sábado, agosto 27, 2005

Liberdade ainda que à tarde

Não sou filósofa. Não tenho a mínima pretensão de sê-la. Mas sou metida. Gosto de versar sobre os mais diversos assuntos. E liberdade e o ser livre é um dos meus assuntos prediletos. Não sei se é porque sou sagitariana ou se é porque no horóscopo chinês sou cavalo. Mas liberdade é fundamental na minha vida. Mas não me venham com conceitos. Definições. Clichês. Eu estou falando de sentimentos.

Ser livre é, antes de mais nada, uma necessidade do espírito, mais do que do corpo. Ir de um lado para o outro é fácil, difícil é ser livre para escolher onde se quer estar e bancar a escolha de estar lá.
Ser livre é viver sua própria essência. Sentir seus próprios sentimentos e desejar seus próprios desejos. Ser livre é poder se expressar à sua própria maneira. É poder estar com quem se ama.
Ser livre é não se preocupar com o lugar certo ou a hora certa ou a pessoa certa. Porque o ser livre é quem faz a hora certa, o lugar certo e a pessoa certa.
Mas ser livre também exige responsabilidade. Porque o ser livre não pode exercer sua liberdade pelos outros nem pode impedi-los de também serem livres. A sua liberdade não dá o direito de intervir na liberdade alheia.

Ser livre é andar descalço e sentir a chuva molhar seu rosto e ouvir uma boa música. É poder beijar na boca, seja a boca do seu gato, cachorro ou namorado. É poder gostar de cores, quaisquer cores.

Ser livre é gostar de ler e ler de fato. Ser livre é poder escrever só porque a folha em branco te perturba. É pintar só porque a tela em branco também te perturba.

Liberdade é poder acordar sem o toque do despertador...

Liberdade é poder olhar na direção que quiser...

Liberdade é poder andar de mãos dadas...

Liberdade é poder ver o sol nascer...

Liberdade é poder misturar prosa e poesia...


Liberdade ainda que à tarde

Liberdade ainda que à tarde
Ou ainda que à noite
Ou quem sabe até de madrugada
Ainda no escuro
Onde até os opressores
E ditadores de almas
Dormem livremente

Liberdade
Pra quebrar os espelhos
E os relógios
De pulso
De ponto

Liberdade
Pra romper os grilhões
E as algemas
Da censura
E da fome

Liberdade
Pra quebrar os muros
Os portões
E as grades
Da falta de educação
Do preconceito
Da deficiência de caráter

Liberdade de métrica
Do ritmo
Da forma
Da rima

Liberdade ainda
Que à meia-noite
Nos cinco minutos
De troca da guarda
Dos guardas de nossos sentidos
E desejos
E delírios
E anseios
De liberdade

6 comentários:

luiz correa disse...

Ercília,

Sempre que posso dou uma passadinha neste blog, acho que a idéia o conceito do blog fantásticos!Expressões Digitais é um exemplo cabal a importância do blog como expressão literária e como meio de difusão da literatura. Ainda não tinha comentado na neste blog, mas seu post me encantou, não pude deixar passar a chance de elogiar...muito bom!Parabéns!

Múcio Góes disse...

Li sem os pés no chão, com as asas de Ícaro, li... e adorei, Ercilia! Texto leve, de brisa no rosto!

Libertas jacta est!

*Liberdade é comer jaca com a mão.

bjo

Mary disse...

Maravilhoso!
Poético!
Livre!

Adorei! ;**

Vinicius disse...

Olha amore,

eu concordo tanto com seu texto, que não posso comentar nada. Eu simplesmente adoro a idéia da liberdade. Nenhuma relação com libertinagem, mas acho que seguir regras que não foram criadas por mim, sem nem ao menos ter a chance de criticar, é um tipo de burrice que eu não gosto nem de pensar.

Valeu pelo texto. E vamos ser livres.

Dan disse...

Melhor ainda que ler seu texto é ter a liberdade de poder te ter em meus braços e fazer meu comentário regado a muitos beijos apaixonados.
Te amo muito!

Anônimo disse...

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