sábado, maio 06, 2006

Sábado

Sábado tem mesmo cara de que? A minha versão Leliana (e também leviana) de sábado é bastante particular e limitada. Pra mim sábado tem cara de feijoada e coca-cola no almoço. E depois tem uma sonequinha básica. Quando não tenho plantão de final de semana, meu sábado tem cara de faxina ao som de meu cordel estradeiro e muitas vezes uma viagem repentina (mas muito planejada como quem não quer nada) pra Salvador.

Se eu fosse uma mulher vaidosa, minhas manhãs de sábado também teriam cara de salão de beleza, minhas unhas seriam lindas e meu cabelo impecável, mas acontece que me sobra preguiça e me falta vaidade.

Meus fins de tarde de Sábado em Feira de Santana têm um destino certo: A lambreta, boteco tipo “pé limpo” onde eu e Cate se encontra, bebe, fuma, fala bem e mal da vida e dos outros, inclusive uma da outra. Minhas tarde de Sábado em Salvador também. Sempre é com Lília e/ou Ricardo, e a gente gasta horas jogando conversa fora, gastando tiros com alvos banais, mas na maioria das vezes os nossos vôos são certeiros.

Sábado também é dia de post no E-digitais, e como hoje, ele está sendo feito no dia, os textos deveriam estar prontos na véspera, mas minhas sextas têm sido mordazes (geralmente resultado das saidinhas de quinta) e a inspiração me falta, se bem que ela tem me faltado todos os dias.

Mas sábado tem mesmo cara de curtição, de balada, mesmo pra mim que não gosto de grandes movimentações. Acho que Toni Garrido está certíssimo quando fala que “todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite”, mesmo que seja um filme bacana no SuperCine (e pq não?). Noite de Sábado também tem cara de namorinho de portão.

E nos sábados de chuva, como hoje, o bom mesmo é se jogar no sofá enrolada em uma coberta, em frente à tv e não pensar em nada enquanto vai mudando os canais que já não oferecem nada. vejo isto como o melhor exercício pra zerar a memória. E assim são meus sábados... Bem, vou ali que meu sofá está me gritando.

(Sábado também é dia de feira e neste momento ouço Lirinha gritar “Vou saquear a tua feira”, pois que venha então!).