora ele quer que eu faça parte dela? Pensei seriamente. Não soube o que fazer, nem o que falar. Balbuciei algumas palavras antes de ser interrompido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu avô foi deputado, eu sou deputado e tentarei o senado esse ano. Está na sua vez meu filho, você já tem 21 anos, está na idade. Lançarei sua candidatura para deputado federal esse ano. Tenho bons marketeiros e um nome forte aqui no estado, além de uma bela aliança. Você irá ganhar facilmente. Já está tudo feito, amanhã iremos ao partido para você se filiar e eles lançarem a sua candidatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não compreendi essa decisão do meu pai. Sempre odiei política, nunca gostei de ler. Na verdade, nem na escola eu era bom. Fiz um supletivo para terminar o ensino médio, faço o ensino superior numa faculdade particular. Não leio, não entendo de nada. Decidi, então, questioná-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas pai, como eu vou ser político se eu nem gosto disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai encarou-me sério. Olhou-me daquele jeito por cerca de dois minutos. O silêncio que cercava aquele intervalo de tempo me incomodava. Acendeu outro charuto e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não se preocupe com isso. Quando se eleger eu te ensino tudo. Você será político e pronto menino. Se não, corto a sua mesada, tiro seu carro e paro de pagar a sua academia, ta me entendendo? Política ta na família e é a sua obrigação se candidatar esse ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem ter como reagir, candidatei-me, ganhei e estou aqui, sentado na cadeira de deputado federal no Congresso, em Brasília, representando milhões de brasileiros. Ganhando cerca de 40 mil reais por mês para apenas votar de acordo com o que meu partido ou pai me fala, fora os "extras" que de vez em quando sai. Ô vida boa.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115703484273805437?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115703484273805437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115703484273805437&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115703484273805437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115703484273805437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/08/poltica.html' title='Política'/><author><name>Fábio Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://img410.imageshack.us/img410/1174/roscaxd1.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115666082254880333</id><published>2006-08-28T14:30:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T06:02:05.801-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Baiano'/><title type='text'>Lugar Errado.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não espere toda a sinceridade, todo o coração. É o lugar errado, e eu não estou aqui para declarações de afeto.&lt;br /&gt;Não espere de mim ajuda, não espere um sorriso inocente, não espere ânimo, condução. Nem é bom esperar amor, ou, sequer, amizade.&lt;br /&gt;De forma alguma precise de colo, carinho, afago ou perdão.&lt;br /&gt;Não espere de mim constância, porto seguro, chave de casa, telefonema amanhã. Não me peça um cigarro e nem fogo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não espere doçura, e não tente apreciar o amargor.&lt;br /&gt;Não espere que eu ria se não tiver graça. Não pense em cortesia, em modos britânicos. Não imagine, sequer, elegância ou sofisticação. Nem muita tolerância - talvez o mínimo, meio amarga, de quem entende.&lt;br /&gt;Eu talvez não faça a barba, e talvez não esteja vestido adequadamente.&lt;br /&gt;Eu talvez não esteja nem aí.&lt;br /&gt;Talvez eu seja aquele cara que todo mundo tem medo de um dia ser, ou de na verdade ser. O que se perdeu dessa linha, e que achou, em um momento, que era tudo hipocrisia. E de lá para cá, não está nem aí.&lt;br /&gt;Talvez, no fundo, eu até espere alguma coisa. Mas não espere de mim. Não tenho pressa, e nem quero nos meus ombros o peso de expectativas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115666082254880333?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115666082254880333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115666082254880333&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115666082254880333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115666082254880333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/08/lugar-errado_28.html' title='Lugar Errado.'/><author><name>Diógenes Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490268123609830568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_YB83h50atV4/SdxQ_Ok5cZI/AAAAAAAAAIE/_Lbxs8ZsfnM/S220/DSC00041.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115624846773090828</id><published>2006-08-22T09:07:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T06:01:59.519-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Baiano'/><title type='text'>Para morrer aos poucos.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3802/382/1600/metropolis128.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3802/382/320/metropolis128.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outro dia eu estava conversando, mesmo contigo, de como existe essa tentação de falar, às vezes, sem ter o que dizer. Escrever coisas sem inspiração, falsos pensamentos, enfeites. Um pecado, na verdade. Quem realmente importa sabe o suficiente para ver o que você fez. Ou até, sem prejuízo aos olhos de ninguém, pode haver uma interpretação indevida, e as suas palavras vazias tomam um sentido qualquer. Um sentido que você não oferece e nem entende.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outro dia eu estava lhe dizendo, mesmo, dessa nossa possibilidade de fazer sentido, lembra? De ter idéias juntos. E deixo aquelas coisas, novas, encostadas atrás de uma porta. Aquela sensação de que esquecemos de pegar algo, uma luz acesa em algum cômodo, um grito que te acordou e você não entendeu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu me lembro como se fosse um filme que a gente só viu a metade, num mundo engraçado, desenhado, dançando. E o mundo real, como sempre, sem tempo para mais nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aquelas coisas que a gente não resolveu naquela aventura em São Paulo. Aquele sorriso de canto de boca. Umas brincadeiras para o pensamento distraído, umas lógicas que vem como se do sul para o leste, num vento tranqüilo. Uns cigarros para morrer aos poucos, loucos, lerdos, nus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;[]´s&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115624846773090828?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115624846773090828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115624846773090828&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115624846773090828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115624846773090828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/08/para-morrer-aos-poucos.html' title='&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color:#990000;&quot;&gt;Para morrer aos poucos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;'/><author><name>Diógenes Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490268123609830568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_YB83h50atV4/SdxQ_Ok5cZI/AAAAAAAAAIE/_Lbxs8ZsfnM/S220/DSC00041.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115594960551906552</id><published>2006-08-18T22:05:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T06:01:55.037-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crica'/><title type='text'>Carpe Diem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Era uma noite comum. Jantar entre familiares sem muitas expectativas. Carol não se arrumou com muito esmero, a ocasião não era formal. Ela não podia imaginar que aquela noite mudaria a sua vida de forma tão drástica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar na casa da tia percebeu de imediato uns convidados atípicos. Bateu o olho no Pedro e já sentiu seu coração bater mais forte. Ele não era lindo, longe disso, olhando bem até parecia ser meio frágil, mas o olhar dele era o mais terno que poderia existir. Carol imediatamente se apaixonou por aqueles olhos. Começaram então as melhores três semanas da vida dos dois. Foram semanas de encantos, deslumbramentos e descobertas. Trocas de olhares, carinhos, beijos, de uma hora para outra a vida passou a ter um sentido e os dois, embasbacados com tão intenso sentimento, viveram esses dias felizes e um pouco abobados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aquela fatídica tarde de maio. Dia fresco, sol fraquinho e um cheiro gostoso de bolo recém saído do forno no ar. Um dia perfeito para uma notícia tenebrosa. O Pedro chegou muito sério – parecia não perceber toda a magia do dia -  e sem muitos preâmbulos falou que tinha tido câncer, se tratado e julgava estar curado, mas tinha descoberto que o câncer tinha voltado e começado a se espalhar. A primeira reação da Carol foi abraçá-lo, queria protegê-lo. Mas ele a afastou. Disse que a amava muito, mas que não queria que ela se prendesse a ele. Não queria que ela sofresse se ele partisse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vão ela tentou retrucar. O amava tanto que queria estar ao lado dele. Não importava se sofreria ou não, aliás, já se sentia coberta de aflição, com um peso no peito e uma vontade enorme de sentar e chorar. Ela precisava estar com ele e não estava exigindo nenhuma garantia. Mas ele a amava demais e não queria que ela acompanhasse seu sofrimento e muito menos que se abatesse junto com ele. Por amor ele terminou. Por amor ela queria continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim o tempo passou. O Pedro tentando se curar, a Carol tentando se segurar. Enquanto o Pedro a evitava, ela se controlava. Ele só piorava e sem muitas esperanças médicas, eles aguardavam, separados por uma doença cruel e um grande amor sufocado, o inevitável. Até que chegou. Ela estava em casa pedindo a Deus por ele, quando o telefone tocou. Não precisou atender, ela simplesmente saiu e se dirigiu ao hospital. Esmagada pela tristeza lancinante, ela se despediu do seu grande amor com um afago no rosto e um beijo na testa do corpo já frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente o tempo passou. Há 3 meses ele tinha partido e parecia ter sido ontem. Ela começava a ser intolerante, tinha cansado de ouvir as pessoas dizerem que sua dor ia passar. A dor era dela e ela não queria que fosse embora. Curiosamente não tinham fotos juntos, a única lembrança física que ela guardava era uma camiseta suja de suco de laranja que ele deixara em sua casa. A camiseta que ela agora tratava com reverência e que dobrou cuidadosamente, enquanto sentava na cama e chorava seus sonhos despedaçados. Sentiu ainda nos dedos o cheiro do desodorante que nem os meses na gaveta conseguiram tirar. Ainda tentando criar forças pela derradeira vez, antes de deixar a melancolia tomar conta do seu corpo, ela afugentou uma teimosa lágrima, sorriu com cara de Olcadil e levantou trôpega, na sua frágil tentativa de esquecer o passado. Não conseguia. Não queria esquecer. Tudo o que pensava era em um dia reencontrar o Pedro, não sabia mais se ainda queria viver.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115594960551906552?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115594960551906552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115594960551906552&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115594960551906552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115594960551906552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/08/carpe-diem.html' title='Carpe Diem'/><author><name>Crica B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10968314414457588537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4328/2369/1600/014.1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115564519566606923</id><published>2006-08-15T09:26:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T06:01:35.972-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fábio Mob'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/44/3405/1600/Untitled-35.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/44/3405/320/Untitled-35.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vida-voante, silenciosa. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se não fosse eu, &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;quem a notaria ?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hai-kai do Leminski e foto feita em João Pessoa (PB). A (suposta) tristeza da menina que vende a "doçura" foi algo poético para mim e resolvi deixar o momento aprisionado no tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115564519566606923?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115564519566606923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115564519566606923&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115564519566606923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115564519566606923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/08/vida-voante-silenciosa.html' title=''/><author><name>Mob</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115542896203931047</id><published>2006-08-12T21:22:00.001-03:00</published><updated>2007-03-20T06:01:10.836-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Czarina'/><title type='text'>papel de bala</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu deixei de te amar. Como uma árvore deixa cair uma folha. Quase inconscientemente. Quase sem querer. As pequenas coisas... A vida cotidiana foi invadindo minha mente, causando pausas cada vez maiores no exercício constante que era pensar em você. Pregar um botão. Lavar a louça. Pegar o ônibus. Eu deixei de te amar como alguém que sai de casa e esquece as chaves. Eu deixei de te amar como os viciados largam os vícios; um dia de cada vez, um segundo de cada vez. Porque o amor é uma droga que se cheira de camisas usadas ou se fuma entre lençóis. Que se injeta nos braços de outrem. Eu deixei de te amar como quem apenas não se lembra de onde parou o carro. Como uma foto que desbota com o tempo. Eu deixei de te amar. Você... você deixou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115542896203931047?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115542896203931047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115542896203931047&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115542896203931047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115542896203931047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/08/papel-de-bala_12.html' title='papel de bala'/><author><name>A czarina das quinquilharias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115532008101167400</id><published>2006-08-11T15:13:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T06:00:58.916-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>Excesso de Trabalho</title><content type='html'>&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;O dia hoje está seco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o dia está seco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;Está seco o dia hoje.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;Seco hoje o dia está.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;    &lt;div style="text-align: right;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: right;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;O dia hoje seco está.&lt;br /&gt;Hoje o dia seco está.&lt;br /&gt;Está seco hoje o dia.&lt;br /&gt;Seco, o dia está hoje.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;O dia, seco está hoje.&lt;br /&gt;Hoje, seco, está o dia.&lt;br /&gt;Está hoje o dia seco.&lt;br /&gt;Seco está o dia hoje.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;O dia seco hoje está.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;Hoje, seco, o dia está.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Está hoje seco o dia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Seco está hoje o dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115532008101167400?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115532008101167400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115532008101167400&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115532008101167400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115532008101167400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/08/excesso-de-trabalho.html' title='Excesso de Trabalho'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115515157637621258</id><published>2006-08-09T16:21:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T06:00:52.156-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>Como seria s’eu não fosse</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;S’eu não fosse um chato de galocha eu seria desses caras divertidos que gostam de praia e contam piadas engraçadas. Seria o tipo que sai com os amigos para beber e “zoar” sem pensar nos problemas da Somália ou das guerras sangrentas. S’eu não gostasse de Chico Buarque eu ouviria todos os sucessos do momento, as músicas do verão e conheceria todos os artistas que fazem sucesso com uma música esdrúxula qualquer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Se não fosse roqueiro, eu adoraria carnaval e pularia atrás do trio elétrico todos os dias do carnaval, iria para todos os shows de axé, pagode, e calypso. S’eu não fosse responsável e preocupado com o meu futuro eu não acordaria todos os dias para chegar cedo no trabalho, nem viajaria tanto. Talvez eu tivesse qualquer emprego que pagasse minhas farras no fim de semana. Como eu também não gostaria de arte, filosofia e política, minhas conversas seriam norteadas exclusivamente por carros da hora, futebol e mulheres. Não teria qualquer preocupação com os rumos do país e nem pensaria sobre coisas idiotas como existência, aspectos sociais e jamais questionaria o mundo em que vivo e as coisas todas da humanidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;S’eu fosse do tipo preocupado com a aparência em detrimento do cérebro, eu malharia todos os dias para ficar com um corpo bem sarado e desfilaria na praia, exibindo meus músculos torneados para as beldades, também torneadas e bronzeadas. Eu poderia não ser um eterno crítico de tudo: do mundo, das letras, das coisas erradas e das injustiças. Na verdade eu nem saberia criticar alguma coisa, porque o mais importante para mim seria meu umbigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;S’eu não me preocupasse com os sentimentos alheios, eu sairia com qualquer mulher bonita e gostosa, sem me preocupar em ligar no outro dia, nem me preocuparia em ofender e magoar os outros com meus comentários impertinentes. As mulheres seriam apenas objetos para obtenção de prazer fácil e constante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;S’eu fosse idiota, eu sofreria menos as dores que não são físicas e também não me lembraria de pensar em todas as coisas que norteiam eternamente meus pensamentos. Eu estaria sempre sorrindo um sorriso verdadeiro, mesmo sem saber a razão do sorriso. Jamais entenderia comentários com mais de um sentido e também não entenderia o sentido das coisas obvias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Mas eu resolvi ser um chato de galocha, do tipo que não sabe contar piada, que gosta de Chico Buarque e abomina a música do momento. Resolvi nadar contra a maré e gostar de rock na cidade do axé e não carrego comigo o estigma do baiano preguiçoso, só porque eu sou do contra. E ainda por cima resolvi gostar de arte, filosofia e política e minha conversa é sempre chata e pedante. Sou o tipo interessante apenas àqueles que sabem a diferença entre deputado e senador, ser e estar, ter a haver. Porque existir é conseqüência de pensar: já me disse Descartes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;E nadando contra a maré, gosto de ler ao invés de ver televisão e acho cinema americano supérfluo e desnecessário. Sou contra qualquer tipo de populismo e odeio veementemente a tentativa eterna do homem de ganhar dinheiro com a ignorância q’eu teria s’eu fosse o oposto de mim. Da mesma maneira, tenho uma preocupação acima do normal com o outro. Não gosto de falar a verdade quando ela dói e só gosto de prazer mútuo. E não sendo idiota, sigo sofrendo as dores do mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Mas entre todas as maneiras de ser eu, aquela que me dói mais é saber que amar você é o que torna minha vida mais difícil todos os dias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115515157637621258?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115515157637621258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115515157637621258&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115515157637621258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115515157637621258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/08/como-seria-seu-no-fosse.html' title='Como seria s’eu não fosse'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115467039130727037</id><published>2006-08-04T02:45:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T06:00:46.826-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crica'/><title type='text'>Analogias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu sempre amei as quintas-feiras. Que dia lindo é quinta-feira. Quinta-feira é quase sexta. Quinta-feira é dia de treino noturno e o vôlei move a minha vida. É nas quintas que eu vejo o meu amor treinando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meninas do vôlei namoram meninos do vôlei. Mesmo que se apaixonem pelos meninos do futebol de salão. Mas meninos do futebol de salão não combinam com as meninas do vôlei. Não são altos o suficiente, além disso, que casais lindos formam meninas e meninos do vôlei. Gosto de treinar a noite. É mais fresco e depois consigo ainda assistir o treino do meu amor. Ele fica lindo jogando. Tão alto, sorriso aberto quando faz ponto. Quando ele usa o short branco do uniforme, usa também uma cueca azul-marinho. Eu gosto de azul-marinho. Hoje eu vou treinar de trança. O meu amor gosta quando uso tranças. Eu gosto de agradar o meu amor. Mesmo não sabendo se ele é o meu amor. Quero dizer, ele é o meu amor. Eu sou menina do vôlei e ele é menino do vôlei. Somos altos, somos saudáveis e um dia formaremos uma família alta, disciplinada e feliz. Nossos filhos jogarão vôlei. Minha vida é perfeita. Meus planos são plausíveis e serão todos realizados. Eu sempre sorrio quando vejo o meu amor. Uma pena que não consigo fazer meus olhos brilharem. Mas eu sou persistente, tenho certeza que um dia conseguirei fazer meus olhos também sorrirem para ele, do mesmo jeito que fazem para aquele menino do futebol de salão. Não quero pensar nisso, eu não preciso daquele menino, ele não é alto, ele não é perfeito, ele não me faz ser saudável e ele não vai me dar uma vida calma e controlada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu sei de tudo isso, por que meus olhos insistem em brilhar e meu coração teima em disparar quando eu vejo o tal menino? Por que a tranqüilidade não me atrai e eu insisto em me arriscar? Acho melhor não me questionar. Indagações fazem mal e trazem sujeira para minha linda e estéril vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115467039130727037?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115467039130727037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115467039130727037&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115467039130727037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115467039130727037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/08/analogias.html' title='Analogias'/><author><name>Crica B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10968314414457588537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4328/2369/1600/014.1.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115449412465510388</id><published>2006-08-02T01:46:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T06:00:26.041-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Czarina'/><title type='text'>pra quem tiver paciência</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;- vai ficar tudo bem.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;Claro. Não tenho a menor dúvida que vai ficar tudo bem, ela não tinha que me dizer. Porque todas as coisas passam, e nesse rodízio eventualmente terá de vir alguma coisa boa. Porque é assim. Porque que se eu me perguntar qual a pior coisa que pode acontecer eu diria “a morte”, e se eu morrer a vida continua, e como dizer então que não ficou tudo bem? Ou, por exemplo, se acabar o mundo, ainda tem um universo gigantesco vibrando de possibilidades que prosseguem e se renovam, é óbvio que estará tudo bem.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Tudo sempre fica bem. E é por isso que não me serve de consolo algum.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;- vai ficar tudo bem, ela repetiu, acenando com a cabeça.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;- é. Vai sim.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;E fiz um esforço para sorrir, afinal ela estava tentando me confortar.Um gole de café. Preto. Ela levantou a mão e tentou pôr no meu ombro, mas, por sorte, a distância que a mesa nos impingia era maior que o comprimento do braço. Eu gosto de pensar que sou uma pessoa dura como aço. Ou pelo menos dura como um osso de galinha. Eu gostaria de pensar que não mereço esse tipo de olhar que ela me dá. Cheio de compaixão. Pena. Eu preferia que ela não tentasse me confortar, não a mim. São poucas as oportunidades que a gente tem de se ver nos olhos dos outros. Os olhos dela só querem me mostrar fraqueza. Olha como você devia estar abalada. Olha como você devia estar triste. Olha como você é digna de pena. Eu estou bem, perfeitamente bem. O meu lábio inferior só está tremendo de indignação por você me achar tão frágil assim. Deixei umas moedas sobre a mesa, pra pagar o café, dei uma desculpa qualquer e iniciei minha rota de fuga, antes que ela tentasse me abraçar ou pior, me levar para assistir uma comédia romântica.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Tchau, Leda. A gente se vê por aí.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;- ... Tchau...&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;Me atirei pra fora do café, e me entranhei a pé pelas calçadas, está um dia bonito, com céu azul e umas nuvens bem altas. Tirei um cigarro da bolsa. Um Pall Mall. Comprei por causa do nome, que é engraçado. Um trocadilho esperando pra ser feito. Dizem que cada marca de cigarro põe um aditivo diferente pra você se acostumar e fumar só aquela marca. Como eu fumo muito pouco, posso variar e escolher segundo caprichos bobocas.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;O dia está realmente muito bonito, só não tenho nada pra fazer com meu tempo e caminhar não está nada mau. Queria me perder. Um pouco. Fazer como as pessoas que se perdem em labirintos e virar à direita, sempre à direita. Se bem que na cidade eu acabaria dando voltas ao redor do mesmo quarteirão. Nesse caso, uma à direita, uma à esquerda, reto, reto, esquerda, direita, esquerda, reto, reto.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;Bom não ir pra lugar nenhum. Andar sem ter que saber que no fim do caminho estará alguém e este alguém estará esperando por alguma explicação, ou pelo menos um cumprimento. Pra que existe cumprimento, mesmo? Não quer dizer nada, a pessoa viu que você está lá, você idem, mas pular o cumprimento é visto como falta de educação. É um reconhecimento, acho. Eu quero que você saiba que eu sei que você está aqui. Algo assim. Mas tem dias que nem isso. Tem dias que o querer ordena a boca fechada até que a próxima palavra pronunciada faça voar areia e hieróglifos. Hoje é um desses dias, e a perspectiva de ninguém por algum tempo é animadora.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Direita, esquerda, reto, reto, esquerda, direita, esquerda, reto, reto. Uma pracinha. Gracinha de pracinha. Ótimo, já estou fazendo riminhas. Que lindo dia. A praça é minúscula, com árvores compridas, flores e agora eu, sentada num banco de concreto com anúncio de ótica. Puxo da bolsa o Pall Mall. Há algumas semanas atrás eu me perguntava quando exatamente eu tinha virado uma comedora de caramelos. Comprava caramelos e sentava para ler no degrau da padaria, se estivesse sol. Quando foi que eu virei uma comedora de caramelos? Agora, nada de caramelos. Cigarros. Então grave esse momento na memória, menina, só no caso de um dia você se perguntar “quando foi que virei uma fumante?”. Agora. Já é o terceiro, contando com o que tomei no café. Se eu virar fumante, a culpa é de hoje.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;Cigarro aceso, maço na mão, silêncio e nada pra fazer. Dá até pra sentir meu eu-analítico aflorando. Se a gente tem eu-lírico, por que não eu-analítico? O mais certo era ter um eu pra cada coisa. Eu-matemático, eu-prático, eu-lavador-de-louça. Na frente do maço, um brasão medieval, de cores brilhantes. Contraditório, no mínimo. Cale-se, eu-analítico. Não calo. Nesse caso, prossiga. No brasão duas frases em latim, tudo bem, combina com o brasão. Frase um: per aspera, ad astra. Por um acaso, a mesma frase do logotipo do colégio onde mamãe ensina. Cigarro e crianças. Diz algo a respeito de alcançar as estrelas por caminhos ásperos, ou seja, difíceis. Entendo a aplicação da frase para crianças, mas não para o tabaco. Frase dois: in hoc signo vincis. “Com este símbolo vencerás”, palavras do imperador romano que tornou o cristianismo a religião oficial de Roma. Nada a ver com fumo também. Ótimo. Agora temos cigarro e crianças e cigarro e cristianismo.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ocasião perfeita para o eu-com-mania-de-perseguição bolar uma teoria da conspiração. Algo como “um cigarro com o suspeitíssimo nome de Pall Mall &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;esconde terríveis mensagens subliminares dizendo ser bom ao se associar a crianças e a igreja católica apostólica romana”. Seria quase o Código da Vinci, se a Mona Lisa fosse um pacote de cigarros. Mas meu eu-com-mania-de-perseguição é subdesenvolvido, não consigo nem acreditar que as cenas do homem pisando na lua foram feitas em estúdio. Ou seja, eles tinham 2 lugares no brasão pra preencher e usaram as primeiras coisas em latim que acharam, e ainda acharam que ficou chiquérrimo. Afinal, quem sabe latim hoje em dia? &lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para coroar, o slogan,: “wherever particular people congregate”. Hilário. Posso até ser “peculiar”. Mas juro que não estou congregando. Ou estou? Se fosse um daqueles filmes de suspense psicológico, na verdade eu seria a Ana e a Leda &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;é só outra personalidade de uma pessoa surtada, que no momento está congregando. Tipo aqueles filmes, em que no final todo mundo é todo mundo, e que o roteiro é feito só pra culminar numa cena final com música alta daquelas que só faltava pular o roteirista gritando: “ahááá! Por essa vocês não esperavam !!”. Mas não vejo nenhum roteirista saltando, então acho que posso concluir que não estou congregando. Análise concluída. Resultado? Da próxima vez eu compro Carlton.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;Caiu cinza na minha roupa. Quem manda ficar pensando besteira e não bater a cinza? Apago o cigarro. Algo de bom, pelo menos num dia como esse, em segurar um tubinho com fogo na ponta. Finge uma ocupação e, melhor de tudo, cria a fumaça pra se observar, subindo em espirais e se dissolvendo infeliz antes de poder se juntar às nuvens lá em cima. Jogo a bituca no maço, porque não tem lixo nem cinzeiro à vista.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;Grama. Árvores. Banco de concreto. Nada pra fazer. Ò deus dos passatempos, que faço eu agora? Sopro bolhinhas de sabão? Tiro a caneta da bolsa, cruzo a perna e começo a desenhar no tornozelo. Garatujas, como se estivesse ao telefone, que é quase nunca. Uma borboleta, um asterisco. Já que o latim está tão em voga, “memento mori”. Um lírio. Mais garatujas. Tiro o sapato e a meia. Uma estrelinha. Um pássaro. Outro asterisco. Uma ampulheta. Rabisco a sola também. È mais demorado, faz cócegas dolorosas. Ponho a meia e o sapato antes de me ocupar do outro pé. Já está quase escuro quando termino de amarrar o cadarço. Saio andando na minha nova pele. Sou um smurf indiano das canelas pra baixo.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;Me perdi eficientemente, mas ando com toda a calma, ocasionalmente perguntando onde fica a avenida. Trem, então casa.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Chave na porta, e ninguém pra cumprimentar, louvado seja o deus dos passatempos. Tirar a roupa do dia e me trancar no quarto. Na minha torre. Até que não foi difícil. Sobreviver. E até que me saí bem. Acho até que saí ganhando. Porque minhas meias, que eram brancas, agora são azuis.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115449412465510388?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115449412465510388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115449412465510388&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115449412465510388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115449412465510388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/08/pra-quem-tiver-pacincia.html' title='pra quem tiver paciência'/><author><name>A czarina das quinquilharias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115436629316231687</id><published>2006-07-31T14:13:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T06:00:17.725-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>Chapada dos Veadeiros</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3393/430/1600/DSC08055.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3393/430/320/DSC08055.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shapetype id="_x0000_t75" coordsize="21600,21600" spt="75" preferrelative="t" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" filled="f" stroked="f"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;  &lt;v:formulas&gt;   &lt;v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 1 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum 0 0 @1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @2 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 0 1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @6 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @8 21600 0"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @10 21600 0"&gt;  &lt;/v:formulas&gt;  &lt;v:path extrusionok="f" gradientshapeok="t" connecttype="rect"&gt;  &lt;o:lock ext="edit" aspectratio="t"&gt; &lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape id="_x0000_s1026" type="#_x0000_t75" style="'position:absolute;" wrapcoords="-133 0 -133 21500 21600 21500 21600 0 -133 0"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\mvgomes\LOCALS~1\Temp\msohtml1\01\clip_image001.jpg" title="DSC08055"&gt;  &lt;w:wrap type="tight"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Dia desses eu comentei que iria à Chapada dos Veadeiros. Pois bem, fui. Eu nunca tinha visto uma cachoeira de perto, muito menos um conjunto tão esplendoroso delas. Essa é uma das maiores vantagens do meu trabalho: a possibilidade de conhecer, praticamente de graça, lugares tão maravilhosos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;A saída contou com algumas dificuldades, afinal de contas além dos 247 quilômetros que separam Brasília do nosso destino final, estávamos num grupo de 11 pessoas e é muito complicado conseguir que todos cheguem no horário marcado. Mas superados os desafios, tudo foi só alegria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Nosso destino foi a cidade de Alto do Paraíso, praticamente dentro do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. A cidadezinha além de aprazível, conta com um lado místico e segredos de todas as formas. Ficamos numa pousada chamada Paralelo 14 que, de acordo com o proprietário, recebeu este nome em função do paralelo 14 representar o chacra cardíaco da terra, lugar onde as forças do amor e blá blá blá se concentram. E a pousada fica apenas há 1 ou 2 segundos (na escala dos meridianos) do tal paralelo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Assim que chegamos na pousada, abrigamos nossas bugigangas e saímos para as cachoeiras de nome almécegas. A foto que ilustra o texto é uma das paisagens da primeira, das duas cachoeiras do local. São 4 quilômetros de caminhada muito difícil. Sobe e desce de colinas, mato para todo lado, pedras deformando o chão. Uma maravilha. Era praticamente uma via-crúcis, mas com final muito feliz. Eu como aventureiro resolvi tomar banho nesse lago e nadar até a cachoeira. A água, com temperatura inferior aos 10 graus Celsius é o pior momento, porque não dá para o corpo se acostumar com aquela temperatura e nadar foi algo difícil. A volta, em função do metabolismo baixo por conta da baixa temperatura, foi muito complicada. Eu seguramente acreditei que teria um piripaque no coração. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;A trilha para a segunda cachoeira foi bem mais tranqüila. Terreno quase plano e cerca de 200 metros entre a parada do carro e a cachoeira foram fáceis e a paisagem nos reservou bons momentos de exclusiva contemplação da natureza. Mais uma vez, como bom aventureiro, sentei numa pedra donde caíam as águas e me deliciei em mais um banho praticamente abaixo de zero. Mas tudo valeu à pena.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Saindo da cachoeira fomos almoçar no vilarejo de São Jorge. Um lugar perdido no tempo e no espaço. Na verdade uma pequena aldeia hippie com bichos-grilo de todas as idades. Eu realmente me senti nos anos 70. Um banco de gente fumando maconha o tempo inteiro, paz e amor no ar e a beleza desses lugarejos que você não consegue imaginar que ainda existam nos dias de hoje. Mas o cansaço venceu a vontade de continuar explorando o lugar e resolvemos voltar para dormir um pouco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;O segundo dia foi reservado para conhecer o Parque Nacional e o Vale da Lua que, em minha opinião, foi o lugar mais bonito que já vi. Um lugar com pedras cortadas de tal maneira que nos remete à imagem que criamos da lua. Andar sobre aquelas pedras cinzas com cortes indescritíveis é uma sensação única. E logo abaixo uma piscina natural de água azul escuro e fria, demasiado fria. E nadando um pouco é possível entrar numa gruta escavada pelas águas e contemplar ainda mais o lugar. Dentro de uma das grutas caia uma cachoeira fortíssima que, em função da força das águas, fiquei contemplando da gruta anterior. E conhecemos algumas termas de igual beleza e simplicidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Bom, é realmente difícil descrever em palavras tudo o que vimos neste fim de semana. Mas é possível assegurar que não há nada mais belo que a natureza, ou mais forte. É incrível como nos sentimos lixo diante de tanta ostentação. É como se fosse um pecado, se não tivesse sido feito por Deus, tanta beleza. E nesses lugares, contemplando a natureza preservada é que nos sentimos mais próximos de uma força superior que criou tudo o que conhecemos. Porque não dá para imaginar que toda a beleza foi obra do acaso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;E, por falta total de condições de descrever tanta beleza, termino por aqui meu relato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115436629316231687?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115436629316231687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115436629316231687&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115436629316231687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115436629316231687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/07/chapada-dos-veadeiros.html' title='Chapada dos Veadeiros'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115434974608762806</id><published>2006-07-31T09:37:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T06:00:08.957-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fábio Mob'/><title type='text'>Runas</title><content type='html'>Uma das últimas cenas do último domingo do mês de julho em Campina Grande e que ocorreu dentro de um ônibus:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mãe, o que é runas?&lt;br /&gt;- Sei não.&lt;br /&gt;-Sabe sim, o que é runas?&lt;br /&gt;- Sei não.&lt;br /&gt;- Fala mãe, o que é runas?&lt;br /&gt;- Onde tu viu isso?&lt;br /&gt;- Ali. (Apontado para um poste e começa a ler): Irmã Luana ajuda a trazer a pessoa que você ama para seus braços através dos búzios, runas ou tarot.&lt;br /&gt;- O que é runas? Fala.&lt;br /&gt;- Sei o que é não.&lt;br /&gt;- É aquilo, né?&lt;br /&gt;-Nam!!!&lt;br /&gt;- É.... runas é aquilo!&lt;br /&gt;- Deixa de conversa menino, é não.&lt;br /&gt;-É!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino sentou todo feliz, crente de que runas é aquilo.&lt;br /&gt;Agora acredito que as crianças são “puras de coração”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115434974608762806?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115434974608762806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115434974608762806&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115434974608762806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115434974608762806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/07/runas.html' title='Runas'/><author><name>Mob</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115414737538617791</id><published>2006-07-29T01:28:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:59:51.550-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crica'/><title type='text'>A volta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E ele voltou. Olhar constrangido e sorriso ansioso no rosto. Não tocou a campainha. Parou em frente a porta, respirou fundo e usou a sua antiga chave. Olhou nostálgico para a mulher que descobriu ainda amar e ensaiou em voz alta um pedido de desculpas, seguido de uma declaração rabiscada de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela sentou. Suas pernas não agüentaram tamanha surpresa. Na sua mente, um turbilhão de emoção. Seu olhar era de espanto, não havia nenhum traço de paixão. Respirou pausadamente e fitou o homem que tanto amou. Ouviu as desculpas, a declaração de amor e mesmo atordoada conseguiu meigamente sorrir. Não guardava mágoa ou rancor, já não tinha vívida na memória as semanas de desespero. Ela simplesmente não se importava mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em respeito a tudo que viveram ela levantou, o abraçou e acalentou, e isso foi muito mais do que ele foi capaz de fazer quando a deixou. Sentiu ainda um vago aroma de canela, mas isso não a perturbou. Tomado pela emoção ele a apertou e infantilmente chorou. Ali, aninhado nela, novamente sentiu uma felicidade extasiante, tinha a ingênua impressão que tudo voltaria a ser como antes. Ela então se afastou e o observou, não precisou dizer nada, os sentimentos dela estavam estampados no rosto. Incrédulo, ele estancou seu pranto e desesperado novamente saiu pela porta. Ela continuou estática e séria, acompanhou os passos dele com o olhar até sumir de vista. Sentiu um enorme pesar por ele, mas assim era a vida real e ela não mais o amava, finalmente estava liberta. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115414737538617791?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115414737538617791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115414737538617791&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115414737538617791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115414737538617791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/07/volta.html' title='A volta'/><author><name>Crica B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10968314414457588537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4328/2369/1600/014.1.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115411390972110058</id><published>2006-07-28T16:10:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:59:41.651-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Múcio'/><title type='text'>Enquanto isso, no Oriente...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A saudade chegou mais cedo àquela manhã, e veio num dia de julho com chuva fina e frio ameno. No quarto, pelo vidro embaçado da janela, entrava uma pouca luz de dia recém-nascido, opaca e tímida. Os olhos do homem se abriram lentamente, e foram buscar do ambiente o costume, o ar, o pertencer. Aos poucos deu por si num lugar comum, algo que aos olhos não era estranho. Era sim, o seu quarto. O mesmo de todo o sempre, desde que passara a viver sozinho, num chalé de viúvo beirando a estradinha da Praia Velha. Pôs-se de pé com dificuldade vencendo com gemidos as dores de velho solitário. A estranheza visual deve ter sido à custa de um sonho que vinha tendo, e de tão real, quase se misturou à realidade, posto que a imagem do sonho era a mesma do quarto. De pé, perto da janela, ele deu uma espiada no que o “lá fora” apresentava, e viu que nada parecia diferente da véspera, de quando desligou o refletor, soltou o cão de guarda e se recolheu. De tudo parecer tão igual, demorou a se dar pelo que lhe ia no peito, e, bastou um rasante de beija-flor para sentir o clique mágico, o chamado inevitável das lembranças. Formou-se então um breve sorriso nos lábios que se escondiam entre a longa barba e bigode brancos, cultivados desde uma data muito peculiar. Escorreu as mãos entre os longos fios brancos lentamente, e mandou o pensamento voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pracinha de bairro era a imagem que viam agora seus olhos fechados, ocultando suas pupilas opaladas. Meninos correndo, uns a soltar pipas, outros com uma bola à frente dos pés descalços, suor escorrendo na testa, grudando nela umas mechas negras. Numa calçada adiante, duas amigas passeiam com seus bebês, e um quê de vida normal pulsa no ar. Sentados num banco, ele e sua esposa, mãos dadas, apreciando aquele instante de paz, num tempo em que se encontrava essa palavra no dicionário local. Desse dia, o homem também lembrou ter levantado do banco, ido num canteiro ao lado, colhido uma rosa e dado a Nashyila, sua jovem esposa, “dona de belos olhos violeta, e lábios com uma doçura inigualável”, como dizia uma cantiga de seu povo. Nashyila não lhe deu filhos, e viveram um amor bonito, entre as guerras e os períodos de paz que a vida ali lhes presenteou, até o dia em que ela foi chamada à casa do Pai. Ele costumava dizer que um sorriso de sua amada lhe valia mais que uma mina de ouro, e se, por obra Divina, ela morresse antes dele, se faria sozinho até chegar a sua boa hora, e, deixaria a barba ao tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nashyila se foi por obra de um câncer fulminante, e o pouco tempo de doente lhe poupou dores maiores. Dali em diante, como o pior triste, ele mudou-se para o Brasil, deixando para trás sua terra natal que lhe foi tão ingrata, lhe roubando tanto sangue. Escolheu um lugar junto ao mar, como era sua Tiro libanesa, e ali foi esperar que as voltas do relógio passassem moendo suas lembranças. Àquela manhã elas estavam mais fortes que o normal. Ainda de pé, na mesma janela onde vira o beija-flor, ele remoeu saudades de dias idos ao lado dela, olhos fechados, semblantes mutantes, sorriso de canto de boca, lágrimas furtivas. Saltou do muro das saudades apenas quando seu fiel cão de guarda latiu do lado de fora, então se deu por vivo e foi viver. Seguiu a sua rotina diária, do caminhar na praia cumprimentando os vizinhos, ao alimentar os pássaros que criava soltos. E como sempre, à hora mesma, depois do meio dia, ligou a televisão para as noticias de além-muro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem estava de pé frente à televisão. Na propaganda um cãozinho faz estripulias com seu dono, e o locutor fala ao fundo sobre as benesses de uma ração especial. Entra o noticiário, o apresentador dá contas sobre um crime banal, depois sobre a cotação do dólar, a previsão do tempo. Mais do mesmo, pensa o homem, ainda de pé. De repente o noticiário muda. Flashes de uma guerra. Um ataque. O velho pára. Vai sentando devagar, sem desviar suas pupilas azuis da tela. A legenda aponta o Líbano, a cidade de Tiro, ao sul daquele país, beirando o mar Mediterrâneo. Pasmo, ele busca nas imagens vestígios de algo seu. Reconhece de imediato a pracinha, a mesma das lembranças de há pouco. Agora não mais havia praça, escombros apenas. Esfregando os olhos, sequer fez força para buscar uma lágrima. Lágrimas não avisam na dor. Reviu seus melhores momentos ali, reviu Nashyila sorrindo, recebendo sua rosa, e reconheceu que os meninos que jogavam bola àquele dia, hoje estariam fatalmente mortos, ou, carregando os fuzis do terror. Fecham-se as cortinas, lágrimas num chalé da Praia Velha. Sangue numa praça em Tiro. Intolerância no coração dos homens. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115411390972110058?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115411390972110058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115411390972110058&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115411390972110058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115411390972110058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/07/enquanto-isso-no-oriente.html' title='Enquanto isso, no Oriente...'/><author><name>mg6es</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_qQ8G2Feeh1Q/TM3Vo82JQ_I/AAAAAAAAAt8/jo3A4R8HcvE/S220/varios+078.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115411399702404455</id><published>2006-07-28T16:00:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:59:18.802-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fábio Mob'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Especial'/><title type='text'>Para um roxo dia de sol...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);"&gt;Hoje estou fazendo minha primeira postagem aqui. Dizem que nunca é bom começar alguma coisa com as palavras dos outros, mas, quebrarei o protocolo e, minha primeira postagem será um texto do Caio Fernando Abreu (1948 - 1996). Escritor de prosa delicada e agressiva, freqüentemente confessional, muitas vezes transborda de emoção com a lembrança de uma amizade, de uma música ou poema, de um lugar. O texto que segue, foi um dos últimos inéditos que fora encontrado após sua morte. Caio morreu por complicações causadas pelo HIV. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Para um roxo dia de sol de fevereiro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este vazio de amor todos os dias: a cabeça pesada ao meio-dia, a boca amarga, um cheiro de sono e solidão nos cabelos, uma xícara de café bem forte espantando os arcanos da madrugada, e muitos cigarros, as roupas, o espelho, os colares, as pulseiras. Procuro e não acho. Mas saio para a rua todo de roxo, a barriga de fora.&lt;br /&gt;O sol bate forte na cabeça. O sol bate forte e reflete na calçada e dissolve o corpo em gotas pegajosas escorrendo nojentas e brilhantes pelos braços e pelas pernas por baixo do roxo até cair sobre o asfalto formando pequenas poças que logo se evaporam subindo pelos raios do sol cor de cenoura de fevereiro para novamente descer do alto despertando o suor roxo adormecido no meu corpo.&lt;br /&gt;E na esquina riem. Eu não ligo, mas riem e falam baixinho entre si, homens dispostos na calçada com as camisas abertas entre as verduras da tenda da esquina, os homens de pelos aparecendo pelas aberturas da camisa cochicham entre si e riem. Mas eu piso firme e ergo a cabeça e dentro do meu roxo caminho só-rindo entre as verduras e os cochichos, e ninguém entende: mas silenciam e principiam a rir baixo, apenas para eles, e não têm coragem de dizer nada. Eu passo por seu silêncio irônico e perplexo, a minha bolsa oscila, é como se o sol coroasse minha cabeça e ninguém soubesse ao certo se rir ou calar, de espanto, porque nunca naquela rua passou alguém coroado por um sol roxo de fevereiro.&lt;br /&gt;Depois são os corredores e as escadas e o balcão claro do bar e os grupos de pessoas que não distingo umas das outras, mas vou sorrindo, sou um projétil orientado até certo ponto, depois dele, e é agora o depois dele vou furando o desconhecido, violentando o mistério, vou penetrando no incompreensível, e sorrio para o inesperado, o corpo ereto projetado, e alguém me faz uma saudação oriental na porta de entrada e eu sorrio ainda mais largo: é alguém semelhante a um cão são bernardo, falta apenas o barrilzinho de chocolate, desses abençoados que riem o tempo todo e o tempo todo cantam e dizem coisas e soltam notas musicais por entre os pelos espessos da barba e do cabelo grande.&lt;br /&gt;E entro na sala e sinto que os olhares se debruçam sobre mim e cumprimento alguns e outros e não penso nada: gozo a glória deste momento e sei que brilho mesmo sem saber para onde vou. E tombo sobre a mesa e tento arranjar no rosto um ar compungido, qualquer coisa modesta e bucólica, à beira do perdão, um olhar no horizonte nas janelas do arquivo, para que me amem, para que se condoam, para que não se ofendam com meu sol de hoje.&lt;br /&gt;Mas hoje. Hoje não. É impossível perdoar no meio destas máquinas histéricas e destas pessoas que tão pouco sabem de si destas calças desbotadas do feltro verde do jornal mural das vozes que passam misturando marchas de carnaval john lennon e carlos gardel é impossível sofrer entre os telefones que gritam e o suor que escorre e as laudas numeradas e as pilhas de jornais e livros e a porta que vezenquando abre libertando vanderléias comerciais e meninos de roupas coloridas e ar desvairado.&lt;br /&gt;E hoje não. Que não me doa hoje o existir dos outros, que não me doa hoje pensar nessa coisa puída de todos os dias, que não me comovam os olhos alheios e a infinita pobreza dos gestos com que cada um tenta salvar o outro deste barco furado. Que eu mergulhe no roxo deste vazio de amor de hoje e sempre e suporte o sol das cinco horas posteriores, e posteriores, e posteriores ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115411399702404455?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115411399702404455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115411399702404455&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115411399702404455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115411399702404455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/07/para-um-roxo-dia-de-sol.html' title='Para um roxo dia de sol...'/><author><name>Mob</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115393323107695879</id><published>2006-07-26T13:47:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:58:56.510-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fábio Rosk'/><title type='text'>O Choro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/images/1634_iraqueg/317102_iraque2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/images/1634_iraqueg/317102_iraque2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="bodytext"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/1634_iraqueg/page3.shtml"&gt;&lt;span class="bodytext"&gt;Um menino chora à cabeceira da cama de seu irmão depois de um militante suicida detonou um carro-bomba diante de uma papelaria que fazia fotocópias em Al-Jamiyah, em Bagdá.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="bodytext"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Chora menino, chora.&lt;br /&gt;Chora o choro de lágrimas não derramadas.&lt;br /&gt;Chora meu menino.&lt;br /&gt;Chora porque você pode chorar.&lt;br /&gt;Chora porque a tua dor é maior que a minha, chora.&lt;br /&gt;Chora e se purifique desse sentimento.&lt;br /&gt;Mas nunca deixe de sonhar.&lt;br /&gt;Chora meu menino, porque o choro vai te ensinar.&lt;br /&gt;Chora por esse mundo irreal de mortes.&lt;br /&gt;Chora por esse mundo desleal de dor&lt;br /&gt;Chora pela morte do seu irmão.&lt;br /&gt;Chora porque você não tem culpa disso.&lt;br /&gt;Chora por esse mundo corrupto e sujo.&lt;br /&gt;Chora por essa guerra imunda.&lt;br /&gt;Chora por esses desejos absurdos.&lt;br /&gt;Chora por essas pessoas.&lt;br /&gt;Chora meu menino, chora.&lt;br /&gt;Assim aliviará a tua dor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115393323107695879?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115393323107695879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115393323107695879&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115393323107695879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115393323107695879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/07/o-choro.html' title='O Choro'/><author><name>Fábio Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://img410.imageshack.us/img410/1174/roscaxd1.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115384090331337001</id><published>2006-07-25T12:19:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:58:35.727-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>Juca</title><content type='html'>&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Juca era um desses caras boa vida. Não era chagado a trabalho ou compromissos. Não tinha emprego fixo ou dinheiro no bolso. Vivia como Deus deixava, na casa de um e de outro. Isso quando não dormia nos bancos da praça. Nunca foi um cara muito bem visto na cidade, mas também nunca foi desonesto. É o tio que não deu certo de qualquer família. Mas ele tentava. Suas paixões eram o samba, a boemia e Maria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Maria era uma dessas moças de família, com vida regrada, missa aos domingos e telenovelas. Ah como ela gostava! Passava suas noites em frente ao televisor, imaginando como seria a vida das artistas, beijando aqueles galãs todos e vivendo no glamour das celebridades. Mas Maria era tida como moça pura e não dava bola a nenhum marmanjo. Ainda mais com o pai, coronel bravo, que vigiava os passos de qualquer moço que tentasse graça com sua pequena.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Mas Juca, como todos sabiam, era louco por Maria. Tentou de tudo: bilhetes, recados, teatro na praça, flores roubadas do cemitério e o escambal. Mas Maria nem o notava, coitado!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;E Juca pensou e pensou numa maneira de chamar sua atenção. Um belo dia, numa roda de samba, entre uma cerveja e outra, seu amigo Mário o perguntou: “Juca, porque você não faz uma serenata para Maria?”. E não é que Juca gostou da idéia?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;O problema era fazer a tal serenata num dia que pai não estivesse em casa porque, de outra maneira, uma bala de sal no traseiro era certa! E lá vai Juca observar a vida na fazenda de Maria. O amor era tão grande que Juca resolveu trabalhar na fazenda só para saber em que dia da semana o coronel, viúvo há 5 anos, sairia para afogar suas mágoas e virar homem nas mãos das mulheres que sabem fazer todo homem ser grande.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;E assim foi. Sabendo que toda sexta-feira o caminho estava livre, Juca combinou com Mário que a serenata seria na sexta próxima. Só que Juca, vaidoso que só, não queria cantar qualquer samba. Tinha que ser algo que realmente expressasse seu amor por Maria. Então resolve compor seu samba.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Com aquele português clássico de cais do porto e uma voz de gato no cio, Juca se prepara para o grande dia. Não foi trabalhar, tomou banho e encheu a cara para tomar coragem e cantar bem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Já eram mais de 11 horas da noite quando Juca chega para cantar. Maria, moça de família, há tempos já tinha ido dormir. E Juca começa a cantar e cantar. Maria, dormindo, nada ouve. Só que o Coronel, meio gripado, resolveu não sair naquele dia e ouviu a tal cantoria. Já irritado, percebe que Juca, o tal Juca, estava tentando cortejar sua pequena. E não se fez de rogado: ligou para seu amigo, Pereira, delegado da cidade, para acabar com aquilo tudo. “Ou então eu meto bala”, vocifera o Coronel!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;E Juca lá, todo empolgado, cantando com sua voz de gato no cio, não percebe quando chega a viatura...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;- Teje preso cabra safado! Onde já se viu cantar na janela de moça de família?&lt;br /&gt;- Mas seu delegado, só estou tentando ganhar minha Maria.&lt;br /&gt;- Nem mas nem meio mas. Aqui na minha cidade a lei tem que ser cumprida. Cala boca e entra na viatura meliante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Juca muito esperto, tenta convencer o delegado que a prisão não era válida. Desde quando alguém é preso por cantar? Tudo bem, o terreno é privado, já eram altas horas. Mas ser preso era um pouco demais...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;              &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;- Vamos cabra! Entra na viatura.&lt;br /&gt;- Seu delegado, não podemos conversar um pouco? Desde quando o amor é crime ou o samba é pecado?&lt;br /&gt;- Meu amigo, a questão não é essa. O senhor invade o terreno dos outros, do CORONÉ, uma hora dessas, fica fazendo essa cantoria horrorosa, sambando na frente da janela alheia, e quer que o faça o que? O homem é bravo! Ou vai em cana ou leva bala!&lt;br /&gt;- Delegado, o senhor pode ser bamba na delegacia, mas o senhor nunca fez samba e nem conhece Maria. Vamos fazer o seguinte: vamos tomar umas, bater um sambinha de mesa e conversar um pouco mais. Hoje é sexta-feira, não vai ter crime para o senhor resolver.&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Vamos lá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;E lá vão os três: Juca, Mário e o delegado, fazer samba e boemia. Maria? Roncando que nem uma porca daquele jeito não acordaria nem com a terceira guerra mundial. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;O samba que Juca cantou pro delegado?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;            &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Juca foi autuado em flagrante como meliante&lt;br /&gt;Pois sambava bem diante da janela de Maria&lt;br /&gt;Bem no meio da alegria a noite virou dia&lt;br /&gt;O seu luar de prata virou chuva fria&lt;br /&gt;A sua serenata não acordou Maria&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;                &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Juca ficou desapontado declarou ao delegado&lt;br /&gt;Não saber se amor é crime ou se samba é pecado&lt;br /&gt;Em legítima defesa batucou assim na mesa&lt;br /&gt;O delegado é bamba, na delegacia.&lt;br /&gt;Mas nunca fez samba nunca viu Maria&lt;br /&gt;O delegado é bamba na delegacia&lt;br /&gt;Mas nunca fez samba nunca viu Maria&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Juca - Chico Buarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115384090331337001?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115384090331337001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115384090331337001&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115384090331337001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115384090331337001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/07/juca.html' title='Juca'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115349335713383657</id><published>2006-07-21T11:48:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:58:31.506-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>Autismo</title><content type='html'>&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Entre a lembrança do que foi bom e viver por comodismo, fico entre a saudade e a vontade. Porque alguns são do tipo que sonha. Outros realizam. Eu sou legislador de sonhos, porque vivo a eterna fantasia do que eu poderia ser, evitando a realidade do que não sou. Não tenho coragem de quebrar as regras e seguir sonhos, porque meu limite é legislar. E por isso, a fantasia me completa, tornando as coisas mais frustrantes mas menos insuportáveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Não há espaço para a vida que pretendi, porque a vida real me levou para a antagonia dos meus sonhos. Na realidade eu evitei trabalhar os sonhos em troca de qualquer tipo de sucesso. Porque alguns nascem com sorte e outros com talento. Mas existe uma fatia do mercado de pessoas que não têm sorte ou talento. Nela me incluo. Torno os dias ternos na eternidade dos meus sonhos. Entre o público e o privado. Entre a cama e o travesseiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;E entre e realidade e a fantasia, sigo evitando a verdade, porque não acredito nela. Na verdade a mentira é a maneira de encontrar um caminho suportável, quando a vida é um lamento. Eu não lamento o que eu faço, mas prefiro acreditar que o que deixei por fazer não é débito meu, mas crédito da vida que me ofereceram.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Mas eu, legislador de sonhos, tenho a possibilidade de viver o que quero, num mundo autista e reservado, onde sou aquilo que não posso, existo na medida do impossível e realizo aquilo que desejo. Porque há distância entre intenção e gesto, concreto e abstrato e, no mundo real, sou o oposto do abstrato, tentando ser concreto e confundindo pensamentos, desejos e vontades. Mas vivendo como posso e, nem sempre, como quero.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;E na tenuidade das verdades, sigo numa linha imaginária, onde tudo que pretendo é continuar, na medida do possível, suportando a dor de qualquer vida medíocre, onde os momentos de alegrias são geralmente suplantados pelo dia-a-dia. Meias-verdades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Enquanto sigo com as minhas verdades, ou falsas mentiras e meias-verdade, vou descobrindo todo dia que hoje é só um acontecimento irrelevante, entre a mediocridade e o autismo, no meu mundo secreto e particular, onde posso tudo que desejo e realizo as minhas vontades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115349335713383657?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115349335713383657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115349335713383657&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115349335713383657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115349335713383657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/07/autismo.html' title='Autismo'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115334238204001614</id><published>2006-07-19T17:51:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:58:13.384-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>Um caso de amor</title><content type='html'>&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Passei de carro esses dias na rua que o Renato Russo morou. Fiquei observando os detalhes, e tentando imaginar sua vida ali, naquele ponto do planeta, distante do resto do mundo, num tempo onde as coisas aconteciam na velocidade da imaginação. Pensei em seus vizinhos, amigos, amores secretos e como era sua vida como um adolescente, em plena ditadura militar, na capita federal. Devem ter sido dias difíceis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Eu conheço muito da vida e da história do Renato, porque li muito a seu respeito. Depoimentos do próprio, da família, dos amigos. Enfim, não posso me dizer um especialista, mas conheço bastante. E mesmo vivendo aqui em Brasília nos tempos da Internet, onde conhecer uma música está ao alcance de um clique, fico imaginando suas tardes em casa, entediado, ouvindo seus discos e fazendo seus planos para sua futura banda de rock. Engraçado sonhar. Eu vivo sonhando com minha banda, mas ele foi além: tornou seu sonho realidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;E fico imaginando ele conversando com seu jeito agitado e apressado de falar. Conversando com Marcelo Bonfá, Herbert Vianna, Ico Outro-preto, André Pretorious, Fê Lemos e tantas outras, hoje, lendas do rock. Quais eram os papos? Onde eram os points? Não os oficiais, que todo mundo conhece, mas aqueles lugares secretos para fumar um baseado ou curtir com uma garota.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;E viajo nesses pensamentos, num misto de saudade do que não vivi e inveja dos anônimos que, ignorantes do futuro, seguramente não valorizaram aqueles momentos. A tia de um amigo meu de Brasília foi a paixão do Renato por muito tempo. Qual o sentimento dela, hoje, diante desse passado? E os amigos anônimos, onde estão? O que fazem?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;As noites frias e desertas de Brasília. Na praça dos três poderes tem uma tocha no alto de um monumento que agora me falta o nome. Passei por lá de madrugada e vi um grupo de jovens lá em cima, fumando alguma coisa que provavelmente era maconha. Não pude deixar de ver ali o Renato e sua turma, batendo papo e viajando na onda do THC. Em frente ao congresso há um enorme campo verde. Ali os jovens se reúnem para tocar violão e curtir a música. Da mesma forma, não há como não pensar nos caras tocando as preferidas, flertando com as gatinhas e curtindo aqueles momentos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;E o Renato monta sua banda. Aborto Elétrico. Quais eram as expectativas dos músicos? Serem famosos sim, mas em que dimensão? E os ensaios? E os momentos de composição das letras e dos arranjos? São muitos detalhes perdidos entre o oficial e a realidade. Fico aqui encafifado tentando viver isso tudo. Mas não dá!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;O primeiro show dos caras, no “Só cana”, que hoje nem existe mais, deve ter sido visto com desprezo pela maioria. Eram um bando de filhinhos de papai revoltados com o sistema. E depois vieram os shows e o reconhecimento local. E a banda acaba e Renato vira o Trovador Solitário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;E eu acho que ali ele deixou de ser o filhinho de papai revoltado com o sistema e se tornou Renato Russo. Misturou rock com folk, num estilo próprio e ainda exclusivo desse lado do atlântico. Mas não era o bastante: ele queria ter sua banda de rock.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Só que entre todas essas fases há uma série de momentos, digamos, normais. Acordar, dormir, andar pelas ruas, dar aulas de inglês, estudar, etc. Só que eu acho que em nenhum momento ele se separou da música. Nem dos amigos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Mas o resto é história. Mas não consigo de parar de pensar, cada vez que passo em certos lugares, que ele andou por ali enquanto pensava em um monte de coisas, dessas que a gente pensa enquanto anda pelas ruas. E com sua turma de revoltados, mudou para sempre a cara do rock brasileiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Acho que é por isso que estou gostando tanto de Brasília!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115334238204001614?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115334238204001614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115334238204001614&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115334238204001614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115334238204001614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/07/um-caso-de-amor.html' title='Um caso de amor'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115321975113532939</id><published>2006-07-18T07:41:00.001-03:00</published><updated>2007-03-20T05:58:06.797-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo'/><title type='text'>O Luciano</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;O Luciano era um cara estranho... no colégio particular em que ele e mais outro tanto de pré-adolescentes filhos de classe média estudavam sempre era aquele menino que não fazia parte de nenhuma turma. Era solenemene ignorado pelo pessoal descolado. Afinal, com aquele visual "camisa-pra-dentro-da-calça" e tênis antiquados, sem falar da postura, mais antiquada ainda, passaria sempre longe dos ícones de popularidade do colégio. Com os CDFs, por outro lado, tinha uma relação um pouco mais amigável, ainda que fria. Apesar do rendimento medíocre na maior parte das disciplinas, o Luciano escrevia extremamente bem (ou pelo menos era o que dizia o professor de Redação, um dos poucos que sabia seu nome, e ao qual os alunos em geral não davam lá muita atenção) e tinha notas invariavelmente altas em História, Geografia e Literatura. Isso o aproximava um pouco da turma que disputava praticamente aos tapas os assentos mais próximos do professor, ainda que ele próprio sentasse sempre sozinho no fundo da sala. Às vezes era mesmo confundido com um dos bagunceiros; grupo animado e propenso a brincadeiras fora de hora, sempre ali pelo fundo dando trabalho a professores e coordenadores. Mas uma olhada um pouco mais atenta permitiria logo perceber que aquele menino magro, de olhar tristonho e cabeça sempre baixa definitivamente não tinha o perfil de alguém que bagunçasse numa sala de aula. Na verdade, de alguém que já houvesse bagunçado onde quer que fosse alguma vez na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas lá vinha o Luciano, o velho walkman já meio arrebentado na mochila, escutando no ônibus a caminho da escola a fita cassete que acabara de gravar... Era de uma banda estranha. Uns sujeitos que falavam dos males do mundo, mas que o faziam por meio de um som tão melodioso e agradável que era prazeroso ouvi-los. As letras das músicas, em Inglês, ele havia conseguido aqui e ali, já sabia quase todas decoradas. Eram estranhas... depressivas muitas delas... mas faziam pensar... igual ao livro que lia agora, cheio de anotações e pedaços de papel de caderno marcando os trechos mais importantes. Nele alguém explicava, numa linguagem às vezes complexa demais pra uma cabeça de 15 anos que mal começara a desvendar o mundo, que a liberdade é, no final das contas, um fardo cujo peso aqueles que em algum momento de suas vidas davam-se conta da existência, tinham de carregar. O Luciano já havia lido dezenas de vezes este trecho. E lia uma vez mais agora... e já se pegara pensando algumas vezes se afinal seria vantajoso ser livre, ou se o melhor - e menos doloroso - seria a vidinha de todo dia, tentando a todo custo criar laços afetivos com quem nem mesmo o queria perto. Fechou o livro vagarosamente, tirou os fones e olhou com ar distraído pela janela. Aquela gente dos livros que pegava com frequência na biblioteca vivia falando dum mundo enorme, tão cheio de complexidade. E ele, o Luciano, queria tanto poder falar com quem quer que fosse sobre as coisas que lia, escutava e adivinhava... Sim, porque muitas das idéias que tinha eram mais adivinhadas que lidas. Vinham assim, chegando meio como quem não quer nada, e quando o Luciano menos esperava, ele simplesmente "sabia" como as coisas eram. É que agora, enquanto via aquele mundo de rostos sem expressão indo e vindo logo ali fora, ao alcance duma janela, sentia uma necessidade desesperadora de buscar alento no outro... fosse o outro o pai... o melhor amigo... ou mesmo o professor de Redação a quem ninguém dava tanta atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas era um alento que, apesar de tão novo, o Luciano já tinha plena consciência de que não teria. Acostumara-se já ao risinho condescendente da professora de educação religiosa (disciplina teoricamente importante no colégio católico em que estudava) quando tentara por algumas vezes expor suas dúvidas e incertezas. Da mesma forma como acostumara-se ao gosto amargo das negativas das meninas por quem as paixões juvenis fizeram o coração bater um pouco mais forte, cheio de sonhos. No início ainda sentia um calor subindo-lhe pelo rosto e avermelhando as bochechas quando, durante a formação de equipes para os trabalhos escolares, percebia de um a um os colegas sendo escolhidos e ele, o Luciano, sempre ali, entre os últimos (muitas das vezes "o" último). Já desistira dos esportes... era sempre o mais espancado em todos os que tentava tomar parte.  E isso sem falar da zombaria morna do dia-a-dia por causa das músicas que escutava... dos livros que lia... das coisas que - cada vez menos - dizia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim... em alguns minutos o Luciano desceria do ônibus. E, como em todos os outros dias, começa a lhe subir o mesmo calor pelo corpo, o mesmo afoguear nas bochechas. E era sempre como se ele saísse - cada vez menos à vontade por ter de fazê-lo - do mundo admirável dessa gente que parecia oferecer respostas a todas as suas inseguranças e angústias, pra entrar em um em que não o entendiam, nem tampouco aceitavam. É... o Luciano é mesmo um cara muito estranho! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115321975113532939?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115321975113532939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115321975113532939&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115321975113532939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115321975113532939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/07/o-luciano.html' title='O Luciano'/><author><name>Leonardo Caldas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01290354212007710933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img400.imageshack.us/img400/5233/slack10b9oc.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115314324929772213</id><published>2006-07-17T10:33:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:57:55.136-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>Tédio (com um T bem grande pra você)</title><content type='html'>&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Ontem a tarde, depois de ficar no hotel o fim de semana todo, resolvi dar uma volta em Brasília. Peguei o carro e fui em direção ao Lago Norte, encontrar com um amigo que mora por lá. Depois de pegá-lo, resolvemos dar um pulo em um pub irlandês da 409 sul. Fechado. Fomos em outro bar, na 303 sul. Fechado. Rodamos a asa sul em busca de alguma diversão regada a álcool, mas a cidade resolveu não ajudar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Na verdade comecei o texto falando sobre a tentativa de diversão em Brasília num domingo à noite para, na verdade, falar sobre Renato Russo. Conversando com esse meu amigo a gente entendeu de onde o Renato tirou inspiração para escrever as letras da primeira fase da Legião. Caramba, rodamos mais de duas horas e não encontramos nada para fazer! E isso me lembrou a música anúncios de refrigerante, que acabou de ser estragada (gravada) pelo Capital Inicial:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;“E chega o fim de semana e todos se agitam, sempre a procura de uma festa. Os carros rodam enquanto se tem gasolina e ninguém nunca agita nada...” &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;E ontem foi exatamente assim conosco. Rodamos enquanto tinha gasolina procurando uma festa. No fim das contas encontramos algo para fazer, na mesma quadra e na mesma asa...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;E outra coisa interessante aqui em Brasília, para mim que sou fã do BRock, é passar pelos lugares que eu tanto ouvi nas músicas da Legião Urbana. “Parque da Cidade”, “Conjunto Nacional”, “Eixão”, “Taguatinga”, e tantos outros lugares que fazem parte das músicas que embalaram minha juventude. Não posso dizer ainda que minha relação com Brasília seja de amor e ódio. Estou morando aqui por apenas um mês e ainda não posso concluir nada além de estranheza.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Aqui é o oposto do conceito de cidade. Não tem cachorro vira-latas na rua, gato atrás de rato, gente. Não tem uma viv’alma para pedir informação quando se está perdido. Bem verdade que uma vez entendido o esquema de direção por aqui, fica difícil se perder. Mas é tudo muito esquisito. Você percorre, 40 ou 50 quilômetros como se fosse ali na esquina. Só que aqui não tem esquinas. Eu não me canso de falar que aqui não tem esquinas. Mas não sei explicar o que é uma cidade sem esquinas, apenas vejo e acho estranho. Da mesma forma, não tem ladeiras. É tudo plano. Chega ser tedioso em alguns momentos. E além de tudo isso, estamos na estação da seca. Umidade do ar beirando os 30%. E ainda por cima um frio de rachar. Temperaturas em 10 graus. Respirar aqui é um problema: o nariz arde, os olhos ardem, a boca racha. Da outra vez que tive aqui reclamei da ausência disso tudo em Brasília. Me lasquei, porque peguei tudo em dobro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Um outro pensamento que tive, enquanto voltava para casa, depois de deixar meu amigo no Lago Norte, foi o de estar dirigindo na capital federal. Não sei quanto a vocês, mas eu nunca imaginei que um dia teria a vida que levo. Sempre fui um cara de classe média, mais pra baixa que pra média, cujos objetivos sempre se resumiram em conseguir um bom emprego em Salvador e, quem sabe um dia, fazer algumas viagens pelo Brasil. Mas ontem eu estava na L4 sentido sul, com o Congresso Nacional do lado direito e o Lago Paranoá do outro lado. E naquela hora eu tive aquele sentimento de deslumbramento que é pouco comum em mim.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Naquela hora eu pensei comigo (enquanto tocava vento no litoral da Legião): caralho, estou dirigindo em Brasília. Estou morando em Brasília. Cara, olha o eixão, olha o congresso... E fiquei ali, com um olho na pista e outro sonhando aberto. Isso acontece sempre que tenho a oportunidade de dirigir, sem me perder, em outra cidade. Lembro do dia em que voltei de Gramado para Porto Alegre. Cara, eu nunca na vida pensei que conheceria gramado, muito menos na semana de cinema e, ainda por cima, dirigindo.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Não q’eu seja um apaixonado por carros. Longe de mim. A verdade é que não gosto de dirigir. Mas gosto de dirigir carros inéditos e em cidades estranhas. Em minha cabeça passam muitos pensamentos, porque eu jamais me imaginei conhecendo tantas cidades, morando em tantos lugares, dirigindo para lá e para cá. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Bom, fico por aqui. Já chega de deslumbramento. Aguardem a viagem que vamos fazer para a Chapada dos Veadeiros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115314324929772213?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115314324929772213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115314324929772213&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115314324929772213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115314324929772213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/07/tdio-com-um-t-bem-grande-pra-voc.html' title='Tédio (com um T bem grande pra você)'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115294070294214216</id><published>2006-07-15T01:29:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:57:37.883-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Melina'/><title type='text'>Um caso de acaso</title><content type='html'>Mais um gole de vinho em minha taça, para apreciar o espetáculo. Ela dormindo. O corpo miúdo encolhido na grande cama de casal. Dorme em posição de concha, minha menina. Suas pérolas castanhas escondidas sob as pálpebras. Os cabelos longos e vibrantes, ainda acordados, espalhados. O peito subindo e descendo num ritmo regular, lento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu ali, mero expectador, sentado na beirada da cama. O rosto vermelho, o corpo quente como quando com febre, taça de vinho na mão e um sorriso estúpido no rosto. Fazia tempo que a gente se conhecia, pensei tomando o último gole da bebida e pegando um maço de cigarros no bolso da camisa que estava no chão, aos meus pés. Era um dia parado, daqueles em que você não quer fazer nada a não ser tragar alguma esperança alheia. Olhei para o cigarro em minhas mãos com reprovação. Ela odiava quando eu fumava, exceto quando estava lendo. Aí não se importava com nada! Os pensamentos voaram para aquela tarde chuvosa de quarta feira de quando a gente se conheceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá estava eu, cigarro na boca e ausência de sapato nos pés. Ela estava sentada num banco de esquina, lendo. Passava constantemente a mão na nuca, levantava os cabelos, se encolhia de frio. E eu só pensava como diabos uma pessoa conseguia ler assim, tão incomodada com o clima ou algo mais. Parei. Sentei. Perguntei. Fui completamente ignorado. Ela nem sequer olhara para mim ou para meus pés descalços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando mais de perto, tinha os olhos vidrados na leitura. O resto do corpo havia se desprendido dos olhos, da parte do cérebro que absorvia aquelas palavras miúdas numa página amarelada. O resto do corpo se importava com o frio, com o tempo nublado, com a posição desconfortável num banco de praça. Mas não aqueles olhos. Eu só observava admirado, até que uma neblina inconveniente começou a cair. Quando a primeira gota caiu certeira na página que ela lia, a adorável desconhecida deu um pulo que, admito, me assustou. Eu, pobre inocente, caí do banco de susto, justo com a bunda no chão. Meu cigarro, também caído, jazia encharcado numa poça d’água. Senti-me mal com o afogamento. Por muitos anos o cigarro tinha sido meu maior amigo. Olhei para ela, ressentido. Tudo em mim gritava “assassina”. Ela devolveu o olhar, com uma expressão culpada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parou em frente a mim, perguntado se estava tudo bem e estendendo a mão para eu levantar. Sua voz ecoou por alguns segundos em meus ouvidos. A chuva engrossava e ficava difícil ouvir. Fiquei atordoado, completamente mudo: um inútil sentado no chão. Ela suspirou, meio impaciente. Escondia o livro por baixo da blusa de algum tecido grosso que não sei o nome. “Vem”, chamou segurando minha mão, “Eu te pago um café”. Esqueci de dizer que cafeína era o que eu menos precisava, graças às minhas noites insones, até ser arrastado para uma confeitaria próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentamos, molhados. Ela sorridente. Eu ainda mudo. “Então, qual é o seu nome?”, ouvi. “Eu... Hm... Ah...”, respondi. “Tudo bem, esquece. Isso não importa. A gente provavelmente nunca mais vai se ver mesmo”. “É Jonas”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115294070294214216?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115294070294214216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115294070294214216&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115294070294214216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115294070294214216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/07/um-caso-de-acaso.html' title='Um caso de acaso'/><author><name>Melina</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115282474195052825</id><published>2006-07-13T18:03:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:57:24.636-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Czarina'/><title type='text'>Do sonho</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu estava, como muitas vezes estou (o cenário dos meus sonhos se repetem e alternam), num lugar semelhante à uma casa de lembrancinhas no Chile, mas que evidentemente não era uma loja de suvenires, uma vez que tinha sofás e pessoas sentadas neles, bebendo e conversando, mas não conhecia todas elas.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Das que eu conhecia, faria sentido se fossem o Jota, a Carola, a Zettler e o Pirilampo, que tinham estado bebendo na minha sala algumas horas antes, mas não posso dizer que eram, veja bem, eu já não me lembro muito bem, mas creio que a Karen talvez estivesse.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Havia um rapaz, e ele me mostrava truques com cartas, não sei se de baralho ou tarô ou de outro tipo qualquer, mas quando ele as pôs sobre a mesa eu derrubei vinho tinto sobre elas e elas ficaram manchadas e o garoto ficou bravo só que ficou por isso mesmo.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Depois estávamos sentados, ele no sofá e eu no chão, e ele me espezinhava, mas de um jeito amoroso, como o fazem os namoradinhos de terceira série, e roubou a presilha do meu cabelo, coisas assim, até que a pessoa do meu lado disse “pára de ser chato, as cartas nem mancharam, era sangue do diabo” (para quem não teve um kit de química quando era criança: sangue do diabo é uma substância vermelha e que vai perdendo a cor até sumir) daí me levantei para ver, mas era mentira, as cartas estavam manchadas de verdade e eu fiquei um pouco mal por causa disso e quis lavá-las, assim o sujeito parava de me espezinhar ou me espezinhava do jeito correto, pelo menos.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Daí levei as cartas para a cozinha, que era toda branca e sobre o tanque haviam duas bacias. Uma delas estava cheia de imãs brutos e brilhantes flutuando na água (tinha uns dentro da pia, mas pus esses na bacia também) e quando eu mexia em um, todos se rearranjavam num balé aquático magnético e eu me distraí olhando para eles por um tempo. Na outra bacia, um monte de pedras coloridas e polidas, daquelas que se vendem muito em lojas de suvenir, o que faz bastante sentido, pensando agora.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Depois disso tudo me lembrei que realmente queria lavar aquelas cartas e lavei mas elas ficaram encharcadas, as 2 primeiras, então fui até a parede que estava cheia de cartazes e colei elas lá pra secar. Eu ia voltar ao tanque para lavar o resto, mas apareceu uma menina de casaco bege e ela tirou um cigarro da minha mão, que apareceu quando eu não estava olhando, só que ele não estava aceso e ela perguntou por que eu não tinha isqueiro.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu acordei no quartinho pensando “ora puxa vida, que sonho mais louco”, e queria dormir mais só que havia um computador do lado da cama e minha mãe digitava nele enquanto minha avó e minha tia reviravam o armário em busca de um casaco.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;E então eu estava na garagem do prédio, que estava cheia de carros – podia não estar, as pessoas tiram às vezes os carros das garagens. A garagem em certo ponto virava a cozinha e eu lembrei que queria muito mesmo lavar aquelas cartas, assim sendo lavei mais duas no tanque, mas elas não eram mais de baralho nem de tarô ou do que quer que tinham sido a princípio, agora eram cartas “supertrunfo” com atores de um seriado que eu costumava assistir e já não filmam mais, e eu achei aquilo esquisitíssimo, como era de se esperar, enquanto ia até a parede dos cartazes para colar essas novas duas cartas, se é que não eram as mesmas, pois as velhas já não estavam lá e torci para que a garota do casaco não viesse de novo, porque eu precisava lavar aquelas cartas de verdade, mas – batata – lá estava ela outra vez e tirou outro cigarro da minha mão e este também não estava aceso, por isso ela perguntou novamente pelo isqueiro, mas como ela ainda estava fumando o outro cigarro eu lhe disse que acendesse com a bituca, e foi o que ela fez.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Acordei, e estava aquela algazarra no quarto e de onde diabos tinha vindo aquele computador, nunca teve computador na casa da minha avó, e acho melhor levantar porque estou com a boca meio seca e o sol já vai alto. Daí acordei de verdade, puta merda, que coisa estranha, sonhar que acorda no lugar em que se está dormindo, um sonho cebola e é claro que ainda era noite e não havia computador algum, muito menos minha mãe, que a esta altura está em algum lugar de minas gerais se afogando em queijo e doce de leite ou ao menos dormindo sobre uma pilha deles, mas a única diferença aparente é que fora do sonho as coisas estavam como é obvio que elas deviam estar, se bem que no sonho era perfeitamente natural então – pois bem- só falta acordar de novo.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas só levantei e fui até o banheiro, acendendo a luz dei de cara com o relógio de pulso do meu avô, que ele deixou sobre a pia e é claro que eram exatos 5:55 da manhã, porque toda vez que eu olho no relógio é um horário de números repetidos. Não que haja qualquer relação entre eu e o tempo, cada relógio conta seu próprio tempo. Isso é só entre eu e eles.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;----------&lt;br /&gt;90% sonho de verdade&lt;br /&gt;10% poliéster.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115282474195052825?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115282474195052825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115282474195052825&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115282474195052825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115282474195052825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/07/do-sonho.html' title='Do sonho'/><author><name>A czarina das quinquilharias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115263915436213316</id><published>2006-07-11T14:31:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:57:16.954-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Múcio'/><title type='text'>Mais com menos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E fosse chuva, dezembro ou carnaval, o menino estava lá. Chegava cedo, vindo não se sabe de onde. Certo é que chegava. O traje mesmo de cada dia, calção roto, camisa puída, olhar de senão. Seu porte mirrado não se deixava levar pelas provocações dos maiores, se impunha, sempre. Certos carros modernos, de tão altos, lhe dificultavam o acesso. Mas era certo, no fim de cada dia, sobrar um trocado, e a barriga enganada. Noitinha feita, sumia o menino pela larga avenida para só voltar no outro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então veio um julho de chuva, e uma certa manhã sua. O menino tremia encobrindo as mãos com a camisa mesma. Já passava das dez, e todos os carros acharam por bem não abrir seus vidros. A fome foi aumentando. Amigos do lado recorreram ao “lírio”, mas o menino não quis. Veio um carrão, parou. Ele estendeu a mão dormente e fria, e levou um grito, e um safanão. Recolheu-se triste num canto. Tempinho depois, voltou. Parou outro carrão. Repetiu-se a cena, mas, invés de safanão, alguém lhe acariciou a cabeça, e disse não ter uns trocados. O menino voltou pro seu canto, mas levou no rosto um sorriso de prato cheio. Chegou a hora do pseudo-almoço, e nada de pingar uns trocados. Arriscou num último carro. Uma senhora com cara de vovó parou, abaixou o vidro, e disse ternamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“oh, meu querido, desculpe, mas não tenho nenhuma moedinha, aqui...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele replicou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ah, vó... então passa a mão na minha cabeça...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115263915436213316?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115263915436213316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115263915436213316&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115263915436213316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115263915436213316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/07/mais-com-menos.html' title='Mais com menos'/><author><name>mg6es</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_qQ8G2Feeh1Q/TM3Vo82JQ_I/AAAAAAAAAt8/jo3A4R8HcvE/S220/varios+078.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115222810469630458</id><published>2006-07-08T00:15:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:56:45.015-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Baiano'/><title type='text'>Valente.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3802/382/1600/gurgel.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3802/382/320/gurgel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Era um homem de poucas manias, mas insistia em manter o seu Gurgel 82. Bem verdade que o carro já houvera sido completamente trocado, peça por peça, com a possível exceção do chassi. Mas quando isso é feito aos poucos, não se sente.&lt;br /&gt;À época da faculdade, ainda, quando conseguiu juntar grana da mesada e de uns softwares que fazia, eventualmente, em Clipper, para algumas empresas, comprou o carro. Usado, mas ainda quase novo. Mal tinha dinheiro para colocar gasolina. Quando a idade veio para o pobre carro, e algo que não impedisse de andar quebrava, quebrado permanecia. Não por falta de cuidado, mas por falta de recurso.&lt;br /&gt;Nisso, ia que o carro não tinha o retrovisor interno, que a porta do motorista era amarrada com duas cordas (no dia que caiu, o fez no meio da Paralela, e por pouco não causa uma tragédia maior). Entrava-se pela porta do carona. A lâmpada interna não ligava, a terceira marcha, das quatro, não funcionava. Era uma grande coisa administrar as oitocentas cilindradas da segunda para a quarta.&lt;br /&gt;Os pneus rodavam sempre carecas - quando não tinham mais jeito, comprava pneus usados no borracheiro. Cada vez um ou mais faróis não estavam funcionando, ou os piscas. Até sem freio, também, andava. E isso tudo sem falar nos barulhos, nos rasgos do estofado, manchas nos plásticos, no porta luvas que abria quando a roda batia num buraco, dando um susto em eventuais caronas desavisados, na fumaça, na falta dos tapetes, e tantos outros detalhes e idiossincrasias justificadas do Gurgelzinho velho de guerra.&lt;br /&gt;Chamava-o de Valente, e eventualmente, até, conversava com ele, especialmente quando falhava andando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ora, Valente! Não esmoreça! Só faltam setenta quilômetros para chegar de volta em Salvador! Prometo que te dou um óleozinho novo! Troco mesmo! Nada de completar, dessa vez! Vamos, Valente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou quando ocorria de a não dar certo a ignição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos, Valente! A vida é boa, amigo! Olha que solzão lá fora! Vamos dar uma voltinha! Ver o mar! A gente vai buscar a Rita, sabia? Aquele traseirão vai estar no seu banquinho em minutos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma associação engraçada que o Pereira fez, era que ele parecia estar falando com um cavalo. É quase tão bobo conversar com um cavalo quanto com um carro, mas realmente a imagem parecia fazer sentido. "Tipo aqueles velhos faroestes", de onde a charanga parecia ter vindo, ainda segundo as pilhérias do Pereira... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas as conversas eram tão boas que, às vezes, Valente acabava indo. Outras vezes não ia, e tinha que se chamar o Arionor - o mecânico e "pai" do carro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Vim buscar o meu filho! - anunciava Arionor, um negro baixo, feio, gordo, bigodudo e sorridente, chegando em seu velho Fusca verde.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Algumas vezes conseguia resolver o problema lá mesmo, noutras rebocava, com o fusca e umas cordas, o carro, até a Vasco da Gama - desfilando uma cena peculiar do Gurgel verde sendo rebocado pelo Fusca verde.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois o velho Nonô trazia o carro de volta na porta da casa do Neto, e declarava coisas como:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Foi o cabo do acelerador que partiu, seu Neto. Mas eu dei um nó bom, e não gastou nada, não. Só tem que tomar cuidado que o acelerador vai ficar mais alto, agora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Diz aí quanto é que eu te devo, Nonô?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Dessa vez nada, não! Na próxima, quando for alguma coisa, você paga!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o Neto, constrangido, não tinha nem condições financeiras para fazer questão de pagar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tinha o lado bom da história, também, é claro. Era o único carro da turma - o Marquinhos e o Valmir tinham motos - a Petarda e a Lady, respectivamente. Mas o Valente é que cabia gente e mala para levar a turma aos acampamentos, praias e viagens que eles organizavam sempre que podiam - Itaparica, Aracaju, Porto Seguro, ou até um passeiozinho domingueiro para Piatã...&lt;br /&gt;Isso sem falar nos namoros no carro. É impressionante o que se pode fazer, se houver (boa) vontade, numa “caixinha de fósforos” daquela. Lembrava com saudades da Claudinha - que não o saiba o Valmir -, da Meire, da Luana e, claro, das primeiras vezes com a Fábia... e o velho Valente sempre estava nas lembranças. Bem verdade que tomou o lendário fora da Joana, também, encostado nele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pare com isso, Neto! Não ta vendo que eu sou muita areia para o seu Gurgelzinho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que arrematou na lata, para os risos da turma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Calma, Valente! Ela não falou por mal! E você sai logo daqui, Joana, que acabou de magoar o meu carro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais teve chance com a Joana. (Não que já houvesse tido realmente, mas quem sabe?)&lt;br /&gt;Comoção maior se formou, na turma, quando o Arionor morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Valente sobreviveu ao velho Arionor, hein, rapaz? E agora, quem conserta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá iam dois anos que ele não encontrava nenhum mecânico tão bom quanto o velho Nonô.&lt;br /&gt;Há algum tempo já tem dois carros - a firma de software vai de vento em popa e, atualmente, o segundo carro é um belo utilitário esportivo, que acomoda toda a família. Fica geralmente com a Fábia, que hoje é sua mulher.&lt;br /&gt;E eis que, depois de um jogo no Barradão, ao qual ele foi com o Gurgelzinho, hoje em dia recauchutado, parecendo novo, o bicho começou a fazer um barulho. Na manhã seguinte estava com o carro no Luís, o mecânico que ele estava tendendo a “adotar”, na Baixa de Quintas. O ajudante, um chinesinho a quem chamavam “Bruce Lee”, acompanhava ao largo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aí, Luís?&lt;br /&gt;- Bom dia, seu Neto! Qual foi o problema?&lt;br /&gt;- Está fazendo um barulho, quando troca a marcha.&lt;br /&gt;- Como é o barulho?&lt;br /&gt;- Um barulho seco, e meio estridente, parecendo de metal arrastando...&lt;br /&gt;- Sim, mas, como foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma situação nova. Nonô buscava o carro e via por si. Das outras vezes que levou o carro em Luís, não eram barulhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como eu falei, ora! É rapidinho, assim, deve durar um segundo! No momento da troca de marcha... Estridente.&lt;br /&gt;- Ué... Faz aí o barulho!&lt;br /&gt;- Fazer?&lt;br /&gt;- É.&lt;br /&gt;- Quer dar uma volta no carro?&lt;br /&gt;- Não precisa. Tô com outros, inclusive, para resolver aqui. Faz aí o barulho, seu Neto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez rápido, com uma cara de normalidade, para não ficar de bobo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chiic! Chiééc!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruce Lee, a dois metros, riu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neto deu uma desculpa e saiu - foi direto para uma concessionária -, e comprou um carro novo, um Celtinha completo. Ainda saiu algumas vezes com o Gurgel, mas o barulho aumentou, e há alguns meses, Valente envelhece na garagem, parado...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;(Viva o Expressões! Viva a reforma! Vida nova - textos quase todos os dias. Deu certo!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;E vamos que vamos!!!)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;[]´s&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115222810469630458?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115222810469630458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115222810469630458&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115222810469630458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115222810469630458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/07/valente.html' title='Valente.'/><author><name>Diógenes Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490268123609830568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_YB83h50atV4/SdxQ_Ok5cZI/AAAAAAAAAIE/_Lbxs8ZsfnM/S220/DSC00041.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115225454328275699</id><published>2006-07-07T03:40:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:56:22.924-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crica'/><title type='text'>A partida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E ele se foi. Com uma embalagem quase vazia de Mentos sabor canela saindo de um bolso da calça e um sorriso sem graça no rosto. Não ousou olhar para trás e ver a mulher que deixou despedaçada. Foi melhor assim - para ele - pois não gostaria de ver no rosto, que um dia amou, aquela expressão quase demente de mulher desesperada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela ficou. Encolhida em um canto da sala que agora parecia tão grande. Tentando levantar e continuar a vida, enquanto fitava as costas do homem que tanto amava. Seu olhar perdido nutria ainda uma tênue esperança de que ele voltaria e a beijaria. Um beijo com gosto de canela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso é a vida real, ele não voltou. Ele friamente fechou a porta e partiu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115225454328275699?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115225454328275699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115225454328275699&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115225454328275699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115225454328275699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/07/partida.html' title='A partida'/><author><name>Crica B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10968314414457588537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4328/2369/1600/014.1.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115211243657617297</id><published>2006-07-06T12:12:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:56:12.814-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>Deutschland Über Alles!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem verdade q’eu não pretendia escrever sobre futebol. Nunca fui muito bom no esporte ou mesmo entendo as regras. Só q’eu sou brasileiro e, meio que por osmose, não consigo ficar alheio, especialmente em ano de copa do mundo, quando somos bombardeados de informações, programas, jogos e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu sei é que eu não acreditei nem por um momento no hexacampeonato, especialmente pelo fato da copa ser na Alemanha. Para mim existe um complô: a seleção da casa ganha o jogo. Fato que este ano não se confirmará, já que a Alemanha foi eliminada ontem. Mas não foi este o principal motivo da minha descrença total na seleção canarinho comandada pelo pé de uva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu não admito e aceito é que uma seleção formada por estrelas ganhe campeonato. Jogo se ganha com atletas e a nossa seleção não tinha quase nenhum. Praticamente todos eram celebridades e, aqueles que não eram, não podiam ser escalados, já que o patrocinador não permite convocação de qualquer jogador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podemos acreditar numa seleção cujo treino tem torcida, transmissão de televisão, com direito a narrador e tudo mais? Impossível! Não obstante o talento dos jogadores individualmente, um time é formado por um grupo de pessoas, e nunca pelo talento individual. Tínhamos em nosso time os melhores jogadores do mundo. Mas antes, quando o esporte era encarado com esporte, isso contava pontos. Hoje o futebol é um negócio, uma máquina de fazer dinheiro, com politicagem, funcionários e metas financeiras. E sabemos que nem sempre a melhor empresa ganha os melhores negócios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que perdemos a copa do mundo quando pé de uva foi convidado para comandar a seleção. Aquele cara não tem condições de motivar um time, de colocar cada um no seu lugar e principalmente, não tem ovos para enfrentar a Nike. Porque quem convoca jogadores não é a comissão técnica. A Nike decide quem entra, quem joga e quem fica no banco. E assim foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, com jogos opacos e feios, passamos jogo a joga. Resultado é o que importa. Jogar bonito não conta. Eu concordo com tudo isso. Mas jogar bonito é diferente de jogar bem. Jogamos mal. Se tecnicamente éramos bons, taticamente éramos bosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei triste pela derrota vergonhosa contra a França. Mas não merecemos ganhar aquele jogo. Como quase nenhum. Até porque os objetivos individuais, quase todos, foram alcançados. Maior goleador da história, o jogador com maior número de jogos, o maior número de gols numa copa. O maior isso, o maior aquilo. Que coisa tola! Eu quero é chegar na final e ganhar a porra do campeonato. Foda-se o maior isso ou aquilo. Mas não podemos mudar os resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa copa teve uma coisa muito boa, pelo menos para mim. Eu estava num hotel com mais 15 caras e uns 60 argentinos, assistindo o jogo Argentina x Alemanha. Eu estava vestindo uma camisa da Alemanha, quando sai correndo e pulando entre os &lt;em&gt;hermanos&lt;/em&gt; gritando: &lt;em&gt;Deutschland über Alles! Deutschland über Alles! Deutschland über Alles!&lt;/em&gt; Que em bom português quer dizer “Alemanha acima de tudo”. Uma frase bem nazista, isso é verdade. Mas o objetivo era irritar os caras. E conseguimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada gol da Alemanha nos pênaltis era comemorado com euforia por nós. E claro, cada gol perdido da Argentina também. No final 3 argentinos partiram para cima do nosso grupo, mas acabou não dando em briga. Aos gritos de pentacampeão, Brasil! Brasil!, eles saíram revoltados. E isso, para mim, foi o melhor da copa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que no dia seguinte quem sofreu fui eu. Mas aí já é outra história.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115211243657617297?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115211243657617297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115211243657617297&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115211243657617297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115211243657617297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/07/deutschland-ber-alles.html' title='Deutschland Über Alles!'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115210263005470347</id><published>2006-07-05T09:29:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:55:51.533-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Czarina'/><title type='text'>marta</title><content type='html'>Já fora mulher lindíssima. Agora era viuva de dois. Sua cabeleira fora de um negro profundo. As mãos, finas e firmes. Nem os lábios eram mais os mesmos. Menores, encolhidos, eles que foram tão grandes e polpudos, rivalizando os das negras. Lábios - dissera-o o primeiro marido - feitos para amar. Agora minguavam. Quem sabe não tenham se dado, eles também, por vencidos e resolviam agora buscar outra ocupação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----&lt;br /&gt;olá a todos ;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115210263005470347?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115210263005470347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115210263005470347&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115210263005470347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115210263005470347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/07/marta.html' title='marta'/><author><name>A czarina das quinquilharias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115194001370725829</id><published>2006-07-03T12:17:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:54:37.377-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Múcio'/><title type='text'>Sobre um quadrado e dois mágicos.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Acho que eu devia ter meus 3, 4 anos, quando vi pela primeira vez uma partida de futebol na televisão. Na sala da nossa casa, numa velha Telefunken, um bando de homens corria atrás de uma bola. Achei aquilo uma maçada, e não entendi por que deixava meu pai tão irritado, ou alegre. Àquele momento tudo não passou de bobagens em branco e preto. Andou o tempo, e de 1978, numa copa que foi realizada num país ao sul do nosso, e que o nome agora me escapa; lembro dos papeis picados que os torcedores jogavam no campo. Veio então 1982, Telê, Falcão, Zico, e, Paolo Rossi. Tive raiva desse italiano por um bom tempo. Em 1986 tínhamos um timaço, e, nos pênaltis perdemos para a França. 1990. Lazaroni me impõe silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Alberto Parreira em 1994 foi ao ápice. Trouxe o caneco, livrou-nos do jejum de 24 anos. Sofri muito, e confesso: desliguei a tv na cobrança de pênaltis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1998 eu estava em Salvador, internado num hospital. Contra a Holanda um jogaço. Era a final, todos diziam. Eu disse. Daí, sabemos de cor: Ronaldo, convulsão, Zidane. Aqui silencio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2002 um show, do técnico ao time.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado acordei estranho. Como quem falta um pedaço. Teríamos um jogo importante, e nosso time não me deixava seguro. Desde o início eu estava assim: inseguro. Era evidente que num certo momento, num momento decisivo, aquele grupo de estrelas tão badalado iria falhar. Existia sim uma alternativa, que seria a escalação que virou contra o Japão, com Cicinho no lugar do ancião perseguidor de recordes, Juninho Pernambucano, Robinho, enfim. Mas, o Quadrado do técnico não ousaria tanto, e optou pela “experiência”. Deu no que deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dói ter que admitir que Zidane deu show. Jogou livre. Ou melhor, desfilou. No palco perfeito fez seu espetáculo, driblou 3 de uma vez, deu chapéu no Fenômeno, correu, parou, e sorriu piscando o olho. O ancião perseguidor de recordes não ganhou uma bola, e de quebra fez a falta que culminou no gol. Entregou na mão, ou, no pé do mágico, que deu com açúcar para Henri empurrar pra rede. Senti um gosto amargo na boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto fica a certeza da renovação, o fim da era Parreira/Zagallo, o adeus ao ancião perseguidor de recordes, ao velho Emerson, Roberto Carlos dentre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas palmas para o guerreiro Lúcio, para Juan, Zé Roberto, estes que jogaram futebol. E agora, serei português desde criança, mas, puro e simplesmente por causa do grande Felipão, nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sobre o segundo mágico, este é um empresário-milionário-candidato alagoano, que, conseguiu fazer sumir das bancas de revista de todo o estado a última edição da revista Istoé. Por que será?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;Um ano de Expressões! Agradeço pelos amigos e leitores. Forte abraço a todos.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115194001370725829?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115194001370725829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115194001370725829&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115194001370725829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115194001370725829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/07/sobre-um-quadrado-e-dois-mgicos.html' title='Sobre um quadrado e dois mágicos.'/><author><name>mg6es</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_qQ8G2Feeh1Q/TM3Vo82JQ_I/AAAAAAAAAt8/jo3A4R8HcvE/S220/varios+078.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115136640020599381</id><published>2006-06-26T20:56:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:55:15.250-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo'/><title type='text'>Para Johannes Mario Simmel</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era noite de domingo. Muito fria... chuvosa demais... E o menino vestido de trapos tremia. Era uma chuva muito grossa, daquelas que caem fazendo alarde, e a gente quando olha pro céu chega a ter medo... Da escuridão em cujas entranhas a vista não consegue entrar, apesar de nem ser ainda tão noite... do peso de bloco enorme e coeso de nuvens às vezes cinzas, outras pretas... A chuva torrencial que caía já seria dolorosamente fria pra um adulto... e ele era só um menino (vestido de trapos), que do alto da inocência dos mal completados treze anos tentava como melhor podia se arranjar no meio de pedaços de papelão já tão ensopados que já se tinham tornado num bolo disforme de qualquer coisa descolorida. O menino vestido de trapos tremia de tal forma que já não sentia as caimbras nas pernas, desconfortáveis que estavam pela posição de semi cócoras. E ele já pensava com dificuldade... olhava os reflexos amarelados e incertos que os poucos carros que passavam rápidos riscavam na pista logo à sua frente. E dos carros o pensamento voa pra algumas semanas antes, quando tudo que fazia sentido em sua vida desaparecera... sempre fora filho de família pobre. Saía muito cedo de casa pra ajudar como podia na renda da família. Vendia doces... engraxava sapatos... e naquela noite fatídica voltara do dia de trabalho pra ver a confusão enorme próximo ao barraco onde morava. Com as chuvas, houvera um deslizamento. Tudo que era seu se perdera. O minúsculo quarto... os poucos brinquedos de latas e pregos... as roupas... os pais... E foi só muitas horas depois, quando já tinham se ido os homens de gravata e os policiais, que o menino (que até ali, mesmo com toda a sua pobreza, nunca vestira trapos) percebera o alcance de tudo aquilo. Não tinha mais sua mãezinha... nem tampouco o pai, carinhoso lá do jeito ríspido que a vida o forçara a ter. Não tinha mais ninguém no mundo. E saiu andando... não sabia pra onde iria... nem lhe importava muito. As últimas semanas foram de um mendigar aqui e ali, até chegar àquela praça, que pelo menos era um bom lugar pra passar as noites. Pelo menos quando não chovia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viúva levantou um pouco os olhos em completo êxtase. Era como se a mornidão daquele ambiente de completa elevação espiritual fosse imune às intempéries da natureza agindo logo ali tão perto. De vez em quando chegava, como que desafiando a atmosfera abafada do lugar, uma rajada de vento frio e cortante vinda de fora. Mas era logo como que rechaçado pelo calor de tantos corpos juntos, que acabavam por se fazer mais fortes pela força de seus cantos, entoados sob luz oscilante das velas e das lâmpadas, e o cheiro forte e inebriante do incenso. Nestes últimos meses estes eram os poucos momentos em que tinha um pouco de paz interior. O marido, já falecido há muitos anos era hoje uma pálida e distante lembrança de tempos mais felizes... Nunca casara novamente, e a alegria única e maior de sua vida era o filho. Menino caprichoso, cursava medicina e orgulhava a mãe com sua natureza bondosa e sonhadora. A notícia de sua morte num assalto quando voltava dum barzinho onde havia ido com uns amigos havia sido um choque tão grande que ela nem chorara... É que acalentava secretamente a esperança de vê-lo entrar pela porta a qualquer momento, o ar despreocupado e juvenil, beijar-lhe a testa e lhe contar de seu dia. Daí não ter acompanhado os noticiários, nem ter sabido que haviam sido presos e julgados os assassinos do filho. E nem lhe interessaria... O filho viria um dia, com a doçura característica do olhar, e sorriria pra ela. Era nisso que pensava quando, olhando mais uma vez a beleza da arquitetura a sua volta, cercada por santos de semblantes bondosos, levantou-se com a leveza e serenidade natural nos que tem crença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puxa, como estava frio!! Mas pelo menos a chuva havia passado. Agora era só a fúria da água que, entupidos os bueiros, procurava por onde escoar. Desceu vagarosamente a escadaria da igreja e passava pela praça quando notou o que parecia ser um monte de papelão se mexendo. A curiosiade venceu o medo, e aproximou-se mais alguns passos. O papelão tremeu um pouco, e apareceu uma pequena mão. Não era um animal procurando restos de comida. Havia uma pessoa ali! O primeiro instinto ainda foi se afastar... mas a mãozinha era tão pequena... parou. Era um menino. Um menino vestido de trapos. E olhava pra ela. E tremia tanto. E os olhos... os olhos eram de uma desesperança tão grande... mas ao mesmo tempo havia tanta ternura... tanta carência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei menino. Onde você mora?&lt;br /&gt;- Moro em lugar nenhum não... Durmo aqui.&lt;br /&gt;- Não está com frio?&lt;br /&gt;- Muito...&lt;br /&gt;- ... (os olhos são duma ternura tão grande!)&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Porquê não vem comigo? Vamos arranjar umas roupas secas pra você vestir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tocavam os sinos. Mas nenhum dos dois escutou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115136640020599381?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115136640020599381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115136640020599381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/06/para-johannes-mario-simmel.html' title='Para Johannes Mario Simmel'/><author><name>Leonardo Caldas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01290354212007710933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img400.imageshack.us/img400/5233/slack10b9oc.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115136064370431236</id><published>2006-06-26T19:22:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:54:25.020-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>Ter "vontade" é ter coragem*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por incontáveis vezes eu me lamentei pela ausência de amores constantes em minha vida. As vezes eu reclamava de não achar a quem amar, noutras tantas, não ser correspondido. E nisso tudo sempre disse que nunca fui chegado ao amor de cabana, desses fantasiosos que Hollywood explorou muito bem ao longo dos anos. Na verdade eu não acredito em namoro exclusivamente virtual, à distância, etc. Acho que o amor é o contato diário, a troca de olhares, o cheio, o gosto e as conversas depois de um amor bem feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, eu estava inocentemente em Porto Alegre, numa baladinha de véspera de feriado, sem grandes pretensões, porque lá qualquer tentativa de “ficar” com alguém já é estar com uma deusa. Mas aí tinha uma loirinha linda. Meu amigo mexeu com essa loirinha. Eu, embasbacado, desencanei totalmente dela. Mas ela foi ao banheiro e meu amigo, impaciente como sempre, resolveu partir para uma morena. Ela voltou e, depois de me certificar que ele estava bem acompanhado, permiti uma aproximação. Depois veio o primeiro beijo e algumas carícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu realmente esqueci que algumas cidades, estados e regiões nos separavam e acabei me envolvendo. E pior: ela também se envolveu. E jamais isso me aconteceu antes. Eu tive a impressão de já conhecê-la. Era como se seu beijo pertencesse à minha boca desde sempre. Era como s’eu tivesse um mapa do seu corpo, percorrendo com precisão suas curvas e suas vergonhas. Eram os olhos mais familiares que já tive fitando os meus. E para ela não foi diferente. Éramos os estranhos mais íntimos que alguém pode imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a minha confusão depois de tudo isso foi lembrar depois que eu teria que partir. Em breve! A despedida no aeroporto. Lágrimas derramadas e o não ter o que dizer além do breve adeus e da certeza de tentar voltar o quanto antes. Mas a minha vida itinerante não me permite planos. Agora sigo em Brasília. Eram 10 semanas, agora são pelo menos 4 meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje temos como aliados o telefone e a Internet. Mas o “inimigo” conta telefônica está querendo furar os nossos olhos. Só que &lt;em&gt;disciplina é liberdade. Compaixão é fortaleza. Ter "vontade" é ter coragem &lt;/em&gt;e, apesar de temer o amor sofrido, pois sou escolado, estou tentando me permitir a entrega, pelo menos dessa vez, a uma loucura chamada amor. E à distância.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;*Sei que hoje não é meu dia de postar, mas estou tentando entrar no clima de "quem chegar primeiro"...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115136064370431236?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115136064370431236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115136064370431236&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115136064370431236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115136064370431236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/06/ter-vontade-ter-coragem.html' title='Ter &quot;vontade&quot; é ter coragem*'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115107699945664240</id><published>2006-06-23T12:32:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:54:08.116-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Múcio'/><title type='text'>Quando meu pai ganhou uma bengala</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não vai muito longe na conta dos dias a tarde daquele verão fiel em que eu estava sentado debaixo do frondoso jequiriti que margeia o portão da nossa casa. Era uma segunda-feira, lembro bem. Um táxi subiu na calçada, e no banco de trás, sorrindo, meu pai. Chegava de mais uma de suas viagens, das que sempre adorou fazer, peregrinando pelas casas das filhas, as que moram em Recife. Desceu do carro com uma certa dificuldade, e me apontou fazendo graça uma bengala que trazia consigo. De chofre fiquei assustado, pois, é mais que natural aos filhos, verem os pais com a mesma idade com que formaram a primeira imagem, lá trás, quando paravam de chorar no seu colo, ou, reconheciam o seu cheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai me acostumou a vê-lo com a mesma força de sempre. É fácil de encontrar nas casas onde somos irmãos trabalhos em marcenaria feitos por ele. Era seu hobby. Cresci ouvindo o barulho do seu serrote aos sábados; as batidas do martelo que quebravam o silêncio; seus raros pedidos de ajuda que espantavam minha preguiça. Quantas vezes o vi seguir para Recife com a velha bolsa de ferramentas onde havia de tudo, desde uma máquina furadeira, até um prego torto que saíra de alguma madeira na casa da praia. Minha irmã do meio sempre pedia seu socorro, fosse uma cama quebrada, ou uma prateleira nova para ser colocada numa parede qualquer. E lá ia Seu Góes e suas tralhas. Incrível como as quinquilharias guardadas por ele, e xingadas pela minha mãe, sempre encontravam utilidade no porvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu ofício mesmo era de laboratorista, e foi um funcionário exemplar nos 36 anos que serviu à Fundação Sesp, hoje Funasa. Começou a trabalhar no norte do país no combate à malaria. Andou pelo Amazonas, e o Pará, seu estado natal. Longe de ser um romântico conquistador, homem de pouco falar, casou-se com minha mãe e somos hoje quatro filhos. Veio parar em Palmares, onde eu nasci, e ele se aposentou, mas, seguiu junto com minha mãe tocando um laboratório com competência e amor ao que faziam. Profundo observador, é aquele tipo que quando abre a boca despeja verdades incontestáveis, e, faz com que nos olhemos em volta, com sorrisos aprovadores, ou, falsas revoltas. Seu jeitão calado jogou a liderança do lar nas mãos da minha mãe, e posso dizer hoje que nunca tive uma conversa de homem com ele. Tampouco foi preciso, a rua me ensinou o que seu silêncio não deu. Já como provedor, queixas quaisquer serão injustas. Tudo no fundo faz sentido, posto que não se faziam pais modernos há quarenta anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela segunda-feira parei para refletir aquela cena: meu pai fazendo graça com uma bengala na mão. Vi àquele instante o quanto o tempo é silencioso. Por mais que nossos olhos insistam em nos negar sua passagem, ele segue devagar e paciente, como um cupim rói a madeira. Seu Vinícius seguiu desajeitado pelos dias com sua bengala - presente de Dona Lurdinha, velha amiga da família que já fazia uso de tal apoio por conta das artroses advindas com o peso do corpo, e dos anos. No começo andava com a mesma apontada para frente, como fazem os cegos, talvez pelo fino fio de uma vaidade que o impedia de fazê-la apoio. E logo foi necessário extrair da “amiga” o seu papel. Veio um dois de fevereiro, e em meio às comemorações de meus 34 anos, notei sua ausência, e uma movimentação estranha. Um leve AVC. E uma seqüela lhe tirou a força que meus olhos sempre viram...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As voltas do ponteiro maior não se alteraram, e o mestre Sol seguiu nascendo no mesmo Leste, e indo morrer na casa de Vênus. Meu pai foi andando cada vez mais lento. As dificuldades se evidenciaram quando o simples ato de tomar um banho virou a pedra de Sísifo. Outro dia, o destino deu linha à pipa, e nossa cegueira que impedia de o vermos fraco, deixou que ele tombasse. Bateu a cabeça, e ao ver aquele sangue, me coloquei no seu lugar. Vomitei por toda a noite, como se sentisse suas dores. As seqüelas da queda vieram lentamente, mesmo depois que a tomografia mostrou a ausência de coágulos. Seus olhos negaram o brilho que minha infância guardara. Seu serrote nunca mais quebrou silêncios. Sua voz de hoje me angustia, quase não o entendo. Ontem, no jogo do Brasil (futebol é uma de suas paixões), ele cochilou ao meu lado. Perdi vários lances mirando seu rosto triste. Com medo de cair ele se nega a caminhar. Passa maior parte do tempo deitado. Sua solidão me incomoda. Tenho vontade de ler para ele, mas a sua surdez estorva o meu desejo. No próximo dia seis meu pai completará 90 anos. Adoraria acordar ao som das batidas de seu martelo, ou, ouvindo seus reclames quando o time de Parreira atrasa a bola. Mas, hoje meu pai anda numa cadeira de rodas, e eu morro de saudades daquela segunda-feira em que ele ganhou uma bengala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pai, eu te amo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115107699945664240?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115107699945664240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115107699945664240&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115107699945664240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115107699945664240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/06/quando-meu-pai-ganhou-uma-bengala.html' title='Quando meu pai ganhou uma bengala'/><author><name>mg6es</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_qQ8G2Feeh1Q/TM3Vo82JQ_I/AAAAAAAAAt8/jo3A4R8HcvE/S220/varios+078.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115102714266958106</id><published>2006-06-22T22:26:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:53:56.115-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fábio Rosk'/><title type='text'>Um Amor Passageiro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tomei meu café às 7 da manhã, como o de costume, peguei as chaves do meu carro e tranquei a porta da casa. Ao entrar no meu velho Corsa, me surpreendi com um miado estranho que vinha do banco de trás. Olhei impaciente para ver de onde vinha mais esse aborrecimento. Ao olhar, vi num cantinho do banco um pequeno felino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era de cor prata, pêlos brilhantes e olhos profundos. Tamanha era a sua fragilidade que se podia contar os ossos da sua costela. Tinha um miado triste que mais parecia um tango argentino onde o autor chora a sua solidão. Ao tentar toca-lo, percebi o medo que vinha junto àquela fragilidade e beleza. Ele me olhava como se pedisse por piedade e amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fui de fácil comoção e nem nunca tive algum gosto ou afeto por animais. Mas este me despertou curiosidade e até mesmo um certo carinho. Desisti do trabalho, tornei a entrar em casa, enchi uma pequena vasilha com leite e levei até o banco de trás do meu carro. Aquela miudeza, de início, estranhou. Olhou meio desconfiado com aqueles olhos tristes mas logo, ao notar a pureza do meu ato, cedeu e em pouco tempo estava no meu colo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei definir em quanto tempo, mas eu e aquele pequeno animal passamos de desconhecido e desconfiado para amigos íntimos e confidentes. Enquanto ele tomava o leite no meu colo, eu acariciava-lhe a cabeça com uma das mãos e contava as minhas dores de amor, além é claro de confessar o quanto eu era sozinho e o quanto precisava de um pouco de cumplicidade e carinho. Notei, com ele ao meu colo, que as minhas necessidades sentimentais eram maiores que as do pobre bichano que me olhava com aquele olhar triste e miava aquela música solitária. Encontrei nele, talvez a cumplicidade que nenhum outro amor eu consegui ter, além de uma forma de carinho, até então, desconhecida para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim aconteceu, até o amanhecer do outro dia, quando esse meu pequeno amigo e grande amor durmiu para nunca mais acordar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115102714266958106?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115102714266958106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115102714266958106&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115102714266958106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115102714266958106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/06/um-amor-passageiro.html' title='Um Amor Passageiro'/><author><name>Fábio Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://img410.imageshack.us/img410/1174/roscaxd1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115076600365058755</id><published>2006-06-19T22:11:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:53:22.067-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo'/><title type='text'>Adeus, Bussunda...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Estou chocado e sinceramente entristecido pelo falecimento do querido Bussunda... Num cenário de desesperança velada e desestímulo em relação às perspectivas individuais como o que parte da população vem vivendo (ou pelo menos a parte que me interessa e toca... aquele pessoal que sai todos os dias cedo de casa e batalha o pouco com que viver mês a mês), humoristas de inteligência fina e sarcasmo acabam fazendo a diferença. São o toque sutil de originalidade de um povo que acha ânimo em brincar com a própria desgraça. Os cassetas agradavam tanto a tanta gente pela proximidade que tinham com as mais variadas fatias do público. Era representado ali, nas piadas e esquetes aparentemente bobas, o homem brasileiro médio de que falou o Gilberto Freire... feio, pobre, desdentado e burro... mas batalhador e bem-humorado ao extremo. E Bussunda tinha o ar juvenil do gordinho amigo... esta estirpe de humoristas que trazem uma interessantíssima característica - que eu penso que se acabou com ele (talvez com a honrosa excessão do Paulo Silvino). A do sujeito que se ficar 5 minutos parado em frente a uma câmera de TV sem dizer absolutamente nada, ainda assim fará rir o espectador só pela presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um detalhe que sempre me agradou no grupo é a forma fantástica como conseguiam caracterizar com perfeição quaisquer dos tipos que se propunham a imitar. É que num grupo heterogêneo como aquele havia de tudo... O tipo magricelo... o fanho... o careca... o gordinho boa-gente... a boazuda... e dali saíam o político - extrema redundância - corrupto e cínico... as sátiras bem boladas das novelas (aliás, mais interessantes que as originais, como costumavam ser também as sátiras do saudoso TV Pirata), a mulher fatal... O humor brasileiro perdeu a graça na última semana. Não pretendo mais assistir ao Casseta &amp; Planeta... Em péssima hora vai-se o Bussunda, deixando-nos cá com a miséria nossa de cada dia. Só que com a desvantagem de que agora sem a possibilidade de rir à noite do que havia um pouco mais cedo chocado no noticiário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas em tempos de Copa do Mundo não dá pra escrever um texto bem no meio dos jogos sem algumas observações futebolísticas. São poucas e totalmente descabidas, como aliás seria bem de se esperar de mim; um dos prováveis 3 ou 4 cidadãos do país sem excelência técnica alguma na arte de dirigir times de futebol. Vamos lá. Os Ronaldinhos (o gordo e o outro) são definitivamente os melhores vendedores de cervejas, refrigerantes e celulares que eu já vi em campo (afinal, lembrem-se de que o Maradona não está - ainda - na seleção. Ele até aqui só sonha que foi convocado). Particularmente, gosto de ver os coreanos jogarem. Eles são pequenos e leves... tem sempre aquele sorriso largo de crianças... trazem consigo uma legião de torcedores que os acompanha nos sorrisos e na educação e gentileza com que se comportam nos estádios e fora deles (e aqui vai um detalhe fundamental: não se reúnem em enormes rodas de pagode televisadas mundo afora!), e quando estão por aqui ainda nos contrabandeiam aqueles tênis de procedência extremamente duvidosa, porém baratinhos e confortáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos comentaristas da Globo, ver o Galvão Bueno, o Casagrande e o Falcão juntos sabe-se lá porquê sempre me faz lembrar dos saudosos Três Patetas (o Falcão, aliás, por motivos óbvios...). É tudo muito previsível. Ou talvez seja eu esperando demais... o que eu queria mesmo é ver uma daquelas opulentas suecas invadindo o gramado seminuas, ou um técnico que num acesso de loucura começasse a bater nos jogadores do banco de reservas... quem sabe um surto dum bandeirinha, que começasse a sacudir freneticamente seu instrumento de trabalho. Qualquer coisa que fugisse do lugar-comum dos comentários desfocados da Ana Maria Braga e das tomadas fora de hora da casa da D. Miguelina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, fico eu esperando com a tranquilidade típica de "amigo espectador" uma festiva final entre o Brasil e a Coréia. E vai ser uma equipe desfalcada, porque infelizmente agora tenho certeza de que o Marrentinho não vai ser mais convocado...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115076600365058755?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115076600365058755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115076600365058755&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115076600365058755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115076600365058755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/06/adeus-bussunda.html' title='Adeus, Bussunda...'/><author><name>Leonardo Caldas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01290354212007710933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img400.imageshack.us/img400/5233/slack10b9oc.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-114999552263466859</id><published>2006-06-11T00:10:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:53:16.705-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>Nada para falar, como sempre</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Quanto mais eu tento escrever, mas eu percebo minha total falta de assunto. Tentei falar sobre o quebra-quebra do congresso e minha revolta por concluir que esta foi mais uma manifestação política. Se mandassem meter pau nos arruaceiros, o presidente seria classificado como violento e diriam que ele, antes apoiador dos movimentos populares, agora que está no poder é opressor (mesmo que o ocorrido tenha sido totalmente irregular e absurdo).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Agora os deputados aprovaram um aumento de mais ou menos 7% para os funcionários públicos aposentados, mesmo que isso prejudique o orçamento e as contas da união. O governo quer dar 5% e os deputados querem 7%. Claro que eles não estão pensando no bem-estar dos aposentados. O que eles querem é colocar o presidente em xeque: se o Lula aprovar os 7% vão chamá-lo de irresponsável ou vão dizer que foi uma medida eleitoreira; se vetar, ele perde pontos na corrida eleitoral e vão seguramente acusá-lo de sacana, pois quando ele estava na oposição ele lutava por melhores salários.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;O pior disso tudo é que sabemos que todos esses movimentos não visam melhorar a vida de ninguém. Muito pelo contrário, são medidas para prejudicar o candidato do governo. Não qu’eu esteja defendendo ou atacando ninguém, não é o objetivo. É porque o papel dos governantes é garantir melhorias ao povo e não derrubar candidatos para ganhar o poder. Mas isso é completamente utópico e obscuro em nosso país. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Mas eu desisti de falar sobre isso, porque é assunto que se conversa em mesa de bar, olhando nos olhos e ouvindo vários pontos de vista. Monólogo só quando falamos dos nossos problemas...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Depois pensei em falar sobre a oficialização da minha transferência de cidade, mas achei que esse assunto não é digno de blog comunitário. Este é o tipo de assunto que eu devo tratar lá no &lt;b style=""&gt;Divã&lt;/b&gt;, mas minha total falta de inspiração me inibe de falar disso. Além do mais, apesar de pertencer desde o mês de junho a outro escritório, até setembro não devo aparecer por lá, porque fico até o fim deste mês em Porto Alegre depois vou passar dois meses em Brasília.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Pensei também em falar sobre minha volta a Porto Alegre, cidade que gosto porque tem três das coisas que mais gosto na vida: frio no inverno, mulheres lindas e boas bandas de rock (não necessariamente nessa ordem). Mas em minha primeira semana vi lindas mulheres (apenas vi) e senti pouco frio, porque uma frente de ar quente idiota resolveu atrapalhar minha diversão. E ainda não vi nenhuma banda de rock. Pelo menos as mulheres gaúchas não faltam. É mulher bonita pra todo lado. Na verdade na terça saí com um amigo para uma “hora feliz” e infelizmente topei com uma espécie pouco comum por aqui: mulher feia. E o pior é que ela ficou flertando comigo. Mas é como eu sempre digo: jogar charme pra mulher feia é fazer favor pro diabo. Então fiz cara de paisagem e fiz de conta que não era comigo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Como não consegui desenvolver nenhum dos temas acima, resolvi falar sobre minha total falta de assunto. Acho que este foi o tema mais reprisado por mim aqui no &lt;b style=""&gt;Digitais&lt;/b&gt;. É que eu ando entre a ansiedade de sair de casa e mudar toda minha vida e o trabalho, que serve como escudo para meus problemas mais pessoais. Acho que muita gente se esconde dos problemas através de coisas como trabalho, estudo, etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Pois bem, estou no oitavo parágrafo, falei sobre algumas coisas sem falar de nada. Acho que vou começar a desenvolver essa habilidade: falar sobre porra nenhuma em oito ou dez parágrafos. Quem sabe assim, ao menos, preencho a lacuna dos domingos...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Um abraço.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-114999552263466859?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/114999552263466859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=114999552263466859&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114999552263466859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114999552263466859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/06/nada-para-falar-como-sempre.html' title='Nada para falar, como sempre'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-115001856246079625</id><published>2006-06-10T23:33:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:53:12.500-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mary'/><title type='text'>O livro</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;- Você compraria um livro meu?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Júlia disse-me fitando meus olhos através do espelho no teto do quarto do motel Love. O dia já estava amanhecendo e o silêncio da madrugada se rendeu à voz suave de Júlia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;- Como assim um livro? Você está escrevendo um?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Ela não mudou seu semblante, continuava pensativa e com um ar melancólico, um pouco pesado para a manhã que surgia de domingo primaveril. Nossos corpos nus e cansados, na cama amassada e arredondada, ainda mostravam resquícios de uma noite de luxúria banhada a suor e álcool. Ela fechou os olhos como se quisesse dormir um sono eterno e eu, silenciosamente, a observava pelo espelho. Seus seios grandes e rosados, seu umbigo imperfeito desenhado em seu corpo branco, sua virilha de pêlos escassos, sua cicatriz no joelho esquerdo e todos os seus poros que me embriagaram por alguns instantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Júlia virou-se para mim, vi que me olhava séria, silenciosa, passou seus dedos no meu peito cabeludo, conduzindo-os suavemente até meu umbigo perfeito e disse:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;- Ainda não estou escrevendo, mas você compraria ou não?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Eu, sentindo o calor do toque de seus dedos brancos e pequenos, entregava-me às sensações de ter Júlia ao meu lado. Fechei meus olhos complacentes da beleza desse momento, e se alguém me visse pelo espelho, certamente diria que naquele momento eu queria dormir um sono eterno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Impaciente, ela se levantou e foi até sua bolsa à busca de algo. O cigarro. Não gostava de compactuar com seu vício, mas gostava de vê-la fumando. Era uma beleza diferente de quando ela sorria ou chorava. A fumaça trazia sua essência. Sua essência ia preenchendo todo o ar e as palavras me faltaram. O silêncio e a fumaça. Fechei meus olhos, e com um sorriso discreto e desejoso, disse-lhe, enfim:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;- Eu compraria o céu inteiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;E Júlia tinha um livro à sua espera.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-115001856246079625?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/115001856246079625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=115001856246079625&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115001856246079625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/115001856246079625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/06/o-livro.html' title='O livro'/><author><name>Marina</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cvt8d8XLLV4/SsV0OfvyC3I/AAAAAAAABO0/cKftOufa4bY/S220/08-1.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-114985955152957180</id><published>2006-06-08T22:25:00.001-03:00</published><updated>2008-04-29T01:10:51.099-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era um dia meio morto. Dia assim, como um São João que você fica na capital. Greve dos rodoviários. O dia era assim quando se andava pela Orla e pelas ruas próximas. A Tancredo Neves e a Paralela estavam um inferno de carros. Me disseram que, sem ônibus, um tanto de gente "tira o carro da garagem", como se muita gente em Salvador andasse de lotação tendo veículo próprio. Acho que não, mas também não consegui explicação melhor para o engarrafamento no centro comercial da cidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tava com a moto emprestada. Quatro horas da manhã tinha corrido com o carro, também emprestado, levando minha mãe no Hospital Salvador, com dor de cabeça forte. Só um susto. A médica explicou que era enxaqueca. Minha mãe tem passado uns tempos difíceis em termos psicológicos. Busquei Leila, trocando o carro pela moto, e deixei no hospital com ela. Fui trabalhar. Deixei o carro em casa para Carla. Dali a pouco Carla chegou e foi ficar com ela - Leila foi trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando deu uma hora da tarde eu tava saindo para o almoço, aqui no Sumaré, e Carla me ligou. Aquela conversa de "não se assuste" que assusta logo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Dido, olha, fique tranqüilo que sua mãe está bem, mas é melhor você vir para cá. Saiu o resultado da tomografia. O que ela teve foi um&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;ANEURISMA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Puta que pariu. A médica tinha me dito que era enxaqueca, e que ia fazer a tomografia "só por desencargo de consciência". Avisei no trabalho. Consegui chegar rápido, furando o engarrafamento com a moto. Ela não sabia o que era. Estranhou minha volta. Eu disfarcei dizendo que tinha sido não-me-lembro-o-quê. Ela acreditou. Eu ainda estava "pousando" na situação. Comecei a acionar os contatos, procurar o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu chamo de tia. Tia Telma. É a esposa do meu avô, na verdade. Mãe de Tia Larissa (12 anos). Ela tinha contatos médicos no São Rafael, e deu-se conta, por algumas vias, que o melhor lugar para a situação seria lá. Não tinha UTI disponível, e mesmo com todos os contatos da família, não existia a possibilidade de disponibilizar alguma coisa. Conseguimos garantia da equipe de neurocirurgia de que ela seria atendida e operada. Ainda teria que se fazer uma angiografia antes da operação. A esta altura, tentávamos providenciar a transferência no Salvador, mas eles têm neurocirurgia lá, e não solicitariam a remoção. Alegavam risco do transporte - que teria que ser numa UTI móvel com médico. Tudo complicado. Surgiu uma vaga na semi-intensiva do São Rafael. O pessoal do plano de saúde não ajudava, argumentava o risco do transporte. Tinha vaga na UTI do Salvador, e equipe pronta. De várias maneiras tentaram demover-nos da idéia da transferência. A ambulância não saía sem que houvesse confirmação de que o hospital de destino receberia a paciente, tampouco sem o relatório médico com informação do que seria necessário, a ser enviado pelo hospital de origem. Nem sem o cheque, naturalmente, já que não seria coberto pelo seguro, por ser "por vontade da família". Tive que assinar um termo de responsabilidade de alta a pedido. O fax chegava na empresa da ambulância ilegível. Depois, quando dava tudo certo, o roteiro já estava pronto, com outros atendimentos, impedindo que buscassem minha mãe, e tínhamos que partir para uma nova ambulância. No final das contas três ambulâncias marcaram e desmarcaram conosco, com argumentos variados, uma até dizendo que nós desistimos, o que não aconteceu. Num último momento uma confirmou, e outra se disponibilizou. Cancelamos a que chegaria mais tarde, e a que chegaria mais cedo, depois, atrasaria horas. A esta altura vários parentes e amigos já estavam no hospital, ou já tinham passado por lá para dar uma força. Minha mãe estava consciente, conversando, com leve dor de cabeça. O risco aumentava a cada segundo que ela passava no P.A., insuficientemente equipado para o caso (de grande probabilidade) de algo mais acontecer. Passamos o dia nisso.Telefonando, recebendo parentes, dando notícias para o pessoal, nos revoltando com a palhaçada das UTIs móveis.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dez e tanto da noite chegou a ambulância, trazendo uma paciente para o hospital. Logo que a colocaram no P.A. ela teve uma parada cardíaca (a paciente, não minha mãe). Uma senhora idosa. A médica, com essa insensibilidade que os médicos acabam criando, falou na frente de todo mundo, alto. "Fulana, vem aqui e traz doutor Beltrano, que a paciente parou e se ele não vier eu vou rasgar ela toda". A médica da ambulância foi ajudar, paciência. Neste caso, temos que entender. A velhinha morreu. O velhinho foi andando choroso em direção à saída do hospital. Para a gente era alguma coisa. Para eles, quinta-feira, acredito eu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Onze e não me lembro o quê eles a colocavam na ambulância. Tia Telma foi junto. Eu levei o carro dela. Maurício, meu primo, foi também para me trazer de volta depois. O carro que estava comigo Carla dirigiu para minha casa, e foi dormir, que não havia mais muito o que se fazer, ou possibilidade de ver ou falar com minha mãe naquele dia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu ainda demorei no hospital um pouco. Acompanhei a entrada dela, preenchi papéis, visitei um priminho que hoje já está em São Paulo, numa difícil, mas que vai sair dessa. Voltei para casa quatro e pouco da madrugada. Dormi.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acordei sexta nove da manhã, horário que já pretendia estar no hospital. Era o horário previsto da angiografia. Leila tinha "aproveitado o momento propício" para mexer no meu celular e arranjar picuinha. Trancou a porta do quarto, fez barraco. Tive que arrombar a porta. Se desse ibope para ela, teria passado o dia lá. Mais uma vez a moto me valeu para chegar rápido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegando, recebi o telefonema da amiga médica de Tia Telma, para que descesse para falar com minha mãe antes da cirurgia. A angiografia tinha confirmado não um, mas dois aneurismas. Antes de entrar ela me perguntou se eu estava bem emocionalmente, seguro. Se eu não ia desabar na frente da minha mãe. Não ia. Não desabei. Ela falava embolado, por causa da anestesia, com a médica.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- E aí, doutora, saiu o resultado?&lt;br /&gt;- Saiu, Lessi.&lt;br /&gt;- Tudo certo, doutora?&lt;br /&gt;- Tudo certo, minha linda.&lt;br /&gt;- Tudo certo, então! Descobriu que foi engano, que não era aneurisma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase desabei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ô, mãe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nisso a médica chegou junto, com carinho, e explicou que foi, sim, e que ela ia operar. Eu, do lado, segurava na mão e dizia que tudo ia dar certo. Ao que ela respondia que sim, que tudo ia dar certo. Ela já estava com uns tubos, eu acho, e com um aspecto bem frágil. Cara de paciente de UTI, mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A médica disse que tentou ligar pro celular de tia Telma sem sucesso, afim de que o resto da família descesse para vê-la. Eu saí correndo para procurá-los, antes que levassem minha mãe para a cirurgia, que seria feita imediatamente. Ainda não tinha visto ninguém - fui chegando no hospital e recebendo a ligação. No percurso até o saguão, que pareceu durar uma eternidade, mesmo tendo usado as escadas, desabei no choro. A imagem dela e a possibilidade de alguma coisa dar errado, e o medo dela com o "descobriu que não era aneurisma", e a força dela em dizer que tava tudo bem... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Achei o pessoal. Pensaram que eu estava descontrolado, por causa da pressa que eu dava em eles descerem, junto com o choro. Consegui que eles apressassem o passo. Não desci de novo. Não ia conseguir me equilibrar ainda. Fui no banheiro lavar o rosto e subi para a ante-sala da cirurgia. Não sem ouvir uns "Ô, não chore não..." inúteis.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O neurocirurgião ainda conversou conosco, nos colocou a par da pequena probabilidade de não sobrevivência, bem como da grande chance de seqüelas. Ainda disse que estava de férias, e foi operar a pedido da amiga médica de tia Telma.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois disso só pudemos esperar longas três horas e meia de cirurgia, e o mesmo doutor veio conversar conosco. A operação havia sido um sucesso. A sensação de alívio, a diminuição da pressão, é parecida com um pré-desmaio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda assim, ele explicou a incidência de 60% a 70% de vaso-espasmo no pós-operatório dessas cirurgias, o tratamento com a angioplastia, se fosse o caso. Não era ainda motivo para alívio final.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De lá para cá tem sido visitas diárias na UTI. No começo bem chocantes, com ela falando embolado, se rebelando para sair dos aparelhos, amarrada, com dreno de sangue na cabeça, entubada... Mas as notícias foram sempre boas, de melhoras, nenhuma complicação (intercorrência na linguagem que ouvimos nos boletins médicos), e, com o passar dos dias, até risadas. Ela teve algumas confusõezinhas, não lembrava exatamente o que aconteceu, misturava sonhos com realidade;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- E aqui, mãe? Quais são as novidades?&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Hehehe... Até tem, filho. A novidade aqui é que ontem à noite eu acordei convencida de que eu tinha saído, de novo. Fiquei tentando me lembrar com quem tinha sido, onde eu tinha ido, e tal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;- E aí, mãe?&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Aí a enfermeira veio me falar que eu estou numa UTI, e que as pessoas não ficam saindo da UTI para resolver coisas na rua e voltando.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;- Lógico...&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É. Me pareceu bem lógico quando ela argumentou isso. Mas antes eu estava discutindo que tinha saído... hehehe.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já passou. Está ótima, provável que saia da UTI em breve. Ainda passa um tempo no hospital. Semi-intensiva, quarto... Mas isso é o de menos. Ontem foi aniversário dela, e o hospital liberou que subissem mais visitantes. Hoje dei uma faltada, fiquei no trabalho, que a situação aqui já tava ficando chata. Amanhã vou ver se vou de onze às doze.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E os outros problemas, bem como tudo o mais, em perspectiva, praticamente sumiram esses dias. Pausa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;Ê, susto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[]´s &lt;/p&gt;&lt;p&gt;---&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Houve ainda a informação que, durante o procedimento, identificaram um terceiro aneurisma. O que nos deu a sensação de que compensou tê-la levado para a melhor equipe de médicos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-114985955152957180?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/114985955152957180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=114985955152957180&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114985955152957180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114985955152957180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/06/era-um-dia-meio-morto.html' title=''/><author><name>Diógenes Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490268123609830568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_YB83h50atV4/SdxQ_Ok5cZI/AAAAAAAAAIE/_Lbxs8ZsfnM/S220/DSC00041.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-114978138980127290</id><published>2006-06-08T12:40:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:52:54.956-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Múcio'/><title type='text'>Pra não dizer que não falei da copa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E foi diante da tevê que me veio aquele gosto ruim na boca, seguido de um embrulho no estômago. Estava lendo um livro, e por raras vezes desviava o olhar dali. Foi aí que entrou o noticiário, e desviei. Era a própria alegoria da barbárie. Selvagens invadindo um prédio público, gritaria generalizada. Um carro foi virado. Uma mulher com cara de “que faço eu aqui?” quebrava terminais de consulta eletrônicos com uma barra de concreto, e ficou sem jeito ao mirar a câmera. Que nojo, pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MLST, uma dissidência do famoso movimento vermelho, aquele que recruta moradores urbanos para se passaram por agricultores, parece ser mais radical. João Pedro Stédile, do MST, se vangloria das invasões, destruições de materiais de pesquisa. Bruno Maranhão liderou a baderna de ontem, e se jogou no chão simulando passar mal. É filiado ao PT, e disse que seu movimento “tem um projeto”. E eu me pergunto, qual seria esse projeto? O governo Lula assentou menos famílias que o de FHC. É de revoltar mesmo, ver um seu par no governo lhe dar as costas. Porém, nada justifica o que se fez ontem. Talvez o projeto de Bruno seja esse mesmo, o de invadir, quebrar, fazer mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade é que fui pesquisar e acabei descobrindo que o escroque Bruno é um rico filho de usineiros de Pernambuco, e mais, vem a ser meu conterrâneo. Mora num prédio de luxo em Recife. Foi um político frustrado. Criou esse movimento de baderna, e deu no que deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, em qualquer esquina, corre em boca larga o que realmente se dá nessa relação agricultor/movimento. Maioria deles tem propriedade. Em geral casa própria. São pessoas que se filiam com o intuito de ganhar um pedaço de terra, ou lote. Ganha-se a terra, a ajuda oficial do Incra, entre outros benefícios. Depois se vende essa terra, e assim gira a roleta da sacanagem. Há agricultores que chegam aos assentamentos dirigindo camionetas importadas. Há relatos de agrônomos que são obrigados a dividir o salário com o movimento, dinheiro que vem de Brasília. Enfim, há a grande massa de manobra, os idiotas que se sujeitam a invadir/destruir patrimônios alheios, tudo em nome de uma bandeira cada dia mais desgastada. Bandeira na qual o povo não acredita. Eu não acredito. Ontem se viu estudantes, desempregados, menores, pseudo-trabalhadores rurais, todos presos pela vergonhosa ação do dia anterior. Ação previamente organizada com a intenção de desestabilizar a situação, criar impasses políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito sim, na minha bandeira, na bandeira do meu país. E, de amanhã em diante, é nela que vou depositar minhas esperanças, já que nesse campo o meu país manda bem. Eu acredito. Vamos correr atrás de mais um título, vamos desviar nossa atenção dessas imagens podres, essas que mostram nosso governo impassível diante de um grupo de anarquistas; um judiciário inerte e apenas preocupado com os próprios salários. Vamos mudar o canal! Lula, traz a cerveja!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-114978138980127290?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/114978138980127290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=114978138980127290&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114978138980127290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114978138980127290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/06/pra-no-dizer-que-no-falei-da-copa.html' title='Pra não dizer que não falei da copa'/><author><name>mg6es</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_qQ8G2Feeh1Q/TM3Vo82JQ_I/AAAAAAAAAt8/jo3A4R8HcvE/S220/varios+078.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-114944160454002994</id><published>2006-06-04T14:15:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:52:41.887-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>Deu pra ti</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mandando notícias do lado de cá, mais uma vez. Depois de quase um ano, volto para Porto Alegre e, para variar, no inverno. Fui recepcionado pela chuva e pelo frio, o que já me agradou. A cidade, como sempre, está vazia, num silêncio estranho e pouco habitual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa (além da tv) que tira o silêncio do quarto são os aviões que chegam deixando ou matando saudades. Pois é, gostei tanto desse hotel que resolvi voltar para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora serão trinta dias do lado de cá.  Ainda sem inspiração para um bom texto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-114944160454002994?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/114944160454002994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=114944160454002994&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114944160454002994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114944160454002994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/06/deu-pra-ti.html' title='Deu pra ti'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-114909605981985200</id><published>2006-05-31T14:19:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:52:36.423-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Múcio'/><title type='text'>Milo versus Mila</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É que Dorothy, depois que foi morar em Recife, só anda apressada, ou, atrasada. A universidade lhe consome muita energia, e as suas manhãs foram reservadas ao sono, posto que estudar na calada lhe é mais rentável. Achando pouco, matriculou-se num curso de francês, e adora passear nas “horas vagas”. Cinema, teatro, shows, casa de amigos, enfim, vive toda a efervescência cultural da capital pernambucana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi que num dia desses, naquela hora em que a tarde se despede, que ao chegar da rua com Oswald, seu namorado guitarrista com nome de poeta, que Dorothy deparou-se com uma &lt;i&gt;belle scène&lt;/i&gt;. Ali mesmo, na calçada do pensionato, mais precisamente no portão da casinha singela da rua calma, estava um belo exemplar de canino com cara de solidão. Quem bem a conhece pode imaginar a sua reação de carinho/alegria/compaixão diante de um cãozinho de rua mirando seus olhos com os dele: as mãos abanando, como quem sacode delas a água, acompanhado de uma vozinha meiga em idioma incompreensível. Ficou ali babando, enquanto Oswald a apressava, já que iriam sair novamente. De pronto fez um batismo avulso, e o cãozinho recebeu o nome Milo, pela semelhança com o cachorro do Máscara, disse ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O compromisso era urgente, e Dorothy entrou em casa, já sentindo uns pingos da chuva que uma nuvem grossa estava prometendo. Milo, por sua vez, encontrou um lugar pra ficar por entre uns jarros de plantas na área que vai do muro à varanda. A chuva caiu. Estiou. Era hora de ganhar a rua novamente. Um susto ao dar os primeiros passos na calçada, Milo reapareceu, e uma Dorothy derretida seguiu seu caminho: “vem, cachorrinho, vem...”. E um Milo feliz seguiu o casal pela rua sem som. Até que, um Oswald preocupado soltou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mi..., não é muito bom que esse cachorro nos acompanhe...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ãããiii!, oxe, por que, hein?” (meio que miando)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Uma vez, o cachorro do Cordeiro nos seguiu até a locadora, e...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pára, ô... o que foi que houve?...” (quase chorando)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...a moça da locadora não o deixou entrar. Daí, ele ficou triste. Voltou sozinho para casa, e...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ahhh, mô... que foi, hein?” (via-se uma lágrima)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...é... bem... ele morreu... atropelado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Volta, Milo, volta!” (nervosa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estavam na Avenida Caxangá, uma espécie de autódromo aberto. Milo os seguiu, mesmo depois de se encantar por um outro casal, um que tentava ser mais feliz que Dorothy e Oswald, mas não conseguia. Atravessaram a primeira faixa, e no canteiro central, a menina das bochechas lindas tentou demover o cãozinho, apesar do coração aos cacos. Milo entendeu, e tentou voltar. Ouviu-se um riscar de pneus, e um grito característico de cachorro... Atônito, o casal voltou-se a tempo de vê-lo correndo na direção da rua calma, puxando a patinha dianteira. Dividida entre a dor e o compromisso, Dorothy seguiu adiante, mas muito preocupada. Voltou na madrugada, e buscou vestígios de Milo, em vão. Dormiu. Acordou. Deu linha a vida e seguiu sem ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias depois, numa meia tarde, as bochechas atrasadas seguiam rumo ao portão. E ao abri-lo, eis que aparece o cãozinho, com ar choroso, mostrando a patinha machucada. Há quem diria ter visto bochechas derretidas na calçada. Dorothy estava decidida: criaria Milo por todo o sempre, com muito amor e carinho, caso Dona Márcia o aceitasse no pensionato. Mas, um porém: estava atrasada para o francês. E se foi, no afã de na volta reencontrar sua paixão animal. Do curso ficou ligando pro namorado, queria que o futuro engenheiro lhe ensinasse a fazer um curativo. Ao mesmo tempo ligava pra casa, alguém deveria “segurar” o cãozinho por lá, até sua volta. Voou Dorothy da aula para casa. E lá chegando, procurou Milo pela rua, entre os jarros, e nada. Já se fazia noite, outra nuvem doava seus pingos furtivos, e quem passou na rua sem som, deve ter visto no portão da casa singela, umas bochechas molhadas mirando o horizonte. Dorothy chorou àquela noite, em que foi obrigada pelo destino a adiar o sonho de criar um bichinho de estimação. Solidário, Oswald cantou e tocou guitarra ao telefone, e a menina que ama cãezinhos, gatinhos, inhos e afins, dormiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milo já estava na página dez, e o rio das obrigações voltara ao seu curso, quando na mesa do jantar, alguém falou sobre uma cadelinha perdida, com a patinha machucada, e que fora socorrida por outro alguém que tem em casa um abrigo para animais de rua. E mais, falou-se que ela estava super bem, saudável, plenamente adaptada. É, era ela, assim como Dorothy, Milo também era Mila. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-114909605981985200?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/114909605981985200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=114909605981985200&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114909605981985200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114909605981985200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/05/milo-versus-mila.html' title='Milo versus Mila'/><author><name>mg6es</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_qQ8G2Feeh1Q/TM3Vo82JQ_I/AAAAAAAAAt8/jo3A4R8HcvE/S220/varios+078.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-114859258062117963</id><published>2006-05-25T18:26:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:51:09.565-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Baiano'/><title type='text'>Sei lá.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;E um “sei lá”, abstrato, solto. Chato, como essa sensação de não saber mesmo. Talvez seja um reflexo. Talvez desses caminhos perdidos que a gente trilha, essas histórias mal resolvidas no nosso estômago, essa coisa chata de não estar procurando algo específico, e ainda assim ter certeza de não encontrar. E nem sei se estou na direção.&lt;br /&gt;Eu agora tenho rádio integrado no celular - ando ouvindo velhas bossas na 107.5, de trilha sonora para curtir esse maio chuvoso, e com um tempero de solidão. Vou de moto emprestada - carro vendendo. E nem lembrava o quanto é gostoso o friozinho aquecido pelo casaco e pelo capacete. Tem um toque de cama e cobertor, com a vantagem de não precisar sonhar que está voando.&lt;br /&gt;Não me entendam mal, dramático, puxando conversa de maluco. Mas vou dar um passo adiante. Tenho percebido que eu deixo (só eu?) descontar no corpo um tanto dos problemas subjetivos, que não precisariam chegar até. Eu tenho tido muito mais fome que ânimo. É uma onda dessa maré que bate. De ressaca e de pouco.&lt;br /&gt;Só podemos ter grandes novidades quando saímos dessa rotina – ordinária - das coisas que não dão certo. Essa atitude que nos puxa não para baixo, mas para a volta, para o mesmo, com o pequeno prejuízo dos minutos, que vão se amontoando e se avolumando.&lt;br /&gt;Também não desejo, sinceramente, verão. Hoje eu acho o frio bom. Meu. Frio poeirento de ar-condicionado com sucessivos copos de café preto. E também o frio de rua. Frio de dia com casaco e noite com cobertor.&lt;br /&gt;Amanhã? Depende de circunstâncias. Quero dormir oito da noite. Trabalhar onze horas hoje e compensar um tanto do que devo, sair daqui acabado, e dormir nove e pouco. É isso. Nove e meia, depois do banho frio. O pior é que até relaxar de novo depois daquele chuveiro frio eu demoro. Dez. E amanhã eu acordo com o pé direito, para começar o fim-de-semana com mais vontade. Vou ter que fazer alguma coisa para comer quando chegar. Dez e meia. Talvez uma partida de gamão na internet, que hoje não tive tempo para mim...&lt;br /&gt;Em tempo de chuva o dia ganha um sentido noturno. E o som da chuva à noite, na janela do quarto é melhor que o do ventilador. Mas só consigo dormir se ligar.Será que meu irmão já voltou para casa? Talvez uma partida de vídeo-game. Mais tarde. Agora voltar para os octavados.&lt;/p&gt;[]´s&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-114859258062117963?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/114859258062117963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=114859258062117963&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114859258062117963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114859258062117963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/05/sei-l.html' title='Sei lá.'/><author><name>Diógenes Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490268123609830568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_YB83h50atV4/SdxQ_Ok5cZI/AAAAAAAAAIE/_Lbxs8ZsfnM/S220/DSC00041.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-114848157411247919</id><published>2006-05-24T11:38:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:50:38.697-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Múcio'/><title type='text'>A primavera de Luis</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Luis acordou cedo, e trazia nos olhos uma alegria nunca vista pelo seu espelho. Cantarolou uma canção antiga embaixo do chuveiro, enquanto lá fora, setembro fazia seu primeiro domingo de primavera. O sol das oito anunciava força se derramando pelo muro branco para dentro do quintal florido. Beija-flores e borboletas faziam vida em sobrevôos leves por entre girassóis e gardênias perdidas. Saiu do banho e ficou ali, na janela em que passava aquele filme bom. Com o pensamento longe, sorria com os olhos. Despertou ao som do cuco rouco de seu relógio antigo, e aviou em se arrumar. Luis vestiu-se à domingo, e embebido em colônia saltou para a rua antes das dez. Estava feliz. Seguiu pelo passeio dono de um sorriso de bocas mil. A cada coisa, e pessoa, um olhar e sorrisos ímpares. Recebia de volta mais surpresa que recíproca. Não era de praxe andar assim o Luis, comentava-se em boca miúda. O que haveria de ter mudado seu ar casmurro e taciturno? Até seu andar mudara; o passo tétrico de ontem, era o serelepe de hoje. Falou-se numa outra rua, num desses clubes de esquina onde senhores de língua solta fazem correr os ponteiros do dia, que Luis assoviava uma canção alegre ao passar ali. O vestir também era outro, pois trocara o desleixo pelo desvelo, e as camisas rotas de outros dias, tinham agora um colorido de alegria primaveril. Os cabelos penteados em simetria, e uns bigodes bem aparados, ornavam um rosto que o passado negava aos olhos. Era outro Luis. Um olhar mais atento o teria visto parar em frente à florista - a mesma a quem sequer olhava antes, ou, o fazia com desprezo quando - dar-lhe um sonoro bom dia, escolher um lindo buquê de flores do campo, pagar e deixar-lhe um bom troco como gorjeta. E seguiu rua afora, sob um sol gracioso de domingo, o novo Luis. Cruzou o centro da cidade, sempre visto por olhos atônitos e foi dar na rua da praia. No calçadão o vento forte dava boas vindas, e o cheiro do mar misturou-se ao de Luis com seu buquê. Um ouvido mais afiado, por certo, escutaria o rufar do tambor que ia em seu peito àquele instante, a boca seca, a ansiedade aflorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último banco da orla, uma senhora de rosto moreno, cabelos brancos presos num coque, estava acomodada. O morador da casa à frente diria que ela havia chegado junto com o sol àquela manhã. Trazia no semblante um peso de ânsias mil, e não se sentou antes de uma hora. Andou em círculos por um bom par de minutos, e o movimentos das mãos denunciavam-lhe as tormentas internas. De jeito simples, num vestido longo de pequenas flores na estampa, a senhora tinha um ar recatado e triste. Seu dia seria intenso, sabia. Dali a algumas voltas do ponteiro maior a vida iria mudar, de uma forma parecida com algo já vivido em anos idos. Sentada à beira-mar, tinha aproveitado o conselheiro e seus respingos ao máximo desde cedo. Trazia em mente um texto inteiro para usar no tal encontro, ou, reencontro? Colocara cada vírgula, e ponto, no seu devido lugar. Ordenara as justificativas todas, como roupas num armário. Tinha todas as respostas para as possíveis perguntas, e a mais plausível para a mais importante: por que?. E seu relógio não andava. E foi que um vento mais forte lhe trouxe um cheiro, algo nunca sentido, e mesmo assim muito seu. E nada lhe fez girar o pescoço noutra direção que não a do mar. Era o medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis apressou o passo, seus olhos curiosos já não viam os olhares alheios, posto que só miravam o fim da orla em busca do último banco. A alegria do começo da rua, já trocara de lugar com a tensão. Rufar no peito. Suor nas mãos. Rememorava o texto que iria usar; todas as perguntas das quais queria respostas plausíveis, e da principal: por que?. E foi que um vento distraído lhe trouxe um cheiro, algo nunca sentido, e mesmo assim, só seu. A poucos metros viu a cabeleira branca entre os galhos de uma árvore baixa, quis desistir, sentiu ódio, parou, girou, deu um passo, parou, voltou. Foi parar atrás da senhora sentada no último banco da orla, que distraída com o mar não o viu chegar, apesar do forte cheiro de suas lembranças. Tossiu para ser notado, e o foi. A senhora desistiu de olhar o mar, e olhou pra trás buscando o dono daquele pigarro. E dois olhares atônitos se encontraram mudos. E como autômatos se aproximaram. O buquê de flores do campo rumou ao chão em câmera lenta, as mãos dela o procuraram tateando o ar; e um abraço tomou o lugar dos textos, e um ouvido mais afiado diria terem dito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“filho?...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“mãe!...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“eu amo você”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“também te amo, mãe!...”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt; Este texto nasceu antes do dia das Mães, mas, sabe-se lá por que não foi postado antes. Porém, como diz um clichê vigente, todo dia é dia Delas.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-114848157411247919?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/114848157411247919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=114848157411247919&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114848157411247919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114848157411247919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/05/primavera-de-luis.html' title='A primavera de Luis'/><author><name>mg6es</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_qQ8G2Feeh1Q/TM3Vo82JQ_I/AAAAAAAAAt8/jo3A4R8HcvE/S220/varios+078.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-114824790392856870</id><published>2006-05-21T18:42:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:52:02.398-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>Ide, ego, ista. Eu sou egoísta.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ser humano é mau. Do primeiro fio de cabelo até o dedão do pé. Mau na essência. A farsa, conhecida como sociedade, é prova disso. Ou alguém cumpre TODAS as obrigações porque é o correto a ser feito? Ou simplesmente paga imposto porque vai ajudar o país? A ausência de regras e leis tornaria a convivência em conjunto impossível, porque o homem é mau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sobrinho de 6 anos é mau. Ele já tem alguma idéia do que é mau e do que é bom e, quando ele quer sacanear, ele faz o mau, porque nascemos programados para matar. Eu aprendi falar palavrão quando tinha 4 anos. Foi bem naquela idade onde tudo o que se faz rende risos abobalhados da família. Não sei se riram abobalhados de mim. Acho que sim. Todos riem. Levei mais 2 anos pra começar a usar o novo vocábulo pra ofender alguém. Todos fazem assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou egoísta. Nunca gostei de dividir nada com ninguém e não sou diferente de ninguém. Sou até muito parecido com todos. Nunca explodi um prédio, mas minto pra pessoas que me amam. Não faço guerra, não faço amor e nem oro pela paz. Nunca trafiquei, mas uso drogas. Alguns sobem o morro, eu compro no bar. Não tem muita diferença, porque a distância entre a hipocrisia e a preocupação com a saúde pública termina onde é mais fácil ganhar dinheiro. Porque se a preocupação fosse com minha saúde, ninguém venderia cigarros ou cachaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca roubei, nunca matei, mas nunca fiz nada que redimisse 20 anos de exílio do bem. Sou igual a maioria. Sou mau. Não porque faço o mal e sim porque me esqueço de fazer o bem. Sou igual a maioria. Apodreço no meu sofá achando que dizimo as mazelas com o controle remoto da televisão. - Tira daí. Põe na novela! Inútil. Entulho casacos no guarda-roupa achando que acabo com o frio dos outros escrevendo num blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou um vírus, um câncer no mundo. Mas não sou diferente de ninguém, sou igual a você, eu nasci e vou morrer assim. Eu não presto, ninguém presta. Sou do tipo que não ajudo, atrapalho, ponho a culpa no governo e me conformo. Somos tão maus que nascemos predestinados a morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos tão maus que para ganhar dinheiro esquecemos que certas coisas prejudicam os outros. O homem é o tipo de animal que mata por prazer, dizima por dinheiro e se preocupa com luxos, esquecendo do primário: sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E toda essa afirmação serve de base para o que vem por aí: não espere do governo uma ação para acabar com a violência. Tudo o que aconteceu em São Paulo nos últimos dias serve para confirmar o que eu venho dizendo. Gente, não existe sociedade, o homem é primata, nasceu para viver em bando. Insetos vivem em sociedade. Primatas, em bando. Sempre foi e sempre será assim. Não podemos modificar a natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podemos acreditar em sociedade diante de todos os acontecimentos do mundo, desde que ele existe? Não parece verdade que toda essa onda de violência e rebeliões foi motivada simplesmente porque mudaram os líderes do crime organizado para cadeias de segurança máxima e retiraram suas regalias. Os caras roubam, matam, estupram e depois reclamam seus direitos. Que direitos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não me venham falar em Direitos Humanos, estou sem paciência. Direitos Humanos para eles de cu é rola! O Princípio da Isonomia diz que devemos tratar os iguais como iguais na medida da lei, ou coisa do gênero, já que não sou (e nem pretendo ser) advogado. A questão é a seguinte: direitos iguais meu ovo esquerdo! Eu não sou igual a quem trafica, rouba, mata, estupra e comete qualquer tipo de crime, especialmente o hediondo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou aqui para advogar ou promover polêmicas. Quero apenas, nesse espaço, deixar minha indignação não apenas diante dos acontecimentos, mas em especial, ao blá blá blá eterno de direito dos presos. Direito para eles é uma bala na cabeça e uma cova funda, para não sentirmos o podre de seus cadáveres. Estou sendo extremista? Foda-se. Sou humano, sou mau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou cansado de tanta impunidade, tanta falta de justiça para nós, cidadão honestos. Estou cansado de trabalhar para manter filho da puta na cadeia. Para mim, tá na cadeia fodeu. Banho de sol é para quem é honesto. Encontro íntimo? Bata uma punheta ou se comam uns aos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tão revoltante ver um filho da puta representante dos direitos humanos falar em defesa de bandido. Olha aí o resultado de tanta defesa: rebeliões, prejuízos para todos nós. Se tiram o banho de sol, a pelada diária e o encontro semana com o advogado, quebram tudo. Eles queimam colchões, depredam prédios públicos, destroem a porra toda e nós, otários que vivemos enclausurados em nossas prisões domiciliares que nos fodamos para pagar a conta depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou ser prático e direto: seu crime é hediondo? Prisão de segurança máxima, privação total de contato com o mundo exterior, trabalhos forçados para sobreviver, UM encontro mensal com o advogado (se necessário for) e já está mais que suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o bandido puder matar e o a polícia responder processo por atirar em bandido, teremos isso tudo aí. Enquanto existirem órgãos que se preocupam mais com o preso do que com NOSSA segurança, viveremos em estado eterno de sítio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, enchi o saco, não quero mais falar! De qualquer forma, me desculpem pela agressividade e até mesmo excesso de infantilidade nas palavras. Não quis escrever um texto com argumentação lógica, foi apenas um desabafo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-114824790392856870?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/114824790392856870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=114824790392856870&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114824790392856870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114824790392856870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/05/ide-ego-ista-eu-sou-egosta.html' title='Ide, ego, ista. Eu sou egoísta.'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-114788046922289456</id><published>2006-05-17T12:28:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:50:24.540-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Múcio'/><title type='text'>Brasil, um país de todos...</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;Acima, vestígios da minha dor, ao ver que o meu país não tem força, nem moral para combater/evitar que sub-vermes nos imponham suas ordens. Um minuto de silêncio pelos "mortos dignos" no maio vermelho de São Paulo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-114788046922289456?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/114788046922289456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=114788046922289456&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114788046922289456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114788046922289456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/05/brasil-um-pas-de-todos.html' title='Brasil, um país de todos...'/><author><name>mg6es</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_qQ8G2Feeh1Q/TM3Vo82JQ_I/AAAAAAAAAt8/jo3A4R8HcvE/S220/varios+078.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-114765255210686097</id><published>2006-05-14T21:14:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:50:15.806-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>Deus na terra...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é a primeira vez que falo de Deus por aqui. Geralmente são textos profanos, onde mostro minha falta de respeito, que não existe além do mundo virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, hoje será diferente, até porque tenho poucas palavras, já que é redundante falar o que será dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Deus criou o mundo e aquela porra toda, ele deu o tal do livre-arbítrio para as pessoas e tal, para se livrar de todos os problemas e cagadas que os homens sempre fazem. O problema é que cada um resolveu fazer o que queria e a merda ficou muito pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não contente com tudo, Deus descobriu através de um anjo fofoqueiro, que Lúcifer ganhava cada vez mais força, já que ele era representando por diversas coisas na terra. Gato preto, urubu, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então Deus, mais uma vez, ficou lá no céu coçando seu saco celestial, pensando em como criar uma representação para ele. Precisava ser alguém que tivesse um amor incondicional, eterno e supremo. Ser forte, doce, meigo e tantas coisas. Tudo perfeito, como ele apenas é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim ele criou as mães.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-114765255210686097?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/114765255210686097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=114765255210686097&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114765255210686097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114765255210686097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/05/deus-na-terra.html' title='Deus na terra...'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-114722875504504456</id><published>2006-05-09T23:12:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:49:11.397-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fábio Rosk'/><title type='text'>Cleptomaníaca de Corações</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu estava na sua mira havia já 2 anos. Apareceu-me, pela primeira vez, numa festa. E me foi logo apresentada pelos nossos amigos em comum. Confesso que, à primeira vista, a sua beleza física me atraiu, mas nada tão forte que me fizesse correr atrás dela, ou trocar a eternidade ou coisas assim para te-la. Fui indiferente à situação. Em meio a conversa fui surpreendido. Ela sabia muita coisa da minha vida para uma, até então, desconhecida. Justificou-me pelo acesso a internet e dizendo que a internet no tira privacidade e, algumas vezes até os segredos. Eu, como usuário assíduo da grande rede, engoli tal justificativa e continuei a nossa prosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabia eu, talvez pela ingenuidade que ela aparentava através daqueles olhos cor de amêndoas, que seus objetivos eram outros. Mais sombrios, eu diria. E talvez esse tenha sido o meu azar, ser escolhido para o cumprimento de tais metas. Com seu jeito sutil, sua inteligência e sagacidade, ela me transformou num alvo fácil. Num coelho sozinho à espreita de um leão faminto. Ia lá eu, conversando e imaginando a minha noite com ela. Como sempre "me garanti" nessas situações, não achei que ela pudesse me oferecer risco, afinal eu sou um jogador nato e conhecia todas as regras e armadilhas daquele jogo de sedução. Mas ela foi mais sagaz. Levou-me através da sua lábia, da sua boca carnuda e daqueles olhos amendoados para o bote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi rápido, simples e certeiro. Num movimento veloz e preciso, como os dos atiradores profissionais, roubou-me o que eu tinha de mais importante, o que nunca antes fora roubado e o que eu imaginei que nunca iriam roubar. Roubou-me o coração. Num beijo ardente que me fez visitar o céu e acreditar em amor por uns instantes. Senti-me paralisado diante daquilo tudo, perdi toda a noção e todo senso de orientação. Fomos ao motel mais próximo e sem titubear, gastei meu dinheiro, meu fogo e minha paixão naquela noite, com direito a uma conversa sobre nossos possíveis filhos e a nossa futura casa, ao amanhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telefonei ao entardecer do outro dia, com esperanças de que novamente, gozaríamos de uma noite maravilhosa. Ninguém atendeu. E foi assim por cinco dias seguidos, até que ao final do sexto dia a encontrei naquele mesmo bar, conversando com um outro homem e roubando mais um coração para a sua coleção porque, afinal, o meu já era dela.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-114722875504504456?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/114722875504504456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=114722875504504456&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114722875504504456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114722875504504456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/05/cleptomanaca-de-coraes.html' title='Cleptomaníaca de Corações'/><author><name>Fábio Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://img410.imageshack.us/img410/1174/roscaxd1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-114705125668891535</id><published>2006-05-08T01:10:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:49:05.247-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo'/><title type='text'>La isla de Fidel (ou "Cada povo tem o revolucionário que merece?")</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Escutei esta semana em algum lugar que a fortuna pessoal do "comandante" Castro de Cuba estaria avaliada em cerca de 150 milhões de dólares. Achei intrigante (não tanto pela cifra, mas pelo inusitado da situação) e resolvi consultar o pai-dos-burros dos tempos modernos. Uma rápida conversa com o google.com, e ele me confirmou que realmente a fortuna do cubano estaria na casa dos milhões. Na verdade não houve consenso entre os dois ou três sites em cujos textos passei rapidamente os olhos... O patrimônio seria algo entre 110 e 150 milhões de dólares, e foi a matéria anual da revista Forbes das pessoas mais ricas do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser a Forbes o poço de honradez e comprometimento com a verdade que alardeia, e apesar de minha natural desconfiança em relação a quaisquer honrados e comprometidos financistas norte-americanos, fica a questão. Temos um auto-proclamado revolucionário que, sem deixar a dever a yuppie algum em matéria de perfeita aplicação dos princípios fundamentais do capitalismo, acumulou durante anos de "não trabalho" (afinal, é bom sempre ter em mente que Fidel Castro não exerceu profissionalmente a advocacia) uma fortuna de fazer inveja a muito milionário admitidamente capitalista. O mais interessante é observar a importância de Fidel Castro na história mundial recente. A Cuba da grande revolução apareceu aos olhos duma geração inteira de sonhadores e intelectuais de esquerda como uma lufada de ar fresco num mundo de extremas desigualdades sócio-econômicas... era a prova viva de que uma republiqueta de bananas tão igual a tantas outras podia sim, ter seus heróis... heróis que, bem-nascidos, instruídos e desprendidos tinham uma aproximação tal com o cortador de cana, o catador de laranjas e a dona-de-casa que traziam ali pra perto, pro dia-a-dia, a discussão de bipolaridade social econômica e política das grandes potências. E com os heróis de Cuba, voltava mais uma vez ao inconsciente daquele sem número de indígenas e negros latinos o sonho de união em torno de um ideal. O que Emiliano Zapata buscara no México, Fidel, seu irmão Raul e o Che buscariam América Latina afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que o Che se perdeu em seus próprios sonhos... e Fidel é hoje (ainda segundo a honrada Forbes) mais rico que a rainha da Inglaterra! É de se imaginar o que vai fazer alguém em Cuba com tanto dinheiro. Como não há por lá as farras gigantescas regadas a cocaína envolvendo astros decadentes de Hollywood, há que se dar tratos à bola pra imaginar onde se gastar 150 milhões de dólares! Não em charutos cubanos ou em rum, que obviamente custam bem menos em Cuba que no resto do mundo... Aliás, só pra que tenhamos uma idéia mais exata do que é a Cuba dos dias de hoje, duas das atividades mais lucrativas do país são o contrabando de alimentos das zonas rurais e a prostituição nas áreas do complexo turístico... Fidel governa (ou "comanda", como ele próprio preferiria) médicos, advogados, esportistas e professoras que contribuem como muambeiros e putas para o PIB de da ilha. Eis o herói da grande revolução...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale dizer que eu acredito desde sempre na filosofia política do socialismo enquanto sistema econômico que busca privilegiar por meio principalmente da divisão de renda um pouco mais igualitária o bem-estar social. Eu não tenho fé é nas pessoas... e o acúmulo de riqueza do herói cubano não cabe neste raciocínio por um motivo bem simples... é que pra que ele, e os poucos que o cercam, acumulem 150 milhões, com toda a certeza há pessoas que não tem nem pra comer. É a lógica mais simples do mundo, e não é preciso ser um financista da Forbes pra saber disso. Eu acredito na revolução. É, a meu ver, o que provavelmente mais bonito e puro aconteceu no século, no que diz respeito a mobilizações sociais. Infelizmente teve contra si a maior das nações de um lado... e do outro seu maior herói revolucionário... Mas seja como for, quero eu mesmo escoher meus heróis revolucionários cubanos... Fico com o Pedro Juan Gutierrez, escritor das putas, muambeiros e desvalidos em geral, que enxerga com o olhar ácido do remediado a Cuba pós-revolucionária. Outro dos meus heróis seria o Pablo Milanés... este ingênuo que se por um lado acredita piamente no regime, por outro compôs algumas das mais belas canções em língua espanhola. E chamo pra meu exército todo o contingente de velhinhos do Buena Vista Social Club (ou pelo menos os que ainda sobraram...), que na Cuba de Fidel eram engraxates, manicures, etc. E assim, está formado meu exército. O exército dos novos revolucionários de Cuba. Dos cubanos que não tem 150 milhões pra seu uso, nem tampouco falam por horas seguidas a quem talvez não queira ouvi-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São os verdadeiros heróis de Cuba. São o exército do povo!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-114705125668891535?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/114705125668891535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=114705125668891535&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114705125668891535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114705125668891535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/05/la-isla-de-fidel-ou-cada-povo-tem-o_08.html' title='La isla de Fidel (ou &quot;Cada povo tem o revolucionário que merece?&quot;)'/><author><name>Leonardo Caldas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01290354212007710933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img400.imageshack.us/img400/5233/slack10b9oc.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-114692500980438690</id><published>2006-05-06T11:16:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:48:58.688-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lélia'/><title type='text'>Sábado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sábado tem mesmo cara de que? A minha versão Leliana (e também leviana) de sábado é bastante particular e limitada. Pra mim sábado tem cara de feijoada e coca-cola no almoço. E depois tem uma sonequinha básica. Quando não tenho plantão de final de semana, meu sábado tem cara de faxina ao som de meu cordel estradeiro e muitas vezes uma viagem repentina (mas muito planejada como quem não quer nada) pra Salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu fosse uma mulher vaidosa, minhas manhãs de sábado também teriam cara de salão de beleza, minhas unhas seriam lindas e meu cabelo impecável, mas acontece que me sobra preguiça e me falta vaidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus fins de tarde de Sábado em Feira de Santana têm um destino certo: A lambreta, boteco tipo “pé limpo” onde eu e Cate se encontra, bebe, fuma, fala bem e mal da vida e dos outros, inclusive uma da outra. Minhas tarde de Sábado em Salvador também. Sempre é com Lília e/ou Ricardo, e a gente gasta horas jogando conversa fora, gastando tiros com alvos banais, mas na maioria das vezes os nossos vôos são certeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado também é dia de post no E-digitais, e como hoje, ele está sendo feito no dia, os textos deveriam estar prontos na véspera, mas minhas sextas têm sido mordazes (geralmente resultado das saidinhas de quinta) e a inspiração me falta, se bem que ela tem me faltado todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sábado tem mesmo cara de curtição, de balada, mesmo pra mim que não gosto de grandes movimentações. Acho que Toni Garrido está certíssimo quando fala que “todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite”, mesmo que seja um filme bacana no SuperCine (e pq não?). Noite de Sábado também tem cara de namorinho de portão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nos sábados de chuva, como hoje, o bom mesmo é se jogar no sofá enrolada em uma coberta, em frente à tv e não pensar em nada enquanto vai mudando os canais que já não oferecem nada. vejo isto como o melhor exercício pra zerar a memória. E assim são meus sábados... Bem, vou ali que meu sofá está me gritando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Sábado também é dia de feira e neste momento ouço Lirinha gritar “Vou saquear a tua feira”, pois que venha então!).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-114692500980438690?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/114692500980438690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=114692500980438690&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114692500980438690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114692500980438690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/05/sbado.html' title='Sábado'/><author><name>Lélia Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-114660666171511755</id><published>2006-05-01T18:49:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:48:39.644-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mary'/><title type='text'>O doce do pote</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Lembro-me bem de tantos outonos passados no sítio de meu pai.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Aquela velha amendoeira que acompanhou toda minha infância de menina de pés no chão e cabeça nas nuvens. Eu adorava ouvir o barulho das folhas ao serem pisadas por mim, de sentir os pingos de chuva e o cheiro da terra molhada. E quando não chovia deitava sob a amendoeira olhando os formatos das nuvens e sonhava com minha mãe. Minha mãe morreu quando eu nasci. Nunca entendi o motivo de sua morte, e se existe mesmo Deus, eu gostaria de contar-lhe sobre minhas frustrações de não poder ter uma mãe para alisar os cabelos e abraçar nas horas tristes e nos dias frios.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Eu cresci vendo o amor que meu pai cultuava à minha mãe. Ele a amava imensamente e eu sentia que aquele amor o corroia com o passar dos anos. Quando eu era menina eu nem sabia o que era amor, mas eu sentia. E foi nessa época de menina, que eu amadureci minhas percepções e soube das coisas sem precisar de perguntas e respostas, mas somente de meus sentidos e meu instinto.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Aprendi a enxergar as cores mesmo nos dias sem sol, aprendi a ouvir o silêncio mesmo com o canto dos pássaros, aprendi a guardar os aromas das flores mesmo quando estas ainda eram sementes, aprendi a provar os sabores que a natureza oferecia-me mesmo quando eram azedos, e aprendi a sentir a essência da vida com o toque dos dedos mesmo quando me deparava com a morte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Meu pai não era muito de conversa e se fechava em seus lamentos durante todo o dia. Não foi fácil aceitar que eu não tinha culpa em seu comportamento. O dia em que ele ficava mais receptivo para minhas tolices infantis era em meu aniversário, o aniversário de morte de minha mãe. Nesse dia ele até assobiava com os pássaros enquanto repetia todo o ritual que observei tantas vezes. Na cozinha, na mais alta prateleira da estante, havia um pote de vidro de tampa vermelha e uma etiqueta amarelada do tempo. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Eu não tinha permissão de tocar neste pote e só descobri o segredo mais tarde. Porém, eu observava meu pai, sempre no dia do meu aniversário, fazer aquela calda açucarada que deixava a casa toda cheirando a formigas. Ele esvaziava a calda do pote, mas sempre deixava os pedaços, pedaços estes da fruta que eu nunca tinha provado, e em seguida com a nova calda enchia o pote novamente. E lá ia o pote para estante. E mais um ano se passava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Aos meus 18 anos, já crescida e prendada, resolvi ir trabalhar na capital e abandonei aquele sítio, a amendoeira e todos meus sonhos de criança. Meu pai ficara com sua solidão já costumeira e eu o visitava uma vez por mês. Levava jornais, discos, doces e frutas. Já não passava meu aniversário com ele, mas sim com minhas amigas, meus amores e com a vida noturna da cidade. Eu via a velhice se apossar do meu pai uma vez por mês, mas mesmo com as marcas do tempo em sua face e em seus gestos, eu ainda sentia um sopro de vida daqueles olhos amendoados cansados. E isso nos fazia bem. Minha vida na cidade corria diferente, não tinha mais o tempo de aprender nem de tomar banho de chuva com os pés descalços.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;No meu vigésimo sexto aniversário, acordei com uma vontade de ver meu pai e perguntar-lhe de uma vez por todas sobre aquele pote de doce. Sob a amendoeira eu o vi sentado em sua cadeira de balanço na varanda, e ele ao me ver esboçou um sorriso de paz que me deixou nervosamente tranqüila. Fui à cozinha pegar o pote de vidro e para minha surpresa ele não estava na prateleira mais alta da estante, mas estava em cima da mesa, acessível à minhas mãos. O pote estava cheio da nova calda açucarada, a sentia quente e pulsando em minhas mãos. E não pude conter as lágrimas quando na etiqueta amarelada, li:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: right;" class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Meu doce sopro de vida:&lt;br /&gt;Meu coração em pedaços&lt;br /&gt;alimenta a calda que banha&lt;br /&gt;teu coração, minha amada.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;E o mesmo vento que acariciava minhas lágrimas levava meu pai para junto de minha mãe. E desde então eu guardo dois potes de vidro de tampas vermelhas e etiquetas amareladas na mais alta prateleira da estante de minha casa. São os doces pedaços de meu coração.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-114660666171511755?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/114660666171511755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=114660666171511755&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114660666171511755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114660666171511755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/05/o-doce-do-pote.html' title='O doce do pote'/><author><name>Marina</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cvt8d8XLLV4/SsV0OfvyC3I/AAAAAAAABO0/cKftOufa4bY/S220/08-1.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-114643033654648335</id><published>2006-04-30T17:39:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:48:32.498-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>Enchendo lingüiça</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cada dia tenho menos idéias para registrar para vocês aqui do "Digitais". Enquanto ouço um pouco de Black Sabbath, sigo pensando em novas idéias ou mesmo falar um pouco de mais do mesmo. Só que não há idéias e já não encontro mais como falar do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então penso em qualquer coisa que possa se transformar num texto. Na verdade mais fria tudo pode se tornar um texto, desde que o autor tenha criatividade e saiba unir as palavras da maneira correta. Porque, na verdade, qualquer texto é um conjunto de palavras dispostas de tal maneira que aquele que lê se identifica, seja por sentimento ou por qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses, inclusive, eu li uma matéria onde diziam ter descoberto a região do cérebro que lê. Sozinha esta informação não quer dizer muita coisa. Mas o interessante foi que conseguiram associar leitura com sentimento. De acordo com a tal matéria, quando lemos ativamos em nosso cérebro uma área responsável por traduzir sentimentos, por isso a maioria das pessoas se identifica mais com textos sentimentais. Até porque, qualquer texto desperta sempre algum sentimento, mesmo que seja raiva ou frustração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas falando em música, acabou de terminar a música do Ozzy e agora ouço Flip Phillips tocando Goodbye numa gravação de 1952 (obrigado Camilinha). Nada como um bom jazz para trazer um pouco de inspiração. Pena que meu quarto não tenha ar-condicionado e o jazz seja obrigado a tocar no calor do quarto e calor não rima com inspiração. Não para mim. Logo sigo pensando em mais algum tema, qualquer coisa que eu nunca tenha falado sobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei de pensar nas chuvas desses dias de outono. A noite passada choveu como eu nunca tinha visto, ou lembrado. Mas a música mudou e agora é a Billie quem comanda o som com My man. Um trocadilho infame é dizer que nada melhor que ouvir a Billie numa véspera de feriado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo então com um pouco de boa música, algum calor (apesar das chuvas) e a minha total encheção de lingüiça, já que depois desse tempo todo não saiu uma linha dos meus dedos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-114643033654648335?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/114643033654648335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=114643033654648335&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114643033654648335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114643033654648335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/04/enchendo-lingia.html' title='Enchendo lingüiça'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-114444114473336087</id><published>2006-04-27T12:59:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:48:26.587-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Baiano'/><title type='text'>O MULTIMILIONÁRIO.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O MULTIMILIONÁRIO, em segredo, tomou um viagra. Cinco horas depois, estava na banheira com a LOIRA, a MORENA e a RUIVA, exaustas. Pensaram que, enfim, tinham "derrubado o touro". A MORENA comenta: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Hoje você estava... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Começa a se instaurar o clima de pós - sexo entre elas. A LOIRA puxa um cigarro de piteira. A RUIVA joga o corpo para trás, encostando - se na armação da banheira, numa posição sensual. O MULTIMILIONÁRIO fica novamente à postos. A LOIRA dirige - se à RUIVA:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- A culpa é sua! Fazendo pose! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;RUIVA: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- A MORENA é que atiçou ele, com o comentário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porém, antes que a MORENA fale, o MULTIMILIONÁRIO intervém: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Meninas, não é hora de apurar responsabilidades... é hora de resolver o problema. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A MORENA dá um risinho sacana. A LOIRA apaga o cigarro desleixadamente. A RUIVA fica de canto, olhando, respirando... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;16/05/2003 - Encontrei por acaso, enquanto procurava outra coisa, essa do MULTIMILIONÁRIO. Resolvi deixar aqui o registo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-114444114473336087?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/114444114473336087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=114444114473336087&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114444114473336087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114444114473336087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/04/o-multimilionrio.html' title='O MULTIMILIONÁRIO.'/><author><name>Diógenes Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490268123609830568</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_YB83h50atV4/SdxQ_Ok5cZI/AAAAAAAAAIE/_Lbxs8ZsfnM/S220/DSC00041.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-114610884463589996</id><published>2006-04-27T00:33:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:48:11.901-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fábio Rosk'/><title type='text'>Então Voe!</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Então voe! Gritou o homem de barba cinza, incrédulo com a audácia do menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos era um rapaz teimoso. Sabia que podia voar e não era um velho de barba cinza que o faria desistir. Dentro dessa convicção; pulou do teto de sua casa. De início, teve a súbita sensação de vôo, mas derrepente uma força estranha puxou-lhe para baixo com tamanha intensidade que se sentiu sugado para o chão. Acabou numa fratura no braço esquerdo, uma perna quebrada e muita dor de cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá vendo rapaz teimoso! Disse o homem de barba cinza com aquele ar de superioridade dos adultos frustrados - Tá pensando que é o que? Gente não voa moleque.&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Marcos teve vontade de gritar e mostrar que quase conseguiu. No entanto, vendo que o homem de barba cinza afinal tinha razão decidiu sabiamente se calar ir ao hospital para curar aquele braço enfermo e da perna que estava incomodando bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando do hospital, Marcos decidiu estudar os motivos pelos quais o vôo não fora bem sucedido. Subiu até o telhado, estudou minuciosamente as telhas, sentiu o vento no rosto, conferiu altura do local, verificou seu cadernozinho que tinha todas as instruções prévias de vôo copiadas de um desenho animado e tentou imaginar o que lhe fizera cair de modo tão brusco e tão forte no chão. A solução não tardou a vir.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Sim! O vento! Não havia vento o suficiente naquele momento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sorriso de esperança brotou-lhe como nunca naquele rosto de apenas dez anos de idade. Decidiu chamar, com o braço enfaixado, o velho de barba cinza. Agora ele finalmente provaria que voar era algo simples e bastava querer, imaginar e se jogar do telhado de casa para conseguir e que as pessoas eram umas bobas em acreditar naquele troço de gravidade, imaginação é tudo. Falou-lhe que havia descoberto o motivo pelo qual ele não houvera voado e que agora ele iria voar de verdade e todos iriam ver! O Velho, incrédulo, deu risada da cara do menino e topou presenciar a segunda tentativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino então subiu para o telhado. Sentiu o vento com força batendo no seu rosto e teve a certeza que era mais do que o suficiente para garantir o bom vôo. Tomando cuidado com o braço e puxando um pouco a perna, estudou o céu e viu que as condições eram as melhores possíveis.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Imaginou o oceano visto de cima e os olhares incrédulos das pessoas. Viu-se apertando a mão do Cristo Redentor, dando um olá à Estátua da Liberdade, contornando o mundo todo por cima. Sem falar que poderia também visitar a sua avó que morava numa cidadezinha distante e comer mais um pouco daquela comida que só as avós têm o poder de fazer. Foi tudo tão real que a covardia, já escassa, abandonou o menino, afinal a covardia é a virtude dos que não sonham e dos que não imaginam. Subiu então ao ponto mais alto do teto de sua casa.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;A covardia e a razão ainda não houvera abandonado o senhor das barbas cinzas e lhe fizeram gritar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Menino louco! Não pule daí, Está muito alto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas era tarde. Marcos já havia pulado. E no momento em que o Velho gritava, ele estava sentindo toda a plenitude do vento batendo em seu rosto. Não acreditava, estava mesmo voado! Via as pessoas lá de cima, sentia uma paz irracional a invadir todo o seu ser. O que lhe motivou a dar piruetas pelo ar e a brincar enquanto volitava. Marcos estava experimentando, e tinha a plena noção disso, a felicidade completa e inatingível. &lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Pensou em fazer tudo aquilo que havia imaginado, mas algo lhe chamou a atenção. Começaria pela Estátua da Liberdade, passaria pela casa da sua avó para comer um daqueles bolos de chocolate. Porém, antes de ir, notou algo interessante. O senhor de barba cinza estava no chão chorando incessantemente. Ao se aproximar viu o motivo das lagrimas. Era o ele, com a cabeça toda ensangüentada, sem vida, com os olhos ainda abertos, estirado no chão com os braços abertos, como se abraçasse o chão. Não acreditava naquilo! Não podia ser eu, pensava o menino. Ora ele estava ali, logo ali em cima voando e vendo tudo aquilo. &lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Esse, definitivamente, não sou eu, pensou o menino. Nem o azul dos olhos esse corpo estirado no chão tinha. Tendo a certeza de que aquilo que estava deitado no chão não era a sua essência, partiu em vôo maluco pelo mundo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-114610884463589996?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/114610884463589996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=114610884463589996&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114610884463589996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114610884463589996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/04/ento-voe.html' title='Então Voe!'/><author><name>Fábio Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://img410.imageshack.us/img410/1174/roscaxd1.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-114607646968518205</id><published>2006-04-26T15:32:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:48:06.958-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Múcio'/><title type='text'>Noventa e um parece ontem...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3376/1233/1600/blog2.2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3376/1233/200/blog2.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É, amigo... de frente para a minha janela agora, vejo um derramar de outono fugaz para dentro do quarto, culpa da timidez desse sol que maio nos dá, assim, quando a tarde vai pelo meio. Justo agora, me veio à mente, uma breve reminiscência com você por dentro. É que a vida, desse lado de quem vê, com tantos ais e quês, passa num caminhar incansável, e por capricho, faz com que nos esqueçamos de detalhes valiosos, mas que não se perdem por sempre, posto que gavetas se abrem aleatórias, e de relance, trazem de volta coisas, pessoas, e momentos. Num silêncio que fez aqui, há pouco, a que guarda você em mim abriu-se, e como num espaço sem gravidade, fez flutuar lágrimas e sorrisos, os que um dia dividimos à mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da choupana onde vivo hoje, aquela que desenhava entre conhaques e poemas de Maiakovski, e da qual você ria a zombar de meus sonhos; daqui, amigo, vejo no breve lago sereno, no espelho que ele forma; flashs de um passado onde você cabia, e era. Vejo o alvoroçar de idéias que saíam de nossas cabeças jovens. As mulheres que tínhamos na facilidade que o pensar permitia. A volta ao mundo que nunca demos, e todos os erros que nossas costas carregaram com alegria. É, amigo... noventa e um parece ontem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz maio esta tarde, mas um maio saudoso. O céu que faz neste fim de tarde é triste, até digo, triste. É que sendo hoje seu aniversário, e noventa e um indo tão longe, caiu em desuso a alegria. Esta virou obsoleta peça de museu. Da raiva já uso mais, porém, sem saber a quem senti-la. E a solidão, esta, aqui dá em qualquer pé. Você bem merece minha raiva, mas, sequer sei como tramitam por aí esses processos. Melhor não. No que acredito é muito pouco, até nem sei se o que penso, escrevo, você pode saber. Que seja, um deus tem de haver, para essa bagunça toda consertar, um dia, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui onde vivo tudo é simples, e belo, não menos. O dia é longo, e cheio de gratas surpresas. Por agora, bem do lado, um rouxinol vadio ensaia acordes em sua maestria nata, cena digna de um haicai quebrado. Acolá, uma lavadeira tardia volta do riacho onde deixou os ecos de seu canto. Quando as cortinas se fecham, e logo abrem para o show do palio de sempre, e as primeiras meninas que brilham vêm me açoitar, cumpro o ritual mesmo, o do chá quente que abranda a brisa glacial que invade as frestas. E a vida de amanhã repete hoje, ao menos na aparência, posto que creio em Heráclito. Maio que vem tirarei a mesma fotografia, eis que, incansável, todo ele acontece. Queria eu essa bravura dos meses, que se repetem sem cansar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma que você estaria, nós, aqui estamos, nem bons, nem maus. Alimentamos a de sempre pequeneza de quem acredita ser apenas isso, e aqui. E você bem que poderia nos sacar as vendas, e assim nos tornar maiores, já que mortais, mostrou que somos. Também não somos mais tão inocentes, e o tempo que passou nos imprimiu à testa uma ousadia risível. Laurinha casou. Serjão largou a batina. André virou monge. Lucinha faz programas. E Teco, lembra? É... ele não era gay, e agora é pai e tudo. Os dias seguem assim, menores que sua falta. Eu, sozinho, carrego minhas vidas já um pouco curvado, e brigo com os meus pés quando insistem em se arrastar. Aquela barba, a que rapazote se contava os fios, de branca já passou. Os cabelos já iniciaram a fuga imposta pelo tempo, ou, pela genética. E os filhos que não tive cantam nesses galhos que margeiam meu telhado. Fiquei de choro fácil, e medo de escuro. Mas também me rouba um riso, qualquer folha que ao cair, faça um balé outonal. Divido um chalé com meus livros, meus discos, uma solidão benfazeja, e umas alegrias furtivas. Do que sempre quis tenho quase, do que me falta nem sinto, e, assim me faço feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizer sobre o bem que lhe quero, tem o valor mesmo de chuva na água. E da vontade de um dia revê-lo, esta, fica na casa do que a minha crença permite. Vou ficar aqui, nesse dia de maio cuja tarde me foi triste, e a noite já desponta, trazendo em si uma chuva leve, coisas de maio por essas bandas. E aqui ficando, vou usar do ar que me resta, para em todo dia, como este, em que a saudade me aperta, e a lembrança me abate, trazer ao papel o meu sentir, no afã de que esteja errado, pois, no que acredito é muito pouco, até nem sei se o que penso, escrevo, você pode saber. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-114607646968518205?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/114607646968518205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=114607646968518205&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114607646968518205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114607646968518205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/04/noventa-e-um-parece-ontem.html' title='Noventa e um parece ontem...'/><author><name>mg6es</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_qQ8G2Feeh1Q/TM3Vo82JQ_I/AAAAAAAAAt8/jo3A4R8HcvE/S220/varios+078.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-114600964266788787</id><published>2006-04-25T20:56:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:47:57.165-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paty'/><title type='text'></title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem um rato aqui... roendo minha coragem e assustando as palavras tímidas... mas eu volto! Talvez traga um pedaço de queijo coalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-114600964266788787?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/114600964266788787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=114600964266788787&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114600964266788787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114600964266788787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/04/blog-post.html' title=''/><author><name>PatriciaM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-114582088051115463</id><published>2006-04-23T16:34:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:47:37.860-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicius'/><title type='text'>Sobre as coisas que eu não sei</title><content type='html'>Eu, não, tenho, nada, para, falar, estou, em, trânsito, entre, qualquer, lugar, e, lugar, nenhum. Quem, sabe, semana, que, vem, tenho, algo, para, dizer. Mais, uma, vez, peço, desde, já, minhas, mais, sinceras, desculpas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-114582088051115463?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/114582088051115463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=114582088051115463&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114582088051115463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114582088051115463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/04/sobre-as-coisas-que-eu-no-sei_23.html' title='Sobre as coisas que eu não sei'/><author><name>Vinicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13826826.post-114571043488387853</id><published>2006-04-22T09:53:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T05:47:28.766-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lélia'/><title type='text'>Tudo é tão bom?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou em clima de Micareta, sem gostar de Micareta. Estou em clima de Micareta, sendo que o clima da Micareta é chuva pura . Estou em clima de quem pede fim de Micareta. E a única coisa que presta é ouvir Café Com Pão (Vixe Mainha) e ver o sorriso largo de Jau Pery. Nem ver Bell Marques fazendo um showzinho particular pra a gente (máximo de 10 pessoas no im-praticável da Tv Subaé) é melhor que a voz dos ex-Olodum cantando uma música que não diz nada com nada, mas que é uma delícia. E eu só imagino o dia que esta festa feia, suja e molhada vai terminar. Há alguns anos um amigo veio passar a Micareta aqui em Feira e fez um comentário bastante pertinente: "Lélia, o mundo acabou ontem, e isso aqui é o resto". É impressionante como as coisas se repetem sempre, e algumas vezes bem pior. É o caso!&lt;br /&gt;Bem, deixa eu parar de reclamar e voltar para as minhas pautas. Seria muito melhor se eu escrevesse sobre Telê Santana, não é? Este sim merece registro. Mas é que eu tou tão assombrada que a única coisa que eu me permito pensar é em Café com Pão, dos males o menor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13826826-114571043488387853?l=e-digitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://e-digitais.blogspot.com/feeds/114571043488387853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13826826&amp;postID=114571043488387853&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114571043488387853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13826826/posts/default/114571043488387853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://e-digitais.blogspot.com/2006/04/tudo-to-bom.html' title='Tudo é tão bom?'/><author><name>Lélia Maria</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
