I'll survive (a do Cake, e não de Gloria Gaynor)
Uma noite perfeita já começa quando ainda nem é noite. O dia passa todo ele lento... lento com o sem-número de pendências tropeçadas umas nas outras. Mas é sexta-feira... e já foi falado por aqui mesmo sobre as sextas-feiras... as da Bahia em particular. É no final da tarde/início da noite que as coisas começam a tomar forma. O pensamento da cervejinha bem gelada já começa a fazer salivar... Bem como a vontade de estar perto das pessoas queridas, que nos faz meio que maldizer as leis que regem a passagem do tempo...
Mas eis que é chegada a hora. Uma banana bem dada pra tudo que lembre trabalho, uma passada rápida em casa pra um banho meio enrolado, e a noite daqui em diante se resume a boteco e amigos num canto qualquer (como, aliás, deveriam ser todas as noites que fossem dignas do nome). Os "amigos" em questão, os digitais (alguns dos quais nunca vistos, mas queridos desde sempre). O "canto qualquer", de qualquer não tem nada... o Pelourinho, suas escadas, casas coloridas e geminadas e ruas de pedras calçadas, O "boteco", escolhido a dedo pelo mais boêmio dentre os digitais de Salvador, um lugar aconchegante e de atmosfera agradabilíssima, em que a única coisa que falta pra lembrar uma casinha de campo de verdade é o cheiro de mato vindo de fora. Bom... na verdade isso e o fato de eu não me imaginar aplaudindo alguém tocando violão na sala de minha casa lá no interior... De resto, é Casa da Roça!
A noite transcorre lenta e gostosa... Fala-se de tudo... ri-se de tudo... E quem disser que tem coisa mais divertida que o calor da proximidade de amigos é um bom mentiroso. O papo rende, bons contadores de histórias que somos... alguns de nós, é bom que se diga, mais férteis que outros. Mesa de bar, mais que divâ de analista, instiga confissões... Não poderia ser diferente entre os digitais. Numa dessas, descobrimos Gomes, o Forrest Gomes, Contador de Histórias. E vamos lá nós termos inveja de um Gump qualquer quando temos à disposição - e ao alcance do copo sempre cheio - o nosso Gomes? E é entre os flashs sempre presentes de Patita e seus dedos rápidos, o sorriso tímido de Lélia e as declarações bombásticas do único não-digital da mesa que se conversa de tudo que não se deve discutir numa roda de amigos: política, futebol e sexo (os alicerces que mantém a humanidade de pé - a política nem tanto, creio...).
O caso é que depois de muito sexo e futebol, a cachorrinha argentina da casa nos faz notar o avançado da hora. Nosso contador de histórias ainda tenta com ela um diálogo rápido (com uma fluência no domínio da língua do Menen que me espantou!), e resolvemos que a noite dos boêmios foi feita realmente pra boemia... As meninas ainda fazem uma rápida refilmagem do Pagador de Promessas nas belas escadarias da Igreja (sob o olhar entre curioso e sonolento de um dos mendigos locais, que eu não imagino fosse exatamente familiar com o clássica história) e dali, a conselho do Baiano - cuja alcunha, vale dizer, não poderia ser mais acertada - fomos a um barzinho qualquer da orla da cidade. Mais doses generosíssimas de sexo e futebol. O não-digital, na condição de não-digital, já a ponto de cochilar, e eis que resolvemos meio a contragosto dar por terminada a farra etílico-literária.
Pelo bem do que é justo porém, devo dizer que infelizmente a noite não foi perfeita... Uma ida à Casa da Roça sem a performática presença de palco do velho Gomes não faz jus às potencialidades do lugar... e desta vez nosso amigo não nos brindou com sua bela interpretação de "I'll survive" (mais ao estilo Cake que ao de Gloria Gaynor, é sempre bom lembrar).
Mas eis que é chegada a hora. Uma banana bem dada pra tudo que lembre trabalho, uma passada rápida em casa pra um banho meio enrolado, e a noite daqui em diante se resume a boteco e amigos num canto qualquer (como, aliás, deveriam ser todas as noites que fossem dignas do nome). Os "amigos" em questão, os digitais (alguns dos quais nunca vistos, mas queridos desde sempre). O "canto qualquer", de qualquer não tem nada... o Pelourinho, suas escadas, casas coloridas e geminadas e ruas de pedras calçadas, O "boteco", escolhido a dedo pelo mais boêmio dentre os digitais de Salvador, um lugar aconchegante e de atmosfera agradabilíssima, em que a única coisa que falta pra lembrar uma casinha de campo de verdade é o cheiro de mato vindo de fora. Bom... na verdade isso e o fato de eu não me imaginar aplaudindo alguém tocando violão na sala de minha casa lá no interior... De resto, é Casa da Roça!
A noite transcorre lenta e gostosa... Fala-se de tudo... ri-se de tudo... E quem disser que tem coisa mais divertida que o calor da proximidade de amigos é um bom mentiroso. O papo rende, bons contadores de histórias que somos... alguns de nós, é bom que se diga, mais férteis que outros. Mesa de bar, mais que divâ de analista, instiga confissões... Não poderia ser diferente entre os digitais. Numa dessas, descobrimos Gomes, o Forrest Gomes, Contador de Histórias. E vamos lá nós termos inveja de um Gump qualquer quando temos à disposição - e ao alcance do copo sempre cheio - o nosso Gomes? E é entre os flashs sempre presentes de Patita e seus dedos rápidos, o sorriso tímido de Lélia e as declarações bombásticas do único não-digital da mesa que se conversa de tudo que não se deve discutir numa roda de amigos: política, futebol e sexo (os alicerces que mantém a humanidade de pé - a política nem tanto, creio...).
O caso é que depois de muito sexo e futebol, a cachorrinha argentina da casa nos faz notar o avançado da hora. Nosso contador de histórias ainda tenta com ela um diálogo rápido (com uma fluência no domínio da língua do Menen que me espantou!), e resolvemos que a noite dos boêmios foi feita realmente pra boemia... As meninas ainda fazem uma rápida refilmagem do Pagador de Promessas nas belas escadarias da Igreja (sob o olhar entre curioso e sonolento de um dos mendigos locais, que eu não imagino fosse exatamente familiar com o clássica história) e dali, a conselho do Baiano - cuja alcunha, vale dizer, não poderia ser mais acertada - fomos a um barzinho qualquer da orla da cidade. Mais doses generosíssimas de sexo e futebol. O não-digital, na condição de não-digital, já a ponto de cochilar, e eis que resolvemos meio a contragosto dar por terminada a farra etílico-literária.
Pelo bem do que é justo porém, devo dizer que infelizmente a noite não foi perfeita... Uma ida à Casa da Roça sem a performática presença de palco do velho Gomes não faz jus às potencialidades do lugar... e desta vez nosso amigo não nos brindou com sua bela interpretação de "I'll survive" (mais ao estilo Cake que ao de Gloria Gaynor, é sempre bom lembrar).