quinta-feira, setembro 01, 2005

Janaína.

Olhos de um azul que se dilui em algum ponto entre o céu e o mar da Barra. No Morro do Cristo, mira ao longe, oeste, o olhar de Janaína.
O vento lança suas vestes brancas, seu cabelo loiro claro, e a impressão é que ela paira levemente acima do chão de rudeza, sem peso. O azul e o sol cedendo lentamente espaço ao silêncio, à melancolia, enquanto nuvens densas e brancas deslizam num embalo lento, sombreando o que em volta.
Sons
de pássaros entrecortam a voz perpassada, amena do vento. O domingo de junho esvazia a cidade de forma tal, que nemvestígio da habitual cacofonia, pessoas em volta, nada. O que se ouve é morno, e conforta do frio da brisa que prenuncia a breve chuva.
Os dedos claros tocam as pernas cruzadas, as unhas curtas emolduradas e finas, um anel de ouro branco, adereços prateados nos pulsos, no pescoço, logo acima do tornozelo.
A boca de um tom leve e róseo, doce contraste na macia cena verde, branca e azul que massageava minh´alma, na orquestra daqueles instantes que se prolongavam.
Enquanto
passava o agora sem nada, ancorado naquele leito, tornado em alucinares. Em mim, dela brotava toda a loucura que nunca se coube. Mas a força que Janaína emanava, aura intransponível, me mantinha pesado, amarrado.
Meus jeans e sandálias, parte de um todo desarmônico não pertencente àquela arte, carregando o peso amargo de rejeição, ainda que não fosse nada. E se meu ato não quebrasse o silêncio. O que seria mais adequado foi.

Não.”

Sua voz tocou-me com a habitual melodia de fruta doce. Desmoronei em um passo atrás, como quem toma no peito uma onda do mar e fica de .
Ela
flutuou até a praia e fundiu-se com a água, que no entorno tomou o tom mais azul de seus olhos. As primeiras gotas de chuva doce se juntaram ao sal da minha lágrima.


[]´s

8 comentários:

Mary disse...

Muito belo... ;)

Adriano disse...

Gostei do texto! Quem conhece os lugares que você citou pode refazer a cena instantaneamente no pensamento. Não posso deixar de notar que a melancolia da história tem tudo a ver com o clima bucólico da paisagem e do tempo chuvoso. Muito bom! Abraços!

PatitaM disse...

Cambada de homens românticos circulantes pelos digitais... Coisa boa de ler!

Engraçado, ontem comecei um troço que tinha o mar da barra ao encontro dos olhos... e como diz o Adriano, quem conhece o cenário que tuas palavras descrevem sabe exatamente a falta de exageros na beleza dos comentários, ainda que finalizados com uma lágrima.

Beijo!

Aline disse...

Mui lindo...Bjs

Vinicius disse...

Cada nova linha me fez ouvir como poesia as palavras. E ao fundo eu percebi um misto entre brisa e o som das ondas do mar.

Se a pria da Barra tivessa calçada suficiente para separar a praia dos ônibus, carros, caminhões, etc, seria realmente o paraíso.

Mas valeu pelo texto cara! Boas lembranças do Cristo...

Múcio Góes disse...

Pude rever esse mar, faz um tempinho que estive lá, preciso voltar!

[]´s

Anônimo disse...

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